Enfermeiros da Atenção Primária em suporte básico de vida
DOI:
https://doi.org/10.24220/2318-0897v26n1a3783Palavras-chave:
Atenção primária à saúde. Enfermagem. Parada cardíaca. Planejamento em saúde.Resumo
Objetivo
Avaliar o conhecimento de enfermeiros da Atenção Primária à Saúde sobre as medidas de Suporte Básico de Vida utilizadas no tratamento da parada cardiorrespiratória em adultos e relacioná-lo com tempo de formação, experiência profissional e participação em cursos de atualização.
Métodos
Cento e vinte e nove enfermeiros preencheram formulário contendo as variáveis do estudo e realizaram um teste com 10 questões de múltipla escolha.
Resultados
A pontuação média global foi preocupantemente baixa (4,5±1,9 pontos). Enfermeiros mais jovens, com menos tempo de formação e atuação em Atenção Primária à Saúde e com experiência em emergência ou cardiologia tiveram desempenho significativamente melhor. Enfermeiros que realizaram cursos práticos avançados de suporte de vida nos últimos dois anos também tiveram melhor desempenho, mas isto correspondeu a menos de 10% da amostra.
Conclusão
A falta de experiência em emergências e a carência de treinamento regular contribuíram para o fraco desempenho dos enfermeiros que atuam na Assistência Primária à Saúde. Isso foi evidenciado na avaliação utilizada para medir o conhecimento sobre tratamento da parada cardiorrespiratória em adultos, indicando a necessidade de um programa de educação continuada.
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