Crise, adolescência e saúde mental
considerações a partir da Teoria da Subjetividade
Palavras-chave:
Adolescência, Intervenção em crise, Saúde mentalResumo
Este trabalho desenvolve-se a partir de inquietações frente à crescente emergência de quadros de sofrimento subjetivo, em especial entre adolescentes, onde é frequente observar experiências de crise de saúde mental, com seu caráter inesperado, conflitante, tenso e contraditório. Nesse contexto, problematiza-se, a perspectiva biomédica de crise, vinculada a uma tendência histórica de hierarquização, controle, supressão de sintomas e patologização. Este trabalho propõe, a partir da Teoria da Subjetividade em uma perspectiva histórico-cultural, alternativas que permitam avançar tanto na compreensão teórica do fenômeno da crise – em uma perspectiva complexa, não racionalista e histórico-cultural – quanto na fundamentação de novas práticas na atenção psicossocial voltadas aos adolescentes. Argumenta-se que o principal desdobramento dessa proposta é a valorização do protagonismo do adolescente em crise, enfatizando o desenvolvimento de recursos subjetivos que permitam a abertura de caminhos de vida singulares e alternativos ao sofrimento vivenciado.
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