A prática de Recovery no Brasil a partir da experiência vivida de profissionais da saúde

um estudo fenomenológico

Autores

Palavras-chave:

Pessoal de saúde, Saúde mental, Reabilitação psiquiátrica, Pesquisa qualitativa

Resumo

O modelo Recovery, enquanto paradigma de cuidado em saúde mental, tem se expandindo internacionalmente e caracteriza-se pelo protagonismo do indíviduo no maneho de seu próprio processo, visando ao desenvolvimento de si como pessoa e cidadão, e não a cura ou supressão de sintomas. Este estudo tem como objetivo descrever e compreender fenomenologicamente a experiência vivida de trabalhadores de serviços da Rede de Atenção Psicossocial em realação a esse modelo. O método desta pesquisa foi embasado na fenomenologia husserliana, tendo sido estabelecidos encontros dialógicos com sete participantes, a partir dos quais foram elaboradas narrativas compreensivas. Percebeu-se, assim, alguns elementos centrais: “o desejo por mudança, mas a vivência da frustração”; “o desejo de ser ouvido, mas ser minoria”; “o desejo de fazer mais, mas ter as mãos amarradas”. Os resultados indicam que a Atenção Psicossocial no Brasil ainda não incorporou o modelo de Recovery. Nadando contra a corrente, os profissionais sentem-se empurrados para trás e anseiam por um lugar distante e ideal, no qual o percurso dos serviços de saúde mental tenha o Recovery como seu destino.

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Publicado

2026-09-21

Como Citar

Lima, D. D., & Cury, V. E. (2026). A prática de Recovery no Brasil a partir da experiência vivida de profissionais da saúde: um estudo fenomenológico. Estudos De Psicologia (Campinas), 43. Recuperado de https://puccampinas.emnuvens.com.br/estpsi/article/view/20063

Edição

Seção

PSICOLOGIA CLÍNICA E PSICOTERAPIAS