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            <journal-title>Revista de Nutrição</journal-title>
            <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev Nutr</abbrev-journal-title>
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            <publisher-name>Pontifícia Universidade Católica de Campinas</publisher-name>
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         <article-id pub-id-type="doi">10.1590/1678-9865202538e240130pt</article-id>
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               <subject>DOSSIÊ | 85 anos de atuação profissional do nutricionista no Brasil</subject>
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            <article-title>Equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional e a atuação de nutricionistas: elementos para reflexão</article-title>
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                  <surname>Tenuta</surname>
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                  <surname>Vasconcelos</surname>
                  <given-names>Francisco de Assis Guedes de</given-names>
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            <label>1</label>
            <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Santa Catarina</institution>
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            <institution content-type="original">Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Nutrição, Programa de Pós-Graduação em Nutrição. Florianópolis, SC, Brasil.</institution>
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            <label>2</label>
            <institution content-type="orgname">Fundação Oswaldo Cruz</institution>
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            <country country="BR">Brasil</country>
            <institution content-type="original">Fundação Oswaldo Cruz, Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde. Brasília, DF, Brasil.</institution>
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         <author-notes>
            <corresp id="c01">Correspondência para: JTC OLIVEIRA. E-mail: <email>juliana.theodora@yahoo.com.br</email>.</corresp>
            <fn fn-type="edited-by">
               <label>Editora</label>
               <p>Maria Angélica Tavares de Medeiros</p>
            </fn>
            <fn fn-type="conflict">
               <label>Conflitos de interesse</label>
               <p>Os autores declaram não haver conflitos de interesse.</p>
            </fn>
         </author-notes>
         <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
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            <month>0</month>
            <year>2025</year>
         </pub-date>
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            <year>2025</year>
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         <volume>38</volume>
         <elocation-id>e240130</elocation-id>
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            <date date-type="rev-recd">
               <day>28</day>
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               <year>2025</year>
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            <date date-type="accepted">
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               <month>05</month>
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            <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
               <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (<italic>Open Access</italic>) sob a licença <italic>Creative Commons Attribution</italic>, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.</license-p>
            </license>
         </permissions>
         <abstract>
            <title>RESUMO</title>
            <sec>
               <title>Objetivo</title>
               <p>Descrever e analisar a atuação do nutricionista em três equipamentos de segurança alimentar e nutricional brasileiros: restaurantes populares, bancos de alimentos e cozinhas comunitárias.</p>
            </sec>
            <sec>
               <title>Métodos</title>
               <p>Trata-se de revisão de literatura científica associada à análise de normativas e documentos técnicos que dispõem sobre a atuação do nutricionista em equipamentos de segurança alimentar e nutricional.</p>
            </sec>
            <sec>
               <title>Resultados</title>
               <p>Foram incluídos na amostra 29 estudos. Destes, 12 são sobre restaurantes populares, 11 sobre bancos de alimentos e 6 sobre cozinhas comunitárias. Os estudos apontaram um número insuficiente de nutricionistas nos equipamentos, quando comparado às normativas vigentes, as quais carecem de revisão e atualização frente ao contexto atual. Ainda, deparou-se com dificuldade na obtenção de dados precisos sobre o número de nutricionistas atuantes nestes equipamentos no Brasil.</p>
            </sec>
            <sec>
               <title>Conclusão</title>
               <p>Para fortalecer a atuação do nutricionista na segurança alimentar e nutricional, são necessárias ações em todos os níveis, incluindo a melhoria da formação profissional, a ampliação de vagas em políticas e programas públicos de alimentação e nutrição, o monitoramento e fiscalização por parte dos conselhos de direito e; a sensibilização e mobilização da categoria profissional para a valorização e o reconhecimento da necessidade e obrigatoriedade do nutricionista nos equipamentos de segurança alimentar e nutricional.</p>
            </sec>
         </abstract>
         <kwd-group xml:lang="pt">
            <title>Palavras-chave</title>
            <kwd>Direito humano à alimentação adequada</kwd>
            <kwd>Nutrição em saúde pública</kwd>
            <kwd>Nutricionistas</kwd>
            <kwd>Segurança alimentar e nutricional</kwd>
         </kwd-group>
      </article-meta>
   </front>
   <body>
      <sec sec-type="intro">
         <title>INTRODUÇÃO</title>
         <p>No Brasil, em 2021-2022, foram identificados 41,3% de domicílios em condições de segurança alimentar e 15,5% em Insegurança Alimentar (IA) grave, ou seja, 33 milhões de brasileiros em situação de fome [<xref ref-type="bibr" rid="B01">1</xref>]. Por sua vez, os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), de 2023, apontaram que 72,4% dos domicílios brasileiros estavam em situação de segurança alimentar, e 4,1% em condição de IA grave [<xref ref-type="bibr" rid="B02">2</xref>]. Esta redução dos índices de IA grave pode ser atribuída a um conjunto de fatores de ordem econômica, social e estrutural, como por exemplo, aumento da renda familiar e escolaridade; melhoria nas condições de saneamento básico; presença de vínculo empregatício e/ou inserção no mercado de trabalho; melhoria na qualidade dietética da alimentação; acesso aos serviços de saúde e água potável; entre outros [<xref ref-type="bibr" rid="B03">3</xref>]. Contudo, conforme apontou a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (REDE PENSSAN), a reinstalação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA), a partir de 2023, teve papel fundamental neste processo. Todavia, apesar da melhoria dos índices supracitados, 27,6% dos domicílios brasileiros ainda se encontravam em algum nível de IA em 2023, seja ela leve, moderada ou grave. Logo, presume-se que são necessárias estratégias visando à garantia da promoção da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) para a população, em todos os níveis da cadeia de abastecimento e acesso aos alimentos no país [<xref ref-type="bibr" rid="B04">4</xref>].</p>
         <p>Nesse contexto, além do CONSEA, aponta-se o papel do Sistema Nacional de Segurança Alimentar (SISAN) e dos seus componentes, com destaque para os Equipamentos de Segurança Alimentar E Nutricional (EqSAN), os quais objetivam contribuir para o combate à fome, visando à garantia de alimentos saudáveis, culturalmente adequados e seguros para alcançar a promoção da dignidade humana [<xref ref-type="bibr" rid="B05">5</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B06">6</xref>]. Contudo, é importante ressaltar a incipiência do processo de descentralização e adesão ao SISAN no âmbito municipal, em contraposição à adesão no âmbito dos estados, fato que limita o alcance e impacto do sistema em nível nacional [<xref ref-type="bibr" rid="B07">7</xref>].</p>
         <p>A despeito dos desafios supracitados, a infraestrutura do SISAN perpassa pela operacionalização dos EqSAN, sendo necessário o apoio, o financiamento e a institucionalização de distintos programas e ações intersetoriais, articulados e complementares, abordando todas as etapas do sistema alimentar, com vistas à promoção do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) [<xref ref-type="bibr" rid="B06">6</xref>]. De acordo com as normativas, constituem EqSAN: Restaurantes Populares, Bancos de Alimentos, Cozinhas Comunitárias e outros equipamentos tais como feiras livres, mercados públicos, centrais de abastecimento de alimentos, sacolões públicos, feiras orgânicas e agroecológicas, unidades de apoio à distribuição da agricultura familiar e, mais recentemente, as cozinhas solidárias [<xref ref-type="bibr" rid="B08">8</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B09">9</xref>]. Dentre os muitos atores envolvidos na operacionalização dos EqSAN, merece destaque o nutricionista, em virtude da natureza das ações desenvolvidas nestes espaços. De acordo com a Resolução nº 600/2018 do Conselho Federal de Nutrição (CFN) [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>], a atuação do profissional nestes equipamentos está prevista no segmento – Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), no subsegmento – SISAN: Banco de Alimentos (públicos, privados e fundacionais), Restaurantes Populares, Cozinhas Comunitárias e outros equipamentos de segurança alimentar. Ainda, segundo o parágrafo único da Lei nº 8.234, de 17 de setembro de 1991 [<xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref>], “é obrigatória a participação de nutricionistas em equipes multidisciplinares, criadas por entidades públicas ou particulares e destinadas a planejar, coordenar, supervisionar, implementar, executar e avaliar políticas, programas, cursos nos diversos níveis, pesquisas ou eventos de qualquer natureza, direta ou indiretamente relacionados com alimentação e nutrição, bem como elaborar e revisar legislação e códigos próprios desta área”.</p>
         <p>Tomando como referência os três EqSAN listados na Resolução nº 600/2018/CFN [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>], identifica-se na página institucional do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a seguinte informação: “quanto à equipe mínima da Cozinha Comunitária/Restaurante Popular/Banco de Alimentos, considerando que a gestão e manutenção do equipamento são realizadas pelo município ou estado, a composição da equipe é de responsabilidade destes. Ressalta-se que é obrigatória a presença de um nutricionista, conforme a Resolução do CFN” [<xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref>].</p>
         <p>Com base no exposto, este artigo tem como objetivo realizar reflexões e proposições sobre a atuação do profissional em três EqSAN: Restaurantes Populares (RP), Bancos De Alimentos (BA) e Cozinhas Comunitárias (CC). A escolha destes equipamentos justifica-se por sua maior vinculação com as esferas governamentais, e por suas normas de financiamento e gestão seguirem processos burocráticos e institucionais já estabelecidos. Além disso, estes equipamentos visam à garantia do acesso direto da população em IA à alimentação, seja por meio de refeições adequadas ou pelo recebimento do alimento in natura, bem como podem e devem atuar de forma articulada entre si. Por fim, os equipamentos escolhidos são os EqSAN com registros oficiais mais antigos, como, por exemplo, os RP.</p>
      </sec>
      <sec sec-type="methods">
         <title>MÉTODO</title>
         <p>Trata-se de revisão de literatura científica [<xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref>] associada à análise de normativas e documentos técnicos [<xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref>] sobre a atuação do nutricionista em três EqSAN brasileiros: RP, BA e CC.</p>
         <p>A busca bibliográfica exploratória sobre os três EqSAN objetos deste artigo foi realizada nas seguintes bases eletrônicas de dados: <italic>Scientific Electronic Library Online</italic> (SciELO.org), PubMed® (MEDLINE), Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD); Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); LILACS - Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde; e Google Acadêmico. Com exceção da base de dados PubMed® (MEDLINE), nas demais bases foram utilizadas as estratégias de buscas: (“restaurantes populares” AND “nutricionista”); (“bancos de alimentos” AND “nutricionista”) e (“cozinhas comunitárias” AND “nutricionista”). No PubMed® (MEDLINE) as estratégias de buscas foram: (“popular restaurants” AND “nutritionist”); (“food banks” AND “nutritionist”) and (“community kitchens” AND “nutritionist”). As buscas foram realizadas inicialmente em julho de 2024 e atualizadas até janeiro de 2025.</p>
         <p>Foram adotados como critérios de inclusão: artigos científicos, teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso que apresentassem dados quantitativos e/ou qualitativos sobre a presença e/ou atuação do nutricionista nos EqSAN. Não houve restrição temporal, permitindo a identificação da trajetória desses estudos desde a incorporação dos equipamentos na agenda pública nacional de SAN até 2024.</p>
         <p>Os critérios de exclusão incluíram duplicatas, livros, capítulos de livros e trabalhos apresentados em eventos/congressos. No Google Acadêmico, devido às especificidades da plataforma, a seleção foi limitada às cinco primeiras páginas, excluindo duplicidades e citações. Observam-se relatos de uso das cinco primeiras [<xref ref-type="bibr" rid="B18">18</xref>], das dez primeiras [<xref ref-type="bibr" rid="B19">19</xref>], das 14 primeiras [<xref ref-type="bibr" rid="B20">20</xref>] e das 20 primeiras páginas [<xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref>], entre outros. Em geral, o Google Acadêmico é utilizado como base complementar, restringindo a busca a um limite pré-definido [<xref ref-type="bibr" rid="B18">18</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref>].</p>
         <p>Após a seleção, os artigos passaram por leitura exploratória e seletiva, seguida de análise interpretativa para identificar a presença ou ausência do nutricionista nos EqSAN, o quantitativo desses profissionais nos equipamentos e considerações sobre sua atuação. A <xref ref-type="fig" rid="f01">Figura 1</xref> apresenta o fluxograma da busca bibliográfica.</p>
         <fig id="f01">
            <label>Figura 1</label>
            <caption>
               <title>Fluxograma da revisão bibliográfica sobre restaurantes populares, bancos de alimentos e cozinhas comunitárias.</title>
            </caption>
            <graphic xlink:href="1678-9865-rn-38-e240130-gf01.jpg"/>
            <attrib>Legenda: BA: Bancos de Alimentos; CC: Cozinhas Comunitárias; RP: Restaurantes Populares.</attrib>
         </fig>
         <p>Foram solicitados ao CFN dados sobre o número de nutricionistas em atuação nos EqSAN, e à CGESAN/DESAU/SESAN/MDS, informações sobre o quantitativo de equipamentos. Complementarmente, foram consultadas páginas oficiais, especialmente do MDS e CFN, com foco em regulamentações e normativas. Também foram considerados dados do Mapeamento de Segurança Alimentar e Nutricional (MapaSAN 2022), coordenado pelo MDS, abrangendo 1.845 municípios que responderam aos questionários de gestão do SISAN, ações de SAN e equipamentos públicos de SAN [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>].</p>
         <p>Os três EqSAN analisados visam combater a fome, garantir a SAN e promover o DHAA, operando com especificidades próprias (<xref ref-type="table" rid="t02">Quadro 2</xref>). Assim, os resultados serão apresentados separadamente para cada EqSAN, iniciando com sua caracterização histórica, seguida da análise da atuação dos nutricionistas.</p>
         <table-wrap id="t02">
            <label>Quadro 2</label>
            <caption>
               <title>Estudos sobre os restaurantes populares brasileiros e a presença e/ou atuação do nutricionista no equipamento. Brasil, 2024.</title>
            </caption>
            <table frame="hsides" rules="groups">
               <thead>
                  <tr align="center">
                     <th>Autoria e ano</th>
                     <th>Tipo de fonte bibliográfica</th>
                     <th>Objetivo da pesquisa e número de RP investigados (N)</th>
                     <th>Método/tipo de estudo</th>
                     <th>Principais achados e/ou reflexões</th>
                  </tr>
               </thead>
               <tbody>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>Oliveira (2009) [<xref ref-type="bibr" rid="B28">28</xref>]</td>
                     <td align="center">Dissertação de Mestrado</td>
                     <td>Avaliar as condições higiênico-sanitárias do processo produtivo de refeições em Restaurantes Populares localizados no Estado do Rio de Janeiro. Número de RP (N=10)</td>
                     <td>Estudo exploratório, seccional, realizado entre 2007 e 2008. Aplicação de roteiro de inspeção a fim de avaliar as condições higiênico-sanitárias e identificar não conformidades que possam interferir na qualidade das refeições servidas e foi calculado o percentual de adequação das condições higiênico-sanitárias (PACHS).</td>
                     <td> Em cada RP a equipe contava com 3 nutricionistas em média.<break/> Cada RP produzia, em média, 2.530 refeições/dia/almoço.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                     <td>Ginani (2011) [<xref ref-type="bibr" rid="B30">30</xref>]</td>
                     <td align="center">Tese de Doutorado</td>
                     <td>Analisar a qualidade nutricional, sensorial e cultural de cardápios populares brasileiros. (N=37)</td>
                     <td>Para identificar os diferentes instrumentos que foram utilizados na avaliação, foi realizada uma busca sistemática da literatura sobre os métodos, instrumentos e parâmetros de análise de cardápios. Foram selecionados dois instrumentos para avaliação da qualidade nutricional, IQR e AQPC. Para avaliar aspectos culturais da alimentação, foi desenvolvido outro instrumento, o IPAR (Identificador da Presença de Alimentos Regionais).</td>
                     <td>Os autores apontam que as boas avaliações no teste IQR podem estar relacionadas à presença de nutricionista no restaurante, destacando-o como o profissional tecnicamente habilitado para proporcionar o preparo de refeições de qualidade em todos os seus aspectos.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td> Portella et al.<break/> (2013) [<xref ref-type="bibr" rid="B31">31</xref>]</td>
                     <td align="center">Artigo de periódico científico</td>
                     <td>Avaliar a inserção do nutricionista dentro da Rede de Atenção Psicossocial Santa Maria / Rio Grande do Sul. (N=0)</td>
                     <td>Revisão de literatura, utilizando bases de dados, literatura cinzenta e plataformas do Governo Federal do Brasil, incluindo artigos sem limitação de ano de publicação, dissertações, livros, leis, portarias ministeriais e leis federais</td>
                     <td>Os autores destacam que é fundamental a inserção do nutricionista na atenção psicossocial (incluindo os equipamentos de segurança alimentar e nutricional).</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                     <td> Boas (2013)<break/> [<xref ref-type="bibr" rid="B32">32</xref>]</td>
                     <td align="center">Dissertação de Mestrado</td>
                     <td> Avaliar a oferta de alimentos e preparações regionais saudáveis no programa de Restaurantes Populares antes e após intervenção por meio de uma oficina culinária.<break/> Número de RP (N=37)</td>
                     <td>Estudo longitudinal e de intervenção. A coleta dos dados ocorreu em 2010, por meio da aplicação de um questionário denominado Oferta de Alimentos Regionais adaptado do modelo criado por Botelho (2006).</td>
                     <td>Os RP cujos nutricionistas participaram das oficinas ou receberam informações sobre estas apresentaram aumento da frequência mensal de preparações regionais.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td> Silva (2014)<break/> [<xref ref-type="bibr" rid="B33">33</xref>]</td>
                     <td align="center">Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação</td>
                     <td>Descrever estratégias de gestão da qualidade de Restaurantes Populares a partir de evidências por meio de uma revisão integrativa. (N=não se aplica).</td>
                     <td>Revisão integrativa de literatura.</td>
                     <td>A pesquisa apontou também a valorização do nutricionista nos restaurantes e em processos educativos como estratégias aliadas da qualidade dos serviços.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                     <td> Volpini-Rapina<break/> et al. (2016) [<xref ref-type="bibr" rid="B34">34</xref>]</td>
                     <td align="center">Artigo de periódico científico</td>
                     <td>Elaboração de um questionário de boas práticas de manipulação e aplicação em funcionários de unidades produtoras de alimentos com e sem responsável técnico no local. Número de RP (N=8)</td>
                     <td>Estudo avaliativo com aplicação de questionário composto por 10 questões de múltipla escolha elaboradas com base no Manual de Boas Práticas de Manipulação de Alimentos. Análise dos resultados submetidos aos cálculos de média, desvio-padrão e Análise de Variância (ANOVA).</td>
                     <td>A falta de responsável técnico e treinamento dos manipuladores resultaram em práticas errôneas que colocam em risco a saúde da população.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td> Calazans et al.<break/> (2018) [<xref ref-type="bibr" rid="B35">35</xref>]</td>
                     <td align="center">Artigo de periódico científico</td>
                     <td>Avaliar a refeição ofertada em unidades de alimentação e nutrição inseridas no Programa Restaurantes Populares do Estado do Rio Grande do Norte. Número de RP (N=32)</td>
                     <td>Trata-se de um estudo descritivo, transversal, em quatro restaurantes populares no ano de 2017. A investigação incluiu: 1. Análise documental (do termo de referência dos contratos e reconhecimento do padrão dos cardápios e das fichas técnicas de preparação); 2. Medição in loco (Identificação dos utensílios de servir, medidas caseiras e pesagem das porções); 3. Observação não participante de uma reunião de equipe gestora e de responsáveis técnicos pelas unidades</td>
                     <td>Os autores destacam a necessidade premente da contribuição dos nutricionistas em relação à adequação dos cardápios oferecidos, e da apropriação destes profissionais dos conceitos e ações relacionados à promoção da alimentação saudável junto à população beneficiada nos RP.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                     <td>Calazans et al. (2019) [<xref ref-type="bibr" rid="B36">36</xref>]</td>
                     <td align="center">Artigo publicado em periódico</td>
                     <td>Fomentar a interlocução entre a participação social e a EAN institucional dentro de programas de alimentação e nutrição, tomando como base o Programa Restaurantes Populares no estado do RN. (N=34)</td>
                     <td>Produção de materiais educativos tanto voltados aos usuários, auxiliando na compreensão dos aspectos relacionados à alimentação saudável, quanto na elaboração de guia ilustrativo direcionado aos manipuladores de alimentos</td>
                     <td> Os autores concluem que a promoção de uma alimentação adequada exige que o nutricionista atue como agente educador e propiciador de mudanças que<break/> impulsionem a autonomia alimentar e o reconhecimento da alimentação como direito.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>Sousa e Oliveira (2022) [<xref ref-type="bibr" rid="B37">37</xref>]</td>
                     <td align="center">Artigo de periódico científico</td>
                     <td>Apresentar a experiência vivenciada com a realização de ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) nos equipamentos públicos de Lauro de Freitas-Bahia, buscando uma reflexão crítica dessa prática frente às diretrizes do Marco de Referência para Educação Alimentar e Nutricional do Brasil. Número de RP (N=1)</td>
                     <td>Estudo de caso, do tipo relato de experiência, com base em vivências e pesquisa documental, como matérias publicadas em site da prefeitura, blogs locais, relatórios e registros fotográficos.</td>
                     <td>As autoras destacam a importância do nutricionista para a execução das ações de EAN nos equipamentos, fomentando esse repasse de conhecimento para os frequentadores dos RP.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                     <td> Oliveira (2023)<break/> [<xref ref-type="bibr" rid="B38">38</xref>]</td>
                     <td align="center">Tese de Doutorado</td>
                     <td>Avaliar a adequação dos RP brasileiros aos parâmetros de promoção da SAN e verificar sua associação com características de contexto no qual o RP está localizado. (N=87)</td>
                     <td>Os procedimentos metodológicos foram desenvolvidos em três etapas. Revisão integrativa de estudos avaliativos sobre RP; Avaliação do RP das capitais do Brasil, tendo como partes de análises as diretrizes que regem o RP e a Política Nacional de SAN, por meio de matriz avaliativa que contempla duas dimensões: Dimensão Política Organizacional e Dimensão Técnico-Operacional; Estudo de associação entre o nível de adequação do RP e variáveis de contexto.</td>
                     <td>Destaca-se a importância da capacitação e sensibilização dos gestores e responsáveis técnicos dos RP para operacionalização do equipamento enquanto uma ferramenta promotora da SAN e DHAA, para além da oferta de refeições.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td> Oliveira et al.<break/> (2024) [<xref ref-type="bibr" rid="B39">39</xref>]</td>
                     <td align="center">Artigo de periódico científico</td>
                     <td>Rastrear a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Diabetes Mellitus (DM) e Obesidade e a orientação em saúde da população em vulnerabilidade social frequentadora de um restaurante popular em uma cidade do estado de Minas Gerais. Número de RP (N=1)</td>
                     <td>Relato de experiência.</td>
                     <td>O artigo traz uma menção sobre a importância do nutricionista nos RP ao citar que deve ser preconizada a contratação de um nutricionista, com o objetivo de elaborar os cardápios conforme as orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira e o Programa de Alimentação do Trabalhador.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                     <td> Zimmermann<break/> et al. (2024) [<xref ref-type="bibr" rid="B40">40</xref>]</td>
                     <td align="center">Artigo de periódico científico</td>
                     <td>Analisar e comparar as capacidades estatais de duas metrópoles brasileiras na condução de políticas alimentares, Curitiba e Belo Horizonte. (N=9)</td>
                     <td>Revisão bibliográfica e documental. Adicionalmente foram realizadas 23 entrevistas semi-estruturadas com (ex)secretários, (ex)gestores e representantes da sociedade civil atuantes nos dois municípios realizadas em 2021.</td>
                     <td>Entre diversos fatores que contribuíram para a construção e continuidade das políticas alimentares nas cidades estudadas, os autores citam também a contratação de diversos profissionais, como nutricionistas, bioquímicos, agrônomos, administradores, economistas, geógrafo, entre outros.</td>
                  </tr>
               </tbody>
            </table>
         </table-wrap>
         <sec>
            <title>Atuação do nutricionista em restaurantes populares</title>
            <p>Os RP são equipamentos originados na década de 1940 [<xref ref-type="bibr" rid="B23">23</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B25">25</xref>] tendo como objetivos garantir um espaço digno para a realização de refeições, bem como ações de EAN, o fomento da soberania alimentar e a interlocução com outras ações de SAN [<xref ref-type="bibr" rid="B25">25</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B28">28</xref>]. Em 2004, foram inseridos no Programa Fome Zero [<xref ref-type="bibr" rid="B25">25</xref>] e, na atualidade (2024) têm como gestor federal o MDS.</p>
            <p>O MDS define que os RP são equipamentos direcionados a municípios com mais de 100 mil habitantes, que apresentem elevado número de pessoas em situação de miséria ou pobreza. O acesso aos RP deve ser universal, com priorização dos grupos populacionais específicos em situação de insegurança alimentar e nutricional e/ou vulnerabilidade social [<xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref>].</p>
            <p>Segundo dados disponibilizados pela coordenação federal do programa junto ao MDS, em novembro de 2023, havia, no Brasil, 478 RP. Destes, 128 (26,8%) eram financiados pelo MDS e 350 (74,3%) receberam financiamento de governos locais, instituições privadas ou da sociedade civil [<xref ref-type="bibr" rid="B29">29</xref>].</p>
            <p>Quanto aos dados do MapaSAN 2022, foram referidos 248 RP existentes no país, dentre os municípios respondentes. A região Nordeste possuía o maior número de RP (34,8%), seguida do Sudeste (33,9%), Sul (18,5%), Norte (11%) e Centro-Oeste, com a menor presença desses equipamentos, totalizando 1,8% [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>]. O custo médio para o preparo de uma refeição servida no horário do almoço foi de aproximadamente R$ 8,57, alcançando o valor máximo de R$ 35,00. O valor médio cobrado por uma refeição no horário do almoço nos RP foi de R$ 1,95, com atendimento de 1.117 em média [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>]. As características operacionais (objetivo, metodologia, público e requisito funcional mínimo) dos RP estão sintetizadas no <xref ref-type="table" rid="t01">Quadro 1</xref>.</p>
            <table-wrap id="t01">
               <label>Quadro 1</label>
               <caption>
                  <title>Descrição das principais características dos Restaurantes Populares, Bancos de Alimentos e Cozinhas Comunitárias. Brasil, 2024.</title>
               </caption>
               <table frame="hsides" rules="groups">
                  <thead>
                     <tr align="center">
                        <th colspan="2">Restaurantes Populares</th>
                     </tr>
                  </thead>
                  <tbody>
                     <tr align="left">
                        <td>Objetivo</td>
                        <td>Ampliar a oferta de refeições nutricionalmente adequadas, a preços acessíveis, à população de baixa renda, vulnerabilizados socialmente e em situação de insegurança alimentar e nutricional; e também promover a alimentação adequada e saudável e a valorização dos hábitos alimentares regionais.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left">
                        <td>Metodologia</td>
                        <td>Oferta de refeições nutricionalmente adequadas, a preços acessíveis, priorizando grupos populacionais específicos em situação de insegurança alimentar e nutricional e/ou vulnerabilidade social.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left">
                        <td>Público</td>
                        <td>Acesso universal, priorizando os grupos populacionais específicos em situação de insegurança alimentar e nutricional e/ou vulnerabilidade social.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left">
                        <td>Requisito mínimo</td>
                        <td>Produção mínima estimada de mil refeições/dia, no horário do almoço, 5 dias/semana.</td>
                     </tr>
                     <tr align="center" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                        <td colspan="2">Bancos de Alimentos</td>
                     </tr>
                     <tr align="left">
                        <td>Objetivo</td>
                        <td>Garantir a segurança alimentar e nutricional por meio da recuperação de alimentos perdidos e desperdiçados ao longo da cadeia produtiva, mas ainda adequados ao consumo humano.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left">
                        <td>Metodologia</td>
                        <td>Recebimento de doações de alimentos impróprios para a comercialização, mas que mantêm inalteradas suas propriedades nutricionais, não oferecendo risco ao consumo. Repasse desses alimentos para instituições da sociedade civil sem fins lucrativos, que produzem e distribuem refeições gratuitamente.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left">
                        <td>Público</td>
                        <td>Instituições da sociedade civil, sem fins lucrativos, com finalidade social, que produzem e distribuem refeições gratuitamente.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left">
                        <td>Requisito mínimo</td>
                        <td>Recuperação de alimentos oriundos de perdas e desperdícios de alimentos, com entrega para produção de refeições em organizações que atendem pessoas em vulnerabilidade social, alimentar e nutricional.</td>
                     </tr>
                     <tr align="center" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                        <td colspan="2">Cozinhas Comunitárias</td>
                     </tr>
                     <tr align="left">
                        <td>Objetivo</td>
                        <td>Garantir o acesso a uma refeição saudável e adequada para os que estão em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar e nutricional, e realizar atividades de inclusão social produtiva, fortalecimento da ação coletiva e da identidade comunitária e ações de educação alimentar e nutricional.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left">
                        <td>Metodologia</td>
                        <td>Oferta de refeições, preferencialmente gratuitas, e o desenvolvimento de ações relativas ao fortalecimento da cidadania, geração de trabalho e renda, formação profissional, educação em segurança alimentar e nutricional e alimentação saudável, entre outros.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left">
                        <td>Público</td>
                        <td>Acesso universal, contudo, priorizando o atendimento de indivíduos referenciados nos serviços de assistência social, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).</td>
                     </tr>
                     <tr align="left">
                        <td>Requisito mínimo</td>
                        <td>Produção mínima de 100 refeições/dia, durante 5 dias/semana.</td>
                     </tr>
                  </tbody>
               </table>
               <table-wrap-foot>
                  <fn>
                     <p>Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome [<xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref>].</p>
                  </fn>
               </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>Vale destacar que, quanto aos dados solicitados ao CFN em relação à presença do nutricionista nos três equipamentos investigados, não há um mapeamento ou sistema de registro do quantitativo profissional em atuação nos EqSAN no país. Contudo, o CFN apresenta parâmetros numéricos mínimos de referência para atuação do nutricionista para o subsegmento – SISAN [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>]. Para RP e CC, os parâmetros do CFN incluem duas variáveis: o número e a quantidade de refeições servidas (almoço e/ou jantar). Com base nestas informações, são estipulados o número de profissionais necessários e a carga horária. Por exemplo, RP ou CC que oferecem entre 100 e 500 refeições no horário do almoço ou jantar devem ter um nutricionista com carga horária semanal variando de 15h a 20h. Para aqueles que servem até 1.000 refeições/almoço são recomendados 2 nutricionistas (30h/semanais); entre 1.001 e 1.500 refeições/almoços: 3 nutricionistas (30h/semanais); entre 1.501 e 2.000 refeições/almoços: 4 nutricionistas (30h/semanais); acima de 2.500 refeições/almoços: 4 nutricionistas + 1 a cada 1.000 refeições/dia. Esses números serão maiores se o equipamento produzir dois tipos de refeições ao dia, por exemplo, o almoço e o jantar, ou o almoço e o café da manhã. Para os BA (públicos, privados e fundacionais), a recomendação é de um nutricionista com carga horária de 30 horas semanais por pessoa jurídica [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>].</p>
            <p>A revisão da literatura sobre RP e atuação de nutricionistas no Brasil resultou em uma amostra com 12 trabalhos, publicados de 2009 até 2024, conforme apresenta-se no <xref ref-type="table" rid="t02">Quadro 2</xref>.</p>
            <p>Dos 12 estudos da amostra, apenas dois, publicados nos anos de 2009 e 2023, apresentaram dados numéricos sobre a presença do nutricionista nos RP [<xref ref-type="bibr" rid="B28">28</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B38">38</xref>]. O estudo mais antigo trata-se de uma dissertação que avaliou 10 RP localizados no Estado do Rio de Janeiro. À época, o estudo identificou, em média, três nutricionistas por RP [<xref ref-type="bibr" rid="B28">28</xref>]. Apesar do número de profissionais, considerando a média de 2.530 refeições/dia/almoço produzidas, segundo a recomendação do CFN, o ideal seria pelo menos 4 nutricionistas por RP [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>].</p>
            <p>O estudo de 2023 trata-se de uma tese de doutorado tendo como objeto de investigação os RP, com representatividade nacional [<xref ref-type="bibr" rid="B38">38</xref>]. O estudo incluiu uma amostra de 87 RP das capitais brasileiras e identificou que 98,8% dos equipamentos possuíam nutricionista responsável técnico. Considerando os 87 equipamentos que responderam sobre o número de nutricionistas atuando, a soma desses profissionais totalizava 114 nutricionistas. Ou seja, havia em média 1,3 profissionais por RP do país. Neste mesmo estudo foi possível identificar que cada RP produzia, em média, 1.213 refeições por dia apenas no horário do almoço. Logo, com base no disposto pelo CFN, seria necessária uma média de 3 nutricionistas por RP para aqueles que serviam apenas o almoço e 4 profissionais para aqueles que serviam mais de uma refeição. Ou seja, o número de profissionais mostrou-se muito aquém do necessário e/ou estabelecido [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>].</p>
            <p>Os demais estudos fizeram apontamentos sobre a atuação do nutricionista, sugerindo a necessidade de valorização e efetiva presença do profissional nos RP. Os autores destacaram que a presença do nutricionista em unidades produtoras de alimentos é fundamental para a produção de alimentos de qualidade e seguros em termos de higiene, visando garantir a segurança e saúde do consumidor [<xref ref-type="bibr" rid="B33">33</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B36">36</xref>]. Ainda, reforçaram a relevância da atuação do profissional na execução das ações de EAN nos equipamentos, na promoção da saúde associada à segurança alimentar e a garantia do direito à cidadania e à alimentação [<xref ref-type="bibr" rid="B36">36</xref>] e no incentivo e resgate da cultura alimentar [<xref ref-type="bibr" rid="B39">39</xref>].</p>
            <p>O artigo de Zimmermann et al. [<xref ref-type="bibr" rid="B40">40</xref>] destaca a execução das políticas e programas de SAN nas capitais Belo Horizonte (Minas Gerais) e Curitiba (Paraná), em virtude do pioneirismo na criação das políticas de abastecimento alimentar em meados dos anos 1980 e em razão da continuidade e diversidade das ações desenvolvidas. Os autores destacaram que o sucesso dos municípios na temática perpassaria, dentre outras ações de gestão, pela contratação de profissionais para ampliar a capacidade de ação e regulação das políticas alimentares, com destaque para o nutricionista.</p>
         </sec>
         <sec>
            <title>Atuação do nutricionista em bancos de alimentos</title>
            <p>Os BA surgiram no Brasil de forma mais tardia, se comparados aos RP e às experiências de bancos de alimentos na América do Norte e na Europa, que iniciaram nas décadas de 1960 e 1980, respectivamente [<xref ref-type="bibr" rid="B41">41</xref>]. O primeiro BA brasileiro surgiu por iniciativa da sociedade civil, em São Paulo, no ano de 1994 [<xref ref-type="bibr" rid="B42">42</xref>], se tornando, pouco depois, o programa Mesa São Paulo, do Serviço Social do Comércio (Sesc). No âmbito do Sesc, este programa ganhou escala nacional e, atualmente, conta com mais de 100 unidades em operação [<xref ref-type="bibr" rid="B43">43</xref>].</p>
            <p>Em âmbito governamental estadual, o Banco Municipal de Alimentos de Santo André, São Paulo, foi uma das experiências pioneiras, criado em 2000 [<xref ref-type="bibr" rid="B41">41</xref>]. No mesmo ano, um grupo de empresas, sindicatos, entidades e grupos de serviços se reuniram e criaram um Banco de Alimentos no Rio Grande do Sul. Em 2007, com o objetivo de ampliar as atividades e levar seus benefícios a outras localidades, foi criada a Rede de Bancos de Alimentos do Rio Grande do Sul. Mais adiante, em 2010, com a participação de todos os BA em atividade, foi inaugurada a Rede Brasileira de Bancos de Alimentos [<xref ref-type="bibr" rid="B44">44</xref>]. Destaca-se que o modelo de BA para combate às perdas e desperdício de alimentos e provimento do DHAA também foi incorporado como objeto de políticas públicas de SAN a partir de 2003, na Estratégia Fome Zero, integrando o eixo de ações que articulam acesso aos alimentos [<xref ref-type="bibr" rid="B45">45</xref>].</p>
            <p>Segundo o banco de dados disponibilizado pela CGESAN/MDS, em novembro de 2023, havia, no Brasil, 325 BA. Destes, 94 (28,9%) eram financiados pelo MDS e 231 (71,1%) receberam financiamento de governos locais, instituições privadas ou da sociedade civil [<xref ref-type="bibr" rid="B29">29</xref>].</p>
            <p>Destaca-se que a União, por intermédio da SESAN/MDS, apoia a implantação de bancos de alimentos em estados, no Distrito Federal e em municípios, bem como nas Centrais de Abastecimento, em parceria com governos estaduais ou municipais, por meio do financiamento para elaboração de projetos básicos de arquitetura e engenharia, execução de obras e instalações, e aquisição de equipamentos, materiais permanentes e materiais de consumo novos, com vistas a viabilizar o abastecimento alimentar e o combate às perdas e desperdício nos sistemas agroalimentares urbanos e metropolitanos [<xref ref-type="bibr" rid="B46">46</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B47">47</xref>].</p>
            <p>Conforme definido pela Rede Brasileira de Bancos de Alimentos, instituída em 17 de setembro de 2020, pelo Decreto nº 10.490, bancos de alimentos são “estruturas físicas e/ou logísticas que ofertam o serviço de captação e/ou recepção e distribuição gratuita de gêneros alimentícios oriundos de doações dos setores privados e/ou públicos e que são direcionados às instituições públicas ou privadas caracterizadas como prestadoras de serviço de assistência social, de proteção e defesa civil, unidades de ensino e de justiça, estabelecimentos de saúde e demais unidades de alimentação e nutrição” [<xref ref-type="bibr" rid="B48">48</xref>].</p>
            <p>Tenuta et al. [<xref ref-type="bibr" rid="B49">49</xref>] reforçam que os bancos de alimentos são equipamentos ou infraestruturas com três objetivos fundamentais: I) combater perdas e desperdícios de alimentos; II) garantir a SAN; e III) realizar Educação Alimentar e Nutricional (EAN). Os mesmos autores, que realizaram avaliação de 217 bancos de alimentos brasileiros em funcionamento nos anos de 2019 e 2020, identificaram quatro modalidades de gestão em funcionamento no Brasil, a saber: (a) bancos de alimentos dos entes federados (no mapeamento, houve apenas ocorrência de unidades sob gestão de prefeituras municipais); (b) bancos de alimentos das Centrais de Abastecimento; (c) bancos de alimentos das organizações da sociedade civil; e d) bancos de alimentos dos serviços sociais autônomos (no mapeamento, houve apenas ocorrência de unidades sob gestão do Serviço Social do Comércio, pertencente à Rede Mesa Brasil). Ainda, tais autores observaram que as unidades estavam capilarizadas em todo o Brasil, com maior concentração na região Sudeste (65,63%), seguida da Nordeste (28,57%) e posteriormente da região Sul (19,61%) [<xref ref-type="bibr" rid="B49">49</xref>].</p>
            <p>Quanto ao atendimento pelos bancos de alimentos, Tenuta et al. [<xref ref-type="bibr" rid="B49">49</xref>] verificaram que 41,5% (n=90) dos equipamentos tinham famílias em situação de risco social como principais beneficiárias, enquanto 36,9% (n=80) atendiam principalmente crianças, por meio da entrega de doações de alimentos a instituições de cuidado infantil. Estes dois perfis de beneficiários eram os mais expressivos nas quatro modalidades de gestão dos bancos alimentares. Considerando que os bancos podem receber uma vasta gama de produtos, o referido estudo investigou o perfil nutricional dos alimentos mais recebidos pelos equipamentos, verificando que 85,2% (n=185) possuíam “frutas e verduras (naturais, resfriadas ou congeladas, secas e desidratadas – sem adição de outros ingredientes)” como o tipo de alimento mais recorrente nos estoques operacionais [<xref ref-type="bibr" rid="B49">49</xref>].</p>
            <p>As características operacionais (objetivo, metodologia, público e requisito funcional mínimo) dos bancos de alimentos estão sintetizadas no <xref ref-type="table" rid="t01">Quadro 1</xref>.</p>
            <p>A revisão da literatura sobre BA e atuação de nutricionistas no Brasil resultou em uma amostra com onze trabalhos, publicados de 2014 até 2024. O <xref ref-type="table" rid="t03">Quadro 3</xref> apresenta uma síntese destes estudos de acordo com os parâmetros investigados.</p>
            <table-wrap id="t03">
               <label>Quadro 3</label>
               <caption>
                  <title>Estudos sobre os bancos de alimentos brasileiros e a presença e/ou atuação do nutricionista no equipamento. Brasil, 2024.</title>
               </caption>
               <table frame="hsides" rules="rows">
                  <thead>
                     <tr align="center">
                        <th align="left">Autoria e ano</th>
                        <th>Tipo de fonte bibliográfica</th>
                        <th>Objetivo da pesquisa e número de bancos de alimentos investigados (N)</th>
                        <th>Método/tipo de estudo</th>
                        <th>Principais achados e/ou reflexões</th>
                     </tr>
                  </thead>
                  <tbody>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td align="left"> Costa et al.<break/> (2014) [<xref ref-type="bibr" rid="B50">50</xref>]</td>
                        <td align="center">Artigo de periódico científico</td>
                        <td>1. Construir variáveis para avaliação de banco de alimentos. 2. Avaliar a capacidade de resposta dos bancos na captação, distribuição e redução do desperdício alimentar. (N=6)</td>
                        <td>Estudo descritivo transversal realizado, no período de março de 2010 a julho de 2011, em bancos de alimentos implantados na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais.</td>
                        <td>A maioria dos bancos de alimentos não atende à composição de equipe preconizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social, especialmente devido à inexistência de assistentes sociais e coordenadores no quadro, sendo essa função última assumida pelos nutricionistas, além de não contar com equipes estáveis e em quantidade suficiente. Na amostra analisada, 100% contava com o profissional.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td align="left"> Galisa (2014)<break/> [<xref ref-type="bibr" rid="B51">51</xref>]</td>
                        <td align="center">Tese de Doutorado</td>
                        <td>Promover reflexão bioética sobre as contribuições do programa Banco de Alimentos na alimentação das pessoas envolvidas e no meio ambiente. (N=6)</td>
                        <td>Pesquisa transversal abrangendo todos os Bancos de Alimentos do município de São Paulo, baseada em análise do ano de 2012, a partir de levantamento dos sites oficiais e de entrevista semiestruturada adaptada de Bastos e Costa (2007).</td>
                        <td>Destaca as diversas atividades e atribuições do profissional nutricionista em um banco de alimentos. Na amostra analisada, 100% contava com o profissional.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td align="left"> Tenuta (2014)<break/> [<xref ref-type="bibr" rid="B43">43</xref>]</td>
                        <td align="center">Dissertação de Mestrado</td>
                        <td>Avaliar os bancos de alimentos, baseando-se na tríade estrutura-processo-resultado, no que se refere aos recursos materiais, humanos e financeiros, estrutura física e organizacional dos bancos de alimentos e os seus processos de articulação com parceiros, captação, processamento, armazenamento e distribuição de gêneros alimentícios, atendimento aos beneficiários e educação em alimentação e nutrição. (N=10)</td>
                        <td> Estudo transversal descritivo, de abordagem quantitativa, com análise<break/> qualitativa, realizado no período de novembro de 2012 a novembro de 2014, em 10 BAs<break/> municipais em funcionamento em Minas Gerais, conveniados com o Ministério do<break/> Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Foram utilizados como instrumentos de pesquisa<break/> Relatórios Trimestrais de Atividades e questionário semi-estruturado.</td>
                        <td>Ressalta a necessidade de integração do profissional nutricionista à equipe de trabalho encarregada de implantar um banco de alimentos, bem como de organizar os processos operacionais, inclusive por se tratar de uma atividade privativa deste profissional. Na amostra analisada, 60% contava com o profissional.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td align="left"> Paula et al.<break/> (2017) [<xref ref-type="bibr" rid="B52">52</xref>]</td>
                        <td align="center">Artigo de periódico científico</td>
                        <td>Apresentar uma proposta de Roteiro de Manual de Boas Práticas (MBP) com olhar ampliado para aplicação nos BA. (N=Não se aplica)</td>

                        <td>Adaptação de MBP utilizado para serviços de alimentação e marcos normativos referentes às Boas Práticas em âmbito nacional e internacional.</td>
                        <td>Um dos fatores relevantes para a implantação e a manutenção das BPF é a presença do Responsável Técnico (RT) capacitado e o estudo destaca que a presença de nutricionista, ou outro profissional da área da alimentação devidamente capacitado para coordenar as ações de BPF em BA, ainda que atualmente não seja exigência, mas recomendação do Ministério do Desenvolvimento Social, é, sobretudo, uma potencialidade para o serviço.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td align="left">Silva (2018) [<xref ref-type="bibr" rid="B53">53</xref>]</td>
                        <td align="center">Trabalho de Conclusão de Curso</td>
                        <td>Sistematizar experiências relacionadas aos processos educativos implementados no contexto de um BA do Programa Mesa Brasil Sesc do município de João Pessoa – PB, com ênfase nos caminhos, potencialidades e fragilidades vivenciados. (N=1)</td>
                        <td>Pesquisa de abordagem qualitativa e caráter descritivo, sistematizada na forma de um relato de experiência com base nos princípios da pesquisa-ação, tomando como meios para a produção dos dados a observação participante e a consulta documental.</td>
                        <td>A atuação do nutricionista no campo da assistência, a exemplo do banco de alimentos, torna possível a promoção da SAN e do DHAA por meio da valorização da EAN enquanto prática emancipatória quando realizada de forma articulada às diferentes realidades, respeitando a pluralidade de saberes e os múltiplos aspectos envolvidos na área de alimentação e nutrição.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td align="left">Benavides (2021) [<xref ref-type="bibr" rid="B54">54</xref>]</td>
                        <td align="center">Trabalho de Conclusão de Curso</td>
                        <td>Fortalecer a gestão estratégica e operacional processos da Área de Alimentação e Nutrição do Banco Alimentar de Bogotá, e contribuir para a Segurança Alimentar e Nutricional da população beneficiária. (N=1)</td>
                        <td>Estudo qualitativo, aplicado, descritivo e transversal, no qual foi desenvolvida a proposta de formação de um Centro de Consultoria em Gastronomia Nutricional e Saudável, através do método Archer do modelo de valor.</td>
                        <td>Destaca as diversas atividades e atribuições do profissional nutricionista em um banco de alimentos.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td align="left">Barros (2022) [<xref ref-type="bibr" rid="B55">55</xref>]</td>
                        <td align="center">Dissertação de Mestrado</td>
                        <td>Avaliar o Grau de Implantação (GI) de bancos de alimentos públicos de Minas Gerais. (N=11)</td>
                        <td>Pesquisa avaliativa, com tipologia de análise da implantação de estrutura e processos e fatores contextuais (tipo 1b). A descrição da intervenção foi demonstrada por um modelo lógico, que delineou os indicadores e critérios da Matriz de Análise e Julgamento para assim mensurar o grau de implantação (GI) por meio da estrutura e processo.</td>
                        <td>Destaca a importância da presença do profissional nutricionista atuando em bancos de alimentos, discutindo sobre as sobre as suas competências e habilidades. Na amostra analisada, 63,6% contava com o profissional.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td align="left">Garcia et al. (2022) [<xref ref-type="bibr" rid="B56">56</xref>]</td>
                        <td align="center">Artigo de periódico científico</td>
                        <td>Identificar a ocorrência de insegurança alimentar domiciliar entre os trabalhadores da Rede de Banco de Alimentos da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. (N=6)</td>
                        <td>A situação de insegurança alimentar (IA) foi avaliada por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar. Foram investigadas variáveis socioeconômicas, cargo ocupacional, hábitos de vida e de condições de saúde.</td>
                        <td>O recebimento, manipulação, armazenamento e distribuição desses alimentos implica na necessidade de aplicação das boas práticas de fabricação de alimentos, como um pré-requisito para garantia da qualidade dos alimentos doados às entidades atendidas, salientado a importância da atuação do responsável técnico, (nutricionista ou outro profissional da área de alimentação) e dos manipuladores de alimentos.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td align="left">Tenuta (2023) [<xref ref-type="bibr" rid="B42">42</xref>]</td>
                        <td align="center">Tese de Doutorado</td>
                        <td>Analisar as experiências brasileiras de bancos de alimentos e, com base nos resultados encontrados, propor recomendações ao seu desenho, gestão e práticas operacionais, de modo a potencializar a contribuição destes equipamentos para a garantia da segurança alimentar e nutricional, para a redução de perdas e desperdícios de alimentos e para a prática da educação alimentar e nutricional. (N=217)</td>
                        <td>A pesquisa foi desenvolvida em quatro etapas: 1) construção de um arcabouço teórico-metodológico sobre o desenho e a teoria do programa banco de alimentos no Brasil; 2) elaboração de instrumentos e técnicas para avaliação destes equipamentos; 3) mapeamento e caracterização do universo de bancos de alimentos em funcionamento no país; 4) avaliação da implementação de bancos de alimentos brasileiros.</td>
                        <td>Reforça que, com base nos documentos que disciplinam a atuação dos bancos de alimentos brasileiros, a equipe mínima deve considerar o profissional nutricionista na composição de colaboradores necessária para o ideal funcionamento de um banco de alimentos. Na amostra analisada, 57% contava com o profissional.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td align="left">Manzanero et al. (2023) [<xref ref-type="bibr" rid="B57">57</xref>]</td>
                        <td align="center">Artigo de periódico científico</td>
                        <td>Verificar os tipos de alimentos solicitados pelas entidades de apoio social da Comunidade de Madrid. (N=1)</td>
                        <td>Trabalho de campo qualitativo no qual foram identificadas 69 organizações de apoio social da Comunidade de Madrid que recolhem alimentos através dos meios de comunicação e de uma pesquisa na Internet, das quais 23 responderam a um questionário sobre alimentos solicitado, bem como a algumas indicações específicas e recomendações.</td>
                        <td>A figura do nutricionista e as campanhas governamentais poderiam ser ferramentas para mudar a percepção sobre quais alimentos são mais aconselháveis para doar, melhorando assim as escolhas dos usuários que dependem regularmente dessas organizações.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td align="left">Tenuta et al. (2024) [<xref ref-type="bibr" rid="B58">58</xref>]</td>
                        <td align="center">&nbsp;</td>
                        <td>Apresentar o desenvolvimento de um mapa de processos e resultados dos bancos de alimentos brasileiros e propor um conjunto de indicadores para seu monitoramento e avaliação. (N=Não se aplica)</td>
                        <td>Abordagem qualitativa, recorrendo a análise documental e entrevistas semi-estruturadas com diversos atores dos bancos de alimentos, etapas que serviram para identificar seus principais componentes, descrever sua intervenção social e, por fim, construir o painel de indicadores.</td>
                        <td>O estudo discute a equipe mínima para um banco de alimentos, entendendo o profissional nutricionista como necessário à composição de colaboradores para o ideal funcionamento.</td>
                     </tr>
                  </tbody>
               </table>
            </table-wrap>
            <p>Quanto aos onze estudos listados no <xref ref-type="table" rid="t03">Quadro 3</xref>, três tratam-se de avaliações de bancos de alimentos mineiros [<xref ref-type="bibr" rid="B50">50</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B43">43</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B55">55</xref>] e um outro estudo realizou um mapeamento e caracterização nacional de bancos de alimentos em funcionamento no Brasil [<xref ref-type="bibr" rid="B42">42</xref>].</p>
            <p>Todos os estudos verificaram se havia, ou não, atuação do profissional nutricionista no equipamento. Os achados de Tenuta [<xref ref-type="bibr" rid="B42">42</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B43">43</xref>] demonstram não haver cumprimento da recomendação do CFN, de um nutricionista por unidade, por uma fração expressiva dos bancos de alimentos em operação no país. O referido mapeamento nacional identificou que 57% dos equipamentos contavam com a atuação do nutricionista para orientar tecnicamente suas operações [<xref ref-type="bibr" rid="B42">42</xref>].</p>
            <p>Os outros três estudos avaliaram bancos de alimentos em Minas Gerais, mas apenas Tenuta [<xref ref-type="bibr" rid="B43">43</xref>], ao avaliar bancos públicos, analisou se havia um ou mais profissionais na mesma unidade, sem evidenciar o parâmetro para tal definição. Ainda, a autora destacou que 66,67% dos nutricionistas possuíam vínculo de trabalho temporário, via contratos ou ocupavam cargos comissionados. Entende-se que, para que o processo de operacionalização se realize de forma eficaz, os vínculos devem ser perenes e não sujeitos a mudanças na gestão. Costa et al. [<xref ref-type="bibr" rid="B50">50</xref>] encontraram um cenário próximo, corroborando a preocupação quanto à fragilidade do vínculo trabalhista e da alta rotatividade. Segundo os autores, a fragilidade dos vínculos de trabalho dos funcionários que atuam nos bancos de alimentos constitui um ponto crucial para avaliar a continuidade e estabilidade dessa política [<xref ref-type="bibr" rid="B50">50</xref>].</p>
            <p>Os demais sete trabalhos fazem relevantes menções à presença do profissional nutricionista atuando em bancos de alimentos, discutindo sobre as suas competências e habilidades enquanto atividades privativas da profissão [<xref ref-type="bibr" rid="B51">51</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B54">54</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B56">56</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B58">58</xref>].</p>
            <p>Recomenda-se que estudos futuros se debrucem, de forma mais detalhada, para compreender as características e limites da atuação dos nutricionistas em bancos de alimentos. Torna-se essencial sinalizar a relevância da presença deste profissional nestes equipamentos, haja vista a particularidade do modus operandi destes equipamentos ao arrecadar alimentos fora do padrão comercial e ao atender pessoas em situação de vulnerabilidade social, econômica e sanitária. Deste modo, é imperativo haver um responsável técnico capaz de avaliar a qualidade sanitária das doações, além de realizar ações educativas visando ao consumo de alimentos adequados e de qualidade.</p>
         </sec>
         <sec>
            <title>Atuação do nutricionista em cozinhas comunitárias</title>
            <p>No Brasil, as CC ganharam o âmbito federal ao serem incluídas no Programa Fome Zero, em 200. As CC foram idealizadas para serem um equipamento que busca garantir a alimentação adequada às pessoas em situação de vulnerabilidade social possibilitando-lhes refeições balanceadas e de qualidade, oriundas de processos seguros. As CC foram instaladas a título de cooperação entre União e municípios, sendo que competia ao município ofertar o serviço, delimitar a área de vulnerabilidade em que o equipamento seria implantado, assim como a contratação da equipe técnica, a manutenção do programa e o fornecimento das refeições [<xref ref-type="bibr" rid="B59">59</xref>].</p>
            <p>De acordo com as normativas que regulamentam o programa, as CC devem beneficiar, prioritariamente, os trabalhadores formais e informais de baixa renda, desempregados, estudantes, idosos, mães chefes de família e populações em risco social nas periferias urbanas. Além disso, as CC devem realizar atividades de inclusão social produtiva, fortalecimento da ação coletiva e da identidade comunitária e ações de EAN [<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref>].</p>
            <p>Segundo os dados disponibilizados pela CGESAN/MDS, em novembro de 2023, havia no Brasil 425 CC. Destas 304 (71,5%) eram financiadas pelo MDS e 121 (28,5%) receberam financiamento de governos locais, instituições privadas ou da sociedade civil [<xref ref-type="bibr" rid="B29">29</xref>].</p>
            <p>Conforme os dados do MapaSAN 2022 [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>], as CC estavam presentes em 166 municípios, correspondendo a 8,8% dos municípios que forneceram dados sobre os EqSAN. A distribuição percentual dos municípios com CC indicou uma concentração na região Nordeste (37,8%), seguida da região Sul (28,0%) e Sudeste (23,8%) [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>]. O mapeamento não coletou, contudo, se havia ou não nutricionista atuando nos equipamentos [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>]. O custo médio para preparar uma refeição no horário do almoço foi de R$ 5,08, com limite máximo de R$ 30,00. Por sua vez, o valor médio cobrado por uma refeição servida durante o horário do almoço no mês anterior à pesquisa foi de R$ 0,62, variando de R$ 0,00 a R$ 13,00, apontando uma variação significativa dentre as diferentes cozinhas. Contudo, o valor médio de R$0,62 indicava que a maioria das CC cobrava um valor baixo por refeição ou a ofertava gratuitamente [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>]. As CC atenderam em média 208 pessoas no almoço. Ainda, 74% dos respondentes indicaram que existia um fluxo de trabalho ou parceria estabelecida entre a cozinha e o atendimento dos usuários na rede direta ou indireta da assistência social [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>].</p>
            <p>As características operacionais (objetivo, metodologia, público e requisito funcional mínimo) das cozinhas comunitárias estão sintetizadas no <xref ref-type="table" rid="t01">Quadro 1</xref>.</p>
            <p>A revisão da literatura sobre CC e atuação de nutricionistas no Brasil resultou em uma amostra com seis trabalhos, publicados de 2012 até 2023 (<xref ref-type="table" rid="t04">Quadro 4</xref>).</p>
            <table-wrap id="t04">
               <label>Quadro 4</label>
               <caption>
                  <title>Estudos sobre as cozinhas comunitárias brasileiras e a presença e/ou atuação do nutricionista no equipamento. Brasil, 2024.</title>
               </caption>
               <table frame="hsides" rules="rows">
                  <thead>
                     <tr align="center">
                        <th align="left">Autoria e ano</th>
                        <th>Tipo de fonte bibliográfica</th>
                        <th>Objetivo da pesquisa e número de cozinhas comunitárias investigadas (N)</th>
                        <th>Método/tipo de estudo</th>
                        <th>Principais achados e/ou reflexões</th>
                     </tr>
                  </thead>
                  <tbody>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td>Nascimento &amp; Quintão (2012) [<xref ref-type="bibr" rid="B60">60</xref>]</td>
                        <td align="center">Artigo de periódico científico</td>
                        <td>Avaliar as condições de ambiência de três cozinhas comunitárias do município de Leopoldina (MG). Número de CC (N=3)</td>
                        <td>Pesquisa avaliativa com aplicação de um check-list com 55 itens de verificação.</td>
                        <td> 1 nutricionista para 3 CC.<break/> Os autores associaram a presença do nutricionista à qualidade da dieta.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td>Sarti et al. (2013) [<xref ref-type="bibr" rid="B61">61</xref>]</td>
                        <td align="center">Artigo de periódico científico</td>
                        <td>Efetuar a análise custo-efetividade do programa, que atua através do fornecimento de refeições na busca por garantir o direito básico à alimentação em populações de alta vulnerabilidade social. Número de CC (N=85)</td>
                        <td>Estudo transversal, incluindo análise de dados de unidades pertencentes ao programa. Os instrumentos de coleta de dados foram constituídos de questionários que incluíam avaliação de quesitos de estrutura, processo e resultados do programa.</td>
                        <td> 28% das CC apresentavam supervisão de nutricionista.<break/> A presença de nutricionista constituiu a única característica administrativa que resultou em modificação no perfil das unidades de alimentação e nutrição analisadas, ou seja, a presença de nutricionista aparentemente induz melhorias no índice de higiene da CC e elevação do valor calórico diário.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td>Rabelo &amp; Ruckert (2014) [<xref ref-type="bibr" rid="B62">62</xref>]</td>
                        <td align="center">Artigo de periódico científico</td>
                        <td>Apresentar a trajetória da política de segurança alimentar e nutricional no país, por meio do seu marco regulatório. Número de CC (N=24)</td>
                        <td>Revisão de literatura apresentando uma breve síntese acerca do funcionamento da rede de equipamentos públicos de alimentação e nutrição (restaurantes populares, cozinhas comunitárias e bancos de alimentos) no município de Porto Alegre.</td>
                        <td> 8 nutricionistas para 24 CC.<break/> Os autores destacam que as nutricionistas realizavam atividades de capacitação e, principalmente, efetivavam a articulação política, econômica e social na comunidade, através do Conselho de SAN.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td>Perin (2017) [<xref ref-type="bibr" rid="B63">63</xref>]</td>
                        <td align="center">Dissertação de Mestrado</td>
                        <td>Analisar a implementação das Cozinhas Comunitárias em Porto Alegre a partir do conceito de Micro-Implementação de Berman (2007). Número de CC (N=16)</td>
                        <td>Estudo de caso de caráter exploratório e descritivo, conduzido sob a perspectiva qualitativa. Os dados para o trabalho foram obtidos através de pesquisa documental bibliográfica e de campo, em que coordenadoras e nutricionistas e gestoras de sete CC foram submetidas a entrevistas semiestruturadas. A análise de dados utilizou a técnica da análise de conteúdo.</td>
                        <td> 3 nutricionistas para 16 CC.<break/> O autor destaca que a dinâmica de implementação das CC sofre influência de elementos do contexto político-institucional.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td>Vasconcelos et al. (2022) [<xref ref-type="bibr" rid="B64">64</xref>]</td>
                        <td align="center">Artigo de periódico</td>
                        <td>Contribuir para a melhoria do acesso a alimentos saudáveis de famílias em um bairro da periferia do Município de Sobral através de hortas comunitárias, orgânicas e sustentáveis como estratégia de promover educação alimentar e nutricional (N=1)</td>
                        <td>Estudo descritivo com características de intervenção comunitária sob a abordagem qualitativa.</td>
                        <td>Não foi descrito o número de CC ou de nutricionista, pois o foco foi o público atendido. Contudo, os autores destacam que o profissional nutricionista mostrava-se indispensável para a manutenção da saúde, contribuindo efetivamente com o processo de mudança dos hábitos alimentares por meio da educação alimentar e nutricional.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td>Severo &amp; Oliveira (2023) [<xref ref-type="bibr" rid="B65">65</xref>]</td>
                        <td align="center">Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação</td>
                        <td> Propor melhorias para a rede de cozinhas comunitárias de Porto Alegre gerida pelo coletivo Multiplicidade mediante análise de suas características e desafios principais<break/> Número de CC (N=2)</td>
                        <td>A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com gestores do coletivo, gestoras e beneficiárias das cozinhas</td>
                        <td>Não há acompanhamento de nutricionista nas CC.</td>
                     </tr>
                  </tbody>
               </table>
            </table-wrap>
            <p>Os trabalhos indicaram um quantitativo de nutricionistas por equipamento inferior ao normatizado pelo CFN [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>] e pelo MDS [<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref>]. Os estudos de Nascimento e Quintão [<xref ref-type="bibr" rid="B60">60</xref>] e Rabelo e Ruckert [<xref ref-type="bibr" rid="B62">62</xref>] apresentaram uma média de 1 nutricionista a cada 3 CC. O trabalho de Perin [<xref ref-type="bibr" rid="B63">63</xref>] apresentou uma média ainda inferior, ou seja, 1 nutricionista por 5 CC. Na pesquisa de Severo [<xref ref-type="bibr" rid="B65">65</xref>], as CC não eram acompanhadas por nutricionistas. E, por fim, no trabalho de âmbito nacional da Sarti et al. [<xref ref-type="bibr" rid="B61">61</xref>], apenas 28% das CC investigadas apresentaram nutricionista responsável.</p>
            <p>Os autores dos estudos destacaram e fomentaram a importância do nutricionista nas CC, principalmente associando o profissional à qualidade da dieta e melhoria da saúde, à adequação das normativas e boas práticas. E, de forma isolada, mas não menos importante, reforçaram o seu papel na articulação do EqSAN com a sociedade civil fazendo a interlocução entre a mesma e o estado via conselho de SAN [<xref ref-type="bibr" rid="B60">60</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B62">62</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B64">64</xref>].</p>
            <p>Vale ressaltar que, foi localizado um estudo, publicado em 2009 e que não foi capturado nas bases bibliográficas investigadas, que analisou uma amostra de cozinhas comunitárias em âmbito nacional e considerou, na época, o número de nutricionistas responsáveis técnicos pelos equipamentos. Este estudo incluiu uma amostra de 111 cozinhas, das quais apenas 25% possuíam o profissional nutricionista no seu quadro de funcionários [<xref ref-type="bibr" rid="B66">66</xref>].</p>
            <p>De forma geral, percebeu-se que nos estudos analisados sobre as CC foi menos marcante a discussão sobre a presença do nutricionista nos equipamentos, bem como o número de profissionais atuantes, quando comparados aos estudos com restaurantes populares e bancos de alimentos.</p>
         </sec>
      </sec>
      <sec sec-type="conclusions">
         <title>CONSIDERAÇÕES FINAIS</title>
         <p>A dificuldade em obter dados precisos sobre o número de nutricionistas nos EqSAN evidencia a necessidade de maior organização e valorização das ações de SAN no Brasil. Apesar das buscas em documentos normativos, artigos científicos e bases de dados, incluindo solicitações ao CFN e à CGESAN/MDS, não foi possível localizar informações exatas. Diante disso, sugere-se a criação de um banco de dados oficial e/ou um sistema de monitoramento nacional anual sobre os EqSAN, contemplando o quantitativo de profissionais atuantes, a exemplo do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).</p>
         <p> Além disso, a normatização dos EqSAN necessita de atualização via portaria ou decreto. Estudos apontam que as legislações vigentes [<xref ref-type="bibr" rid="B08">8</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B23">23</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B25">25</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B38">38</xref>] estão defasadas, o que enfraquece a presença do nutricionista nesses equipamentos. As regulamentações atuais [<xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref>], além de obsoletas, não exigem a obrigatoriedade desse profissional, comprometendo seu reconhecimento no SISAN.</p>
         <p> Ressaltamos que o desmonte sofrido pela Política Nacional de SAN nos últimos anos gerou impactos que ainda reverberam nos EqSAN, mas que, desde 2023, a mesma vem se fortalecendo. Neste processo, faz-se necessárias ações de propulsão da SAN em todos os níveis de gestão e execução. Aqui, destacamos algumas estratégias que podem contribuir para este processo de eficácia das ações de SAN, bem como dos seus equipamentos, são elas: i) necessidade de melhor formação do nutricionista para atuar na área de SAN; ii) ampliação do número de vagas para nutricionistas em políticas e programas públicos de alimentação e nutrição; iii) monitoramento e fiscalização por parte dos conselhos de direito, como conselhos de Nutrição e conselhos de SAN; e iv) sensibilização e mobilização da categoria profissional para a valorização e o reconhecimento da necessidade e obrigatoriedade do nutricionista nos EqSAN.</p>
         <p>Embora o CFN estabeleça recomendações sobre o número de nutricionistas e suas atribuições nesses equipamentos, é fundamental refletir sobre o perfil esperado desse profissional. A Resolução CFN nº 600/2018 [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>], com exceção da atuação em bancos de alimentos, sugere atribuições em cozinhas comunitárias e restaurantes populares semelhantes às de Unidades de Alimentação e Nutrição. Contudo, esses espaços vão além da oferta de refeições: são locais de garantia de direitos e atendimento a populações em vulnerabilidade social, alimentar e nutricional. Assim, a atuação do nutricionista deve considerar não apenas a produção de alimentos, mas também a promoção da alimentação adequada e saudável, a criação de vínculos com beneficiários e a compreensão do contexto social dos usuários e colaboradores, que muitas vezes também enfrentam insegurança alimentar e nutricional.</p>
         <p>Como principal limitação do estudo, destacamos o fato da busca sistematizada de artigos científicos no Google Acadêmico ser restrita até a página 5. Ressaltamos, por outro lado, a amplitude e abrangência das cinco demais bases de dados incluídas na revisão. Entretanto, como pesquisadores estudiosos da temática, optamos por manter essa base no sentido de ilustrar, o quão incipiente ainda é a literatura científica nacional na área. Os frágeis achados corroboram com as reflexões apontadas pelos poucos estudos de referência na temática. Espera-se, desta maneira, que as questões ora levantadas possam estimular o olhar e o consequente incremento da ciência por trás destes equipamentos que possuem o papel e o potencial de amenizar a fome e as desigualdades sociais no Brasil.</p>
      </sec>
   </body>
   <back>
      <ack>
         <title>AGRADECIMENTOS</title>
         <p>Os autores agradecem ao Conselho Federal de Nutrição pela interlocução realizada e à Coordenação-Geral de Equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional, do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável, da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome pela disponibilização dos dados solicitados.</p>
      </ack>
      <fn-group>
         <fn fn-type="other">
            <label>Como citar esse artigo:</label>
            <p>Oliveira JTC, Tenuta N, Gabriel CG, Vasconcelos FAG. Equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional e a atuação de nutricionistas: elementos para reflexão. Rev Nutr. 2025;38:e240130. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.1590/1678-9865202538e240130pt">https://doi.org/10.1590/1678-9865202538e240130pt</ext-link></p>
         </fn>
      </fn-group>
      <ref-list>
         <title>REFERÊNCIAS</title>
         <ref id="B01">
            <label>1</label>
            <mixed-citation>Penssan R. II Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da COVID-19 no Brasil (II VIGISAN): relatório final. Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar-PENSSAN. São Paulo: Fundação Friedrich Ebert: Rede PENSSAN; 2022.</mixed-citation>
            <element-citation publication-type="book">
               <person-group person-group-type="author">
                  <name>
                     <surname>Penssan</surname>
                     <given-names>R.</given-names>
                  </name>
               </person-group>
               <source>II Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da COVID-19 no Brasil (II VIGISAN): relatório final</source>
               <publisher-name>Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar-PENSSAN</publisher-name>
               <publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
               <publisher-name>Fundação Friedrich Ebert: Rede PENSSAN</publisher-name>
               <year>2022</year>
            </element-citation>
         </ref>
         <ref id="B02">
            <label>2</label>
            <mixed-citation>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Rio de Janeiro: IBGE; 2024 [cited 2024 Jul 17]. Available from: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/17270-pnad-continua.html</mixed-citation>
            <element-citation publication-type="webpage">
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                  <collab>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</collab>
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               <source>Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua)</source>
               <publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
               <publisher-name>IBGE</publisher-name>
               <year>2024</year>
               <date-in-citation content-type="access-date">2024 Jul 17</date-in-citation>
               <comment>Available from: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/17270-pnad-continua.html">https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/17270-pnad-continua.html</ext-link></comment>
            </element-citation>
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         <ref id="B03">
            <label>3</label>
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            <element-citation publication-type="journal">
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                  <name>
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               <comment>Regulamenta a Lei no 11.346, de 15 de setembro de 2006, que cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional-SISAN com vistas a assegurar o direito humano à alimentação adequada, institui a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional-PNSAN, estabelece os parâmetros para a elaboração do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, e dá outras providências</comment>
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               <article-title>Análise custo-efetividade aplicada a políticas públicas de segurança alimentar e nutricional no Brasil: uma avaliação do Programa Cozinhas Comunitárias</article-title>
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               <source>Segurança alimentar e políticas públicas: uma análise da implementação das cozinhas comunitárias em Porto Alegre/RS</source>
               <comment>dissertação</comment>
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               <source>Cozinhas comunitárias e o coletivo multiplicidade no combate à fome: desafios e proposições de melhorias</source>
               <comment>monografia</comment>
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               <article-title>O programa de incentivo à instalação de cozinhas comunitárias: avaliação de uma política pública brasileira</article-title>
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         <article-id pub-id-type="doi">10.1590/1678-9865202538e240130en</article-id>
         <article-categories>
            <subj-group subj-group-type="heading">
               <subject>DOSSIER | 85 years of professional nutritionist practice in Brazil</subject>
            </subj-group>
         </article-categories>
         <title-group>
            <article-title>Food and Nutritional Safety Facilities and nutritionists’ actions: elements for reflection</article-title>
         </title-group>
         <contrib-group>
            <contrib contrib-type="author">
               <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-4671-372X</contrib-id>
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            </contrib>
            <contrib contrib-type="author">
               <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-9891-3435</contrib-id>
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                  <surname>Tenuta</surname>
                  <given-names>Natalia</given-names>
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            <contrib contrib-type="author">
               <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-5413-0826</contrib-id>
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                  <surname>Gabriel</surname>
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               <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-6162-8067</contrib-id>
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                  <surname>Vasconcelos</surname>
                  <given-names>Francisco de Assis Guedes de</given-names>
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         </contrib-group>
         <aff id="aff03">
            <label>1</label>
            <institution content-type="original">Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Nutrição, Programa de Pós-Graduação em Nutrição. Florianópolis, SC, Brasil.</institution>
         </aff>
         <aff id="aff04">
            <label>2</label>
            <institution content-type="original">Fundação Oswaldo Cruz, Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde. Brasília, DF, Brasil.</institution>
         </aff>
         <author-notes>
            <corresp id="c02">Correspondence to: JTC OLIVEIRA. E-mail: <email>juliana.theodora@yahoo.com.br</email>.</corresp>
            <fn fn-type="edited-by">
               <label>Editor</label>
               <p>Maria Angélica Tavares de Medeiros</p>
            </fn>
            <fn fn-type="conflict">
               <label>Conflict of interest</label>
               <p>The authors declare that there are no conflicts of interest</p>
            </fn>
         </author-notes>
         <abstract>
            <title>ABSTRACT</title>
            <sec>
               <title>Objective</title>
               <p>To describe and review the role of nutritionists in three Brazilian Food Security facilities: popular-restaurants, food banks, and community kitchens.</p>
            </sec>
            <sec>
               <title>Methods</title>
               <p>This study comprises a review of the scientific literature combined with an assessment of regulations and technical documents addressing the role of nutritionists in Food Security facilities.</p>
            </sec>
            <sec>
               <title>Results</title>
               <p>A total of 29 studies were included in the sample after screening for the inclusion and exclusion criteria: 12 addressed popular-restaurants, 11 food banks, and 6 o community kitchens. The studies indicated that there was an insufficient number of nutritionists in the facilities when compared to the requirements set forth in to-day’s regulations, which ought to be reviewed and updated taking into account the current context. Furthermore, it was difficult to obtain accurate data on the number of nutritionists working in these facilities in Brazil.</p>
            </sec>
            <sec>
               <title>Conclusion</title>
               <p>In order to enhance the role of nutritionists in food and nutritional security, actions are required at all levels, including improving professional training, expanding job openings in the public food and nutrition programs, monitoring and inspection by legal councils and raising awareness and mobilizing the professional category to value and acknowledge the actual need of nutritionists and their duties in the food and nutritional security teams.</p>
            </sec>
         </abstract>
         <kwd-group xml:lang="en">
            <title>Keywords</title>
            <kwd>Food security</kwd>
            <kwd>Human right to adequate food</kwd>
            <kwd>Nutritional sciences</kwd>
            <kwd>Nutritionists</kwd>
         </kwd-group>
      </front-stub>
      <body>
         <sec sec-type="intro">
            <title>INTRODUCTION</title>
            <p>In Brazil, in 2021-2022, 41.3% of the households were identified as having food security and 15.5% as having severe food insecurity (FI), that is, 33 million Brazilians were facing hunger [<xref ref-type="bibr" rid="B01">1</xref>]. On the other hand, the results of the 2023 <italic>Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua</italic> (PNAD, Continuous National Household Sample Survey), indicated that 72.4% of the Brazilian households were in a situation of food security, and 4.1% were in a condition of severe FI [<xref ref-type="bibr" rid="B02">2</xref>]. This reduction in the rates of severe FI can be attributed to a set of economic, social and structural factors, such as, for example, an increase in family income and education; improvement in basic sanitation conditions; growth of employment rates and/or insertion in the labor market; improvement in the food dietary quality; access to health services and drinking water; among others [<xref ref-type="bibr" rid="B03">3</xref>]. However, as pointed out by the <italic>Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional</italic> (REDE PENSSAN, Brazilian Research Network on Food and Nutrition Sovereignty and Security), the reinstallation of the <italic>Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional</italic> (CONSEA, National Council on Food Security and Nutrition) in 2023, played a crucial role in this process. However, despite the improvement in the aforementioned indices, 27.6% of the Brazilian households still experienced FI in 2023, whether mild, moderate or severe. Therefore, it is assumed that strategies are required to ensure the fostering of the population food and nutrition security (FNS), at all levels of the food supply chain and access in this country [<xref ref-type="bibr" rid="B04">4</xref>].</p>
            <p>In this connection, besides CONSEA, the role of the <italic>Sistema Nacional de Segurança Alimentar</italic> (SISAN, National Food Security System) and its components is highlighted, with emphasis on the food and nutritional security equipment (EqSAN), which aim to contribute to the fight against hunger, aiming at ensuring healthy, culturally appropriate and safe food to achieve the fostering of human dignity [<xref ref-type="bibr" rid="B05">5</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B06">6</xref>]. However, it is important to highlight the incipience of the process of decentralization and adherence to SISAN at the municipal level, as opposed to adherence at the state level, a fact that limits the scope and impact of the system nationally [<xref ref-type="bibr" rid="B07">7</xref>].</p>
            <p>Despite the aforementioned challenges, the SISAN infrastructure involves the operationalization of EqSAN, requiring support, financing and institutionalization of different intersectoral, coordinated and complementary programs and actions, addressing all aspects of the food system, with a view at promoting the human right to adequate food (HRAF) [<xref ref-type="bibr" rid="B06">6</xref>]. According to the regulations, EqSAN include: <italic>Popular-Restaurants, Food Banks, Community Kitchens</italic> and other facilities such as street markets, public markets food outlets, food supply centers, public grocery stores, organic and agroecological markets, support units for the distribution of family farming products and, more recently, solidarity kitchens [<xref ref-type="bibr" rid="B08">8</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B09">9</xref>]. Among the many actors involved in the operationalization of EqSAN, nutritionists deserve special mention, due to the nature of the actions developed in such settings. According to Resolution No. 600/2018 of the <italic>Conselho Federal de Nutrição</italic> (FNC, Federal Nutrition Council) [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>], the professional’s performance in these facilities is provided for in the segment – <italic>Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional</italic> (PNSAN, National Policy for Food and Nutrition Security), in the subsegment – SISAN: Food Banks (public, private and foundations), Popular-Restaurants, Community Kitchens and other food security facilities. Furthermore, according to the sole paragraph of Law No. 8,234, of September 17, 1991 [<xref ref-type="bibr" rid="B11">11</xref>], “the participation of nutritionists in multidisciplinary teams, created by public or private entities and intended to plan, coordinate, supervise, implement, execute and evaluate policies, programs, courses at different levels, research or events of any nature, directly or indirectly related to food and nutrition, as well as to prepare and review legislation and codes specific to this area is mandatory”.</p>
            <p>Taking as reference the three EqSAN listed in Resolution No. 600/2018/CFN [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>], the following information is reported on the institutional page of the <italic>Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome</italic> (MDS, Ministry of Development and Social Assistance, Family and Fight against Hunger): “regarding the minimum team of the Community Kitchen, Popular-Restaurant / Food Bank, considering that the management and maintenance of the facilities are carried out by the municipality or the state personnel, the composition of the team is their responsibility. We point out that, according to the CFN Resolution, “a nutritionists’ presence is mandatory” [<xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref>].</p>
            <p>Based on the above, this article aims to reflect and offer proposals on the work of professionals in three EqSAN: Popular-Restaurants (PR), Food Banks (FB) and Community Kitchens (CK). The choice of these facilities is justified by their greater connection with government spheres and by their financing and management standards that follow already established bureaucratic and institutional processes. In addition, these facilities aim to ensure the direct access of the FI population to food, whether through adequate meals or with the supply of fresh food, and they can and should act in an articulated manner with each other. Finally, the facilities chosen are the EqSAN with the oldest official registrations, such as, for example, the PR.</p>
         </sec>
         <sec sec-type="methods">
            <title>METHOD</title>
            <p>This is a review of the scientific literature [<xref ref-type="bibr" rid="B15">15</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B16">16</xref>] associated with the analysis of regulations and technical documents [<xref ref-type="bibr" rid="B17">17</xref>] on the performance of nutritionists in three Brazilian EqSAN: PR, FB and CK.</p>
            <p>The exploratory bibliographic search on the three EqSAN objects of this article was carried out in the following electronic databases: Scientific Electronic Library Online (SciELO.org), PubMed® (MEDLINE), Brazilian Digital Library of Theses and Dissertations (BDTD); Catalog of Theses and Dissertations of the Coordination for the Improvement of Higher Education Personnel (CAPES); LILACS - Latin American and Caribbean Literature in Health Sciences; and Google Scholar. With the exception of the PubMed® (MEDLINE) database, the following search strategies were used in the other databases: (“popular-restaurants” AND “nutritionist”); (“food banks” AND “nutritionist”) and (“community kitchens” AND “nutritionist”). In PubMed® (MEDLINE) the search strategies were: (“popular-restaurants” AND “nutritionist”); (“food banks” AND “nutritionist”) and (“community kitchens” AND “nutritionist”). Searches were initially conducted in July 2024 and updated until January 2025.</p>
            <p>The following inclusion criteria were adopted: scientific articles, theses, dissertations and course completion papers that presented quantitative and/or qualitative data on the presence and/or performance of nutritionists in EqSAN. There was no year restriction thus allowing the identification of these studies trajectory from the incorporation of the facilities into the national public FNS agenda until 2024.</p>
            <p>The exclusion criteria covered duplicates, books, book chapters and papers presented at events/congresses. In the Google Scholar, due to the specificities of this platform, the selection was limited to the first five pages, excluding duplicates and citations. There are reports of use of the first five [<xref ref-type="bibr" rid="B18">18</xref>], the first ten [<xref ref-type="bibr" rid="B19">19</xref>], the first 14 [<xref ref-type="bibr" rid="B20">20</xref>] and the first 20 pages [<xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref>], among others. In general, Google Scholar is used as a complementary database, restricting the search to a predefined limit [<xref ref-type="bibr" rid="B18">18</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B21">21</xref>].</p>
            <p>After the selection, the articles underwent exploratory and selective reading, followed by interpretative analysis to identify the presence or absence of nutritionists in the EqSAN, the number of such professionals in the facility and considerations about their performance. <xref ref-type="fig" rid="f02">Figure 01</xref> presents the flowchart of the bibliographic search.</p>
            <fig id="f02">
               <label>Figure 1</label>
               <caption>
                  <title>Flowchart of the bibliographic review on Popular-Restaurants, Food Banks and Community Kitchens.</title>
               </caption>
               <graphic xlink:href="1678-9865-rn-38-e240130-gf01-en.jpg"/>
               <attrib>Note: CK: Community Kitchens; FB: Food Banks; PR: Popular-Restaurants.</attrib>
            </fig>
            <p>The FNC was inquired for data on the number of nutritionists working in the EqSAN, and the MDS was requested information on the number of facilities. In addition, official websites were searched, especially those of the SDM and FNC, focusing on regulations and standards. Data from the Food and Nutrition Security Survey (MapaSAN 2022), coordinated by the SDM, covering 1,845 municipalities that responded to the SISAN management questionnaires; FNS actions and public FNS facilities [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>] were also considered.</p>
            <p>The three EqSAN assessed aim to combat hunger, ensure FNS and promote the HRAF, operating with their own specificities (<xref ref-type="table" rid="t06">Chart 2</xref>). Thus, the results will be presented separately for each EqSAN, starting with its historical characterization, followed by the analysis of the nutritionists’ performance.</p>
            <table-wrap id="t06">
               <label>Chart 2</label>
               <caption>
                  <title>Studies on Brazilian popular-restaurants and the presence and/or performance of nutritionists in those establishments. Brazil, 2024.</title>
               </caption>
               <table frame="hsides" rules="rows">
                  <thead>
                     <tr align="center">
                        <th>Authorship and year</th>
                        <th>Type of bibliographic source</th>
                        <th>Research objective and number of PR investigated (N)</th>
                        <th> Method/<break/> Type of study</th>
                        <th>Main findings and/or reflections</th>
                     </tr>
                  </thead>
                  <tbody>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td> Oliveira (2009)<break/> [<xref ref-type="bibr" rid="B28">28</xref>]</td>
                        <td align="center">Master’s Dissertation</td>
                        <td>To assess the hygienic and sanitary conditions of the production process of meals in popular-restaurants located in the state of Rio de Janeiro. Number of PR (N=10)</td>
                        <td>Exploratory, cross-sectional study carried out between 2007 and 2008. Application of an inspection script in order to assess hygienic-sanitary conditions and identify non-conformities that could interfere with the quality of the meals served and the percentage of adequacy of hygienic-sanitary conditions (PAHSC) was calculated.</td>
                        <td> Each PR had an average of 3 nutritionists on staff.<break/> Each PR produced an average of 2,530 meals/day/lunch.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td>Ginani (2012) [<xref ref-type="bibr" rid="B30">30</xref>]</td>
                        <td align="center">Doctoral Thesis</td>
                        <td>Assess the nutritional, sensory and cultural quality of popular Brazilian menus (N=37)</td>
                        <td>To identify the different instruments that were used in the evaluation, a systematic search of the literature on methods, instruments and parameters for menu analysis was carried out. Two instruments were selected to assess nutritional quality, MQI and QEMP. To assess cultural aspects of food, another instrument was developed, the IRFP (Identifier of the Presence of Regional Foods).</td>
                        <td>The authors point out that good evaluations in the MQI test may be related to the presence of a nutritionist in the restaurant, highlighting him/her as the professional technically qualified to provide the preparation of quality meals in all their aspects.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td>Portella et al. (2013) [<xref ref-type="bibr" rid="B31">31</xref>]</td>
                        <td align="center">Scientific journal article</td>
                        <td>Evaluate the inclusion of nutritionists within the Psychosocial Care Network. Santa Maria / Rio Grande do Sul (N=0)</td>
                        <td>Literature review, using databases, gray literature and platforms of the Federal Government of Brazil, including articles without limitation of year of publication, dissertations, books, laws, ordinances and federal laws</td>
                        <td>The authors emphasize that the inclusion of nutritionists in psychosocial care (including food and nutritional security facilities) is essential.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td>Boas (2013) [<xref ref-type="bibr" rid="B32">32</xref>]</td>
                        <td align="center">Master’s Dissertation</td>
                        <td>To evaluate the supply of healthy regional foods and preparations in the Popular-Restaurants program before and after intervention through a culinary workshop. Number of PR (N=37)</td>
                        <td>Longitudinal and intervention study. Data collection took place in 2010, through the application of a questionnaire called Regional Food Offer adapted from the model created by Botelho (2006)</td>
                        <td>The PR whose nutritionists participated in the workshops or received information about them showed an increase in the monthly frequency of regional preparations.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td>Silva (2014) [<xref ref-type="bibr" rid="B33">33</xref>]</td>
                        <td align="center">Undergraduate Course Completion Work</td>
                        <td>Describe quality management strategies for popular-restaurants based on evidence through an integrative review (N=not applicable)</td>
                        <td>Integrative literature review</td>
                        <td>The research also highlighted the importance of nutritionists in restaurants and in educational processes as strategies that contribute to the quality of services.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td>Volpini-Rapina et al. (2016) [<xref ref-type="bibr" rid="B34">34</xref>]</td>
                        <td align="center">Scientific journal article</td>
                        <td>Preparation of a questionnaire on good handling practices and application to employees of food production units with and without a technical manager on site. Number of PR (N= 8)</td>
                        <td>Evaluation study with the application of a questionnaire consisting of 10 multiple-choice questions based on the Manual of Good Food Handling Practices. Analysis of the results submitted to calculations of mean, standard deviation and Analysis of Variance (ANOVA)</td>
                        <td>The lack of technical responsibility and training of handlers resulted in erroneous practices that put the health of the population at risk.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td> Calazans et al.<break/> (2018) [<xref ref-type="bibr" rid="B35">35</xref>]</td>
                        <td align="center">Scientific journal article</td>
                        <td>Evaluate the meals offered in food and nutrition units included in the Popular Restaurants Program of the State of Rio Grande do Norte. Number of PR (N=32)</td>
                        <td>This is a descriptive, cross-sectional study conducted in four popular-restaurants in 2017. The research included: 1. Document analysis (of the terms of reference of the contracts and acknowledgement of the standard of the menus and preparation technical sheets); 2. On-site measurement (Identification of serving utensils, household measures and weighing of portions); 3. Non-participant observation of a management team and technical managers of the units meeting</td>
                        <td>The authors highlight the pressing need for nutritionists to contribute to the adaptation of the menus offered, and for these professionals to appropriate the concepts and actions related to the promotion of healthy eating among the population benefiting from the PR.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td> Calazans et al.<break/> (2019) [<xref ref-type="bibr" rid="B36">36</xref>]</td>
                        <td align="center">Article published in a journal</td>
                        <td>To promote dialogue between social participation and institutional FNE within food and nutrition programs, based on the Popular-Restaurants Program in the state of RN. (N=34)</td>
                        <td>Production of educational materials aimed at users, helping them understand aspects related to healthy eating, and the creation of an illustrative guide aimed at food handlers</td>
                        <td>The authors conclude that promoting adequate nutrition requires the nutritionist to act as an educational agent and foster changes that promote food autonomy and the recognition of food as a right.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td>Sousa e Oliveira (2022) [<xref ref-type="bibr" rid="B37">37</xref>]</td>
                        <td align="center">Scientific journal article</td>
                        <td>To present the experience of implementing Food and Nutrition Education (FNE) actions in public facilities in Lauro de Freitas, Bahia, seeking a critical reflection of this practice in light of the guidelines of the Brazilian Food and Nutrition Education Framework. Number of PR. (N= 1)</td>
                        <td>Case study, of the experience report type, based on experiences and documentary research, such as articles published on the city hall website, local blogs, reports and photographic records</td>
                        <td>The authors highlight the importance of the nutritionist in carrying out FNE actions in the facilities, encouraging the transfer of knowledge to those who attend the PR.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td>Oliveira (2023) [<xref ref-type="bibr" rid="B38">38</xref>]</td>
                        <td align="center">Doctoral Thesis</td>
                        <td>To assess the adequacy of Brazilian PRs to the FNS promotion parameters and verify their association with characteristics of the context in which the PR is located (N=87)</td>
                        <td>The methodological procedures were developed in three stages. Integrative review of evaluation studies on PR; Evaluation of the PR of the capitals of Brazil, having as analysis parts the guidelines that govern the PR and the National Policy of FNS, through an evaluation matrix that includes two dimensions: Organizational Political Dimension and Technical-Operational Dimension; Study of association between the level of adequacy of the PR and context variables.</td>
                        <td>The importance of training and raising awareness among managers and technical managers of PR for the operation of the facility as a tool to promote FNS and HRAF, in addition to offering meals, is highlighted.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td> Oliveira et al.<break/> (2024) [<xref ref-type="bibr" rid="B39">39</xref>]</td>
                        <td align="center">Scientific journal article</td>
                        <td>Track Systemic Arterial Hypertension (SAH), Diabetes Mellitus (DM) and Obesity and provide health guidance to the socially vulnerable population that visits a popular-restaurant in a city in the state of Minas Gerais. Number of PR (N= 1)</td>
                        <td>Experience report</td>
                        <td>The article mentions the importance of nutritionists in PRs by stating that hiring a nutritionist should be recommended, with the aim of preparing menus in accordance with the guidelines of the Food Guide for the Brazilian Population and the Workers’ Food Program.</td>
                     </tr>
                     <tr align="left" valign="top">
                        <td>Zimmermann et al. (2024) [<xref ref-type="bibr" rid="B40">40</xref>]</td>
                        <td align="center">Scientific journal article</td>
                        <td>To analyze and compare the state capacities of two Brazilian metropolises in conducting food policies, Curitiba and Belo Horizonte. (N=9)</td>
                        <td>Bibliographic and documentary review. Additionally, 23 semi-structured interviews were conducted with (former) secretaries, (former) managers and representatives of civil society working in the two municipalities in 2021.</td>
                        <td>Among several factors that contributed to the construction and continuity of food policies in the cities studied, the authors also mention the hiring of several professionals, such as nutritionists, biochemists, agronomists, administrators, economists, geographers, among others.</td>
                     </tr>
                  </tbody>
               </table>
            </table-wrap>
            <sec>
               <title>Nutritionists’ role in popular-restaurants</title>
               <p>Popular-Restaurants are facilities that were created in the 1940s [<xref ref-type="bibr" rid="B23">23</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B25">25</xref>]; their purpose is to ensure a proper space for meals, as well as food and nutrition education (FNE) actions, the promotion of food sovereignty and dialogue with other FNS actions [<xref ref-type="bibr" rid="B25">25</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B28">28</xref>]. In 2004, they were included in the Zero Hunger Program [<xref ref-type="bibr" rid="B25">25</xref>] and, currently (2024), they are managed by the MDS as a federal agency.</p>
               <p>The MDS defines Popular-Restaurants as facilities intended for municipalities with more than 100,000 inhabitants that have a high number of people living in poverty or misery. Access to PRs must be universal, with priority given to specific population groups in situations of food and nutritional insecurity and/or social vulnerability [<xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref>].</p>
               <p>According to the data provided by the federal coordination of the program with the MDS, in November 2023, there were 478 Popular-Restaurants in Brazil. Out of these, 128 (26.8%) were funded by the MDS and 350 (74.3%) received funding from local governments, private institutions or civil society [<xref ref-type="bibr" rid="B29">29</xref>].</p>
               <p>According to the MapaSAN 2022 data, 248 PRs in this country were reported among the municipalities that took part in the survey. The Northeast region had the largest number of PRs (34.8%), followed by the Southeast (33.9%), South (18.5%), North (11%) and Central-West reported the lowest number of such facilities, totaling 1.8% [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>]. The average cost to prepare a meal served at lunchtime in 2022, ranged between R$ 8.57 to a maximum R$ 35.00. The average price charged for a meal at lunchtime at the PRs was R $1.95; an average of 1,117 people was served daily [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>].</p>
               <p>The PRs operational characteristics (objective, methodology, audience and minimum functional requirement) are summarized in <xref ref-type="table" rid="t05">Chart 1</xref>.</p>
               <table-wrap id="t05">
                  <label>Chart 1</label>
                  <caption>
                     <title>Description of Popular-Restaurants, Food Banks and Community Kitchens’ main characteristics. Brazil, 2024.</title>
                  </caption>
                  <table frame="hsides" rules="groups">
                     <thead>
                        <tr align="center">
                           <th colspan="2">Popular-Restaurants</th>
                        </tr>
                     </thead>
                     <tbody>
                        <tr align="left">
                           <td>Objective</td>
                           <td>Expand the supply of nutritionally adequate meals at affordable prices to low-income, socially vulnerable populations and those in situations of food and nutritional insecurity; and also promote adequate and healthy nutrition and the appreciation of regional eating habits.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left">
                           <td>Methodology</td>
                           <td>Provision of nutritionally adequate meals at affordable prices, giving priority to specific population groups in situations of food and nutritional insecurity and/or social vulnerability.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left">
                           <td>Public</td>
                           <td>Universal access, giving priority to specific population groups in situations of food and nutritional insecurity and/or social vulnerability.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left">
                           <td>Minimum requirement</td>
                           <td>Estimated one thousand meals/day minimum production, at lunchtime, 5 days/week.</td>
                        </tr>
                        <tr align="center" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                           <td colspan="2">Food Bank</td>
                        </tr>
                        <tr align="left">
                           <td>Objective</td>
                           <td>Ensure food and nutritional security by recovering food that is lost and wasted throughout the production chain, but is still suitable for human consumption.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left">
                           <td>Methodology</td>
                           <td>Receiving donations of food that is unfit for sale, but that maintains its nutritional properties and poses no risk to consumption. Transfer of this food to non-profit civil society institutions that produce and distribute meals free of charge.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left">
                           <td>Public</td>
                           <td>Non-profit civil society institutions with a social purpose that produce and distribute meals free of charge.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left">
                           <td>Minimum requirement</td>
                           <td>Recovery of food from food losses and waste, with delivery for meal production in organizations that serve people who are in social, food and nutritional vulnerability.</td>
                        </tr>
                        <tr align="center" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                           <td colspan="2">Community Kitchens</td>
                        </tr>
                        <tr align="left">
                           <td>Objective</td>
                           <td>Ensure access to a healthy and adequate meal for those in situations of social vulnerability and food and nutritional insecurity, and carry out activities of productive social inclusion, strengthening collective action and community identity and food and nutritional education actions.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left">
                           <td>Methodology</td>
                           <td>Provision of meals, preferably free of charge, and the development of actions related to strengthening citizenship, generating employment and income, professional training, education in food and nutritional security and healthy eating, among others.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left">
                           <td>Public</td>
                           <td>Universal access, yet giving priority to the care of individuals referred to social assistance services, such as Centros de Referência de Assistência Social (CRAS, Social Assistance Reference Centers).</td>
                        </tr>
                        <tr align="left">
                           <td>Minimum requirement</td>
                           <td>Minimum 100 meals/day production, 5 days/week.</td>
                        </tr>
                     </tbody>
                  </table>
                  <table-wrap-foot>
                     <fn>
                        <p>Source: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome [<xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref>].</p>
                     </fn>
                  </table-wrap-foot>
               </table-wrap>
               <p>It is worth noting that, in connection with the data requested from the CFN regarding the presence of nutritionists in the three investigated facilities, there is no mapping or system for recording the number of professionals working in EqSAN in the country. However, the FNC presents minimum numerical reference parameters for nutritionists’ work for the subsegment – SISAN [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>]. For PR and CK, the FNC parameters include two variables: the number and quantity of meals served (lunch and/or dinner). Based on this information, the number of professionals required and the workload are stipulated. For example, PR or CK that offer between 100 and 500 meals at lunchtime or at dinnertime should have a nutritionist with a weekly workload ranging from 15h to 20h. For the food outlets that serve up to 1,000 meals/lunch, 2 nutritionists (30h/week) are recommended; between 1,001 and 1,500 meals/lunch: 3 nutritionists (30h/week); between 1,501 and 2,000 meals/lunch: 4 nutritionists (30h/week); above 2,500 meals/lunch: 4 nutritionists + 1 for every 1,000 meals/day. These numbers will be higher if the facility produces two kinds of meals per day, for example, lunch and dinner, or lunch and breakfast. For FB (public, private and foundational set ups), the recommendation is one nutritionist with a workload of 30 hours per week in each establishment [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>].</p>
               <p>The literature review on Popular-Restaurants and the work of nutritionists in Brazil yielded 12 papers, published from 2009 to 2024, as shown in <xref ref-type="table" rid="t06">Chart 2</xref>.</p>
               <p>Of the 12 studies in the sample, only two, published in 2009 and 2023, reported numerical data on the presence of nutritionists in Popular-Restaurants [<xref ref-type="bibr" rid="B28">28</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B38">38</xref>]. The oldest study is a dissertation that evaluated 10 PRs located in the State of Rio de Janeiro. At the time, the study identified, on average, three nutritionists per PR [<xref ref-type="bibr" rid="B28">28</xref>]. Despite such number of professionals on the staff, according to the FNC recommendations, the ideal would be at least 4 nutritionists per PR taking into account the 2,530 meals/day/lunch produced on average [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>].</p>
               <p>The 2023 study is a doctoral thesis whose investigation purpose was the Popular-Restaurants existing throughout the country [<xref ref-type="bibr" rid="B38">38</xref>]. The study included a sample of 87 PRs set up in Brazilian capitals; it identified that 98.8% of the facilities had nutritionists in charge (RN). Considering the 87 facilities that responded informing about the number of nutritionists on their staff, the sum of these professionals totaled 114 nutritionists. In other words, there was an average of 1.3 professionals per PR in the country. In this same study, it was reported that each PR served an average of 1,213 meals per day, only at lunchtime. Therefore, based on the provisions of the FNC, an average of 3 nutritionists would be required per Popular-Restaurant in those facilities that served only lunch and 4 professionals for those that served more than one meal. In other words, the number of professionals was far below what was necessary and/or established [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>].</p>
               <p>The other studies informed on the role of nutritionists, suggesting the need for the professional’s appreciation and effective presence in the PR. The authors highlighted that the presence of nutritionists in the food production units is essential for the production of quality and safe food in terms of hygiene, in order to ensure the safety and health of the consumer [<xref ref-type="bibr" rid="B33">33</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B36">36</xref>]. Furthermore, they enhanced the relevance of the professional’s role in the performance of FNE actions in the equipment, in the promotion of health associated with food safety and the assurance of the right to citizenship and food [<xref ref-type="bibr" rid="B36">36</xref>] and in the encouragement and rescue of food culture [<xref ref-type="bibr" rid="B39">39</xref>].</p>
               <p> The article by Zimmermann et al. [<xref ref-type="bibr" rid="B40">40</xref>] highlights the implementation of FNS policies and programs in the capitals Belo Horizonte (Minas Gerais) and Curitiba (Paraná), due to the pioneering role in the creation of food supply policies in the mid-1980s and due to the continuity and diversity of the actions developed. The authors emphasized that the success of such municipalities involve, among other management actions, the hiring of professionals, particularly nutritionists to expand the capacity for action and regulation of food policies.</p>
            </sec>
            <sec>
               <title>Nutritionists’ role in food banks</title>
               <p>Food banks emerged in Brazil at a later date than the Popular-Restaurants and the food bank experiences in North America and Europe, which began in the 1960s and 1980s, respectively [<xref ref-type="bibr" rid="B41">41</xref>]. The first Brazilian Food Bank was set up as an initiative of the civil society in São Paulo in 1994 [<xref ref-type="bibr" rid="B42">42</xref>], and soon after it became the <italic>Mesa São Paulo</italic> program, run by the Serviço Social do Comércio (SESC). Within the scope of SESC, this program gained national scale and deploys currently more than 100 units in operation [<xref ref-type="bibr" rid="B43">43</xref>].</p>
               <p>At the state government level, the <italic>Banco Municipal de Alimentos de Santo André, São Paulo</italic>, was one of the pioneering experiences, created in 2000 [<xref ref-type="bibr" rid="B41">41</xref>]. In the same year, a group of companies, unions, entities and service groups came together and created a Food Bank in Rio Grande do Sul. In 2007, with the aim of expanding the food bank activities and drive its benefits to other locations, the Rio Grande do Sul Food Bank Network was created. Later, in 2010, with the participation of all active FBs, the Brazilian Food Bank Network was inaugurated [<xref ref-type="bibr" rid="B44">44</xref>]. It is worth noting that the FB model for combating food loss and waste and providing the HRAF was also incorporated as a target of the FNS public policies from 2003 onwards, in the Zero Hunger Strategy, integrating the axis of actions that articulate access to food [<xref ref-type="bibr" rid="B45">45</xref>].</p>
               <p>According to the database provided by CGESAN/MDS, there were 325 FBs in Brazil in November 2023. Out of these, 94 (28.9%) were financed by the MDS and 231 (71.1%) received funding from local governments, private institutions or civil society [<xref ref-type="bibr" rid="B29">29</xref>].</p>
               <p>It is worth noting that Brazil Federal Union, through SESAN/MDS, supports the implementation of food banks in the States, the Federal District and in the municipalities, as well as in Supply Centers, in partnership with state or municipal governments, through financing initiatives for the preparation of basic architectural and engineering projects, execution of works and installations, and acquisition of equipment, permanent materials and new consumables, with a view to making food supply viable and combating losses and waste in urban and metropolitan agrifood systems [<xref ref-type="bibr" rid="B46">46</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B47">47</xref>].</p>
               <p>As defined by the Brazilian Network of Food Banks, established on September 17, 2020, by Decree No. 10,490, food banks are “physical and/or logistical structures that offer the service of collecting and/or receiving and distributing free food items from donations from the private and/or public sectors and that are directed to public or private institutions characterized as providers of social assistance, civil protection and defense services, educational and justice units, health establishments and other food and nutrition units” [<xref ref-type="bibr" rid="B48">48</xref>].</p>
               <p>Tenuta et al. [<xref ref-type="bibr" rid="B49">49</xref>] enhances that food banks are facilities or infrastructure with three basic objectives: I) combat food loss and waste; II) ensure food and nutrition security and III) provide food and nutrition education. The same authors, who assessed 217 Brazilian food banks operating in 2019 and 2020, identified four management modalities namely: (a) food banks of federated entities (in the survey, there were only units under the management of municipal governments); (b) food banks of Supply Centers; (c) food banks of civil society organizations; and (d) food banks of autonomous social services (the survey showed that there were only units under the management of the <italic>Serviço Social do Comércio</italic>, belonging to <italic>Rede Mesa Brasil</italic>). Furthermore, those authors observed that the units were spread throughout Brazil, with a greater concentration in the Southeast region (65.63%), followed by the Northeast (28.57%) and then the South region (19.61%) [<xref ref-type="bibr" rid="B49">49</xref>]</p>
               <p>Regarding the services provided by the food banks, Tenuta et al. [<xref ref-type="bibr" rid="B49">49</xref>] found that 41.5% (n=90) of the facilities had families in situations of social risk as their main beneficiaries, while 36.9% (n=80) mainly served children, by delivering food donations to childcare institutions. These two beneficiary profiles were the most significant in the four food banks management modalities. Considering that food banks can receive a wide range of products, the aforementioned study investigated the kind of food most frequently delivered in the facilities; it was found that 85.2% (n=185) included “fruits and vegetables (natural, chilled or frozen, dried and dehydrated – without the addition of other ingredients)” as the most common type of food included in the operational stocks [<xref ref-type="bibr" rid="B49">49</xref>].</p>
               <p>The food banks operational characteristics (objective, methodology, target audience and minimum functional requirement) are summarized in <xref ref-type="table" rid="t05">Chart 1</xref>.</p>
               <p>The literature review on FB and the work of nutritionists in Brazil yielded a sample of eleven studies, published from 2014 to 2024. <xref ref-type="table" rid="t07">Chart 3</xref> presents a summary of these studies according to the parameters investigated.</p>
               <p>Three of the eleven studies listed in <xref ref-type="table" rid="t07">Chart 3</xref> were evaluations of food banks in Minas Gerais [<xref ref-type="bibr" rid="B50">50</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B43">43</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B55">55</xref>]; there was another study that was a national survey and characterization of food banks operating in Brazil [<xref ref-type="bibr" rid="B42">42</xref>].</p>
               <table-wrap id="t07">
                  <label>Chart 3</label>
                  <caption>
                     <title>Studies on Brazilian food banks and the presence and/or performance of nutritionists in the facility. Brazil, 2024.</title>
                  </caption>
                  <table frame="hsides" rules="rows">
                     <thead>
                        <tr align="center">
                           <th align="left">Authorship and year</th>
                           <th>Type of bibliographic source</th>
                           <th>Research objective and number of food banks investigated (N)</th>
                           <th>Method/type of study</th>
                           <th>Main findings and/or reflections</th>
                        </tr>
                     </thead>
                     <tbody>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Costa et al. (2014) [<xref ref-type="bibr" rid="B50">50</xref>]</td>
                           <td align="center">Scientific journal article</td>
                           <td>1. Construct variables for food bank evaluation. 2. Assess the banks’ response capacity in collecting, distributing and reducing food waste. (N = 6)</td>
                           <td>Cross-sectional descriptive study carried out from March 2010 to July 2011 in food banks established in the Metropolitan Region of Belo Horizonte, Minas Gerais.</td>
                           <td>Most food banks do not meet the staffing requirements recommended by the Ministry of Social Development, especially due to the lack of social workers and coordinators on staff, with the latter function being assumed by nutritionists, in addition to not having stable and sufficient teams. In the sample assessed, 100% had such professionals.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Galisa (2014) [<xref ref-type="bibr" rid="B51">51</xref>]</td>
                           <td align="center">Doctoral Thesis</td>
                           <td>Promote bioethical reflection on the contributions of the Food Bank program to the nutrition of the people involved and to the environment. (N = 6)</td>
                           <td>Cross-sectional research covering all Food Banks in the city of São Paulo, based on an analysis of the year 2012, from a survey of official websites and a semi-structured interview adapted from Bastos; Costa, 2007.</td>
                           <td>Highlights the various activities and duties of a nutritionist in a food bank. In the sample analyzed, 100% had a professional.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Tenuta (2014) [<xref ref-type="bibr" rid="B43">43</xref>]</td>
                           <td align="center">Master’s Dissertation</td>
                           <td>To evaluate food banks, based on the structure-process-result triad, with regard to material, human and financial resources, physical and organizational structure of food banks and their processes of coordination with partners, collection, processing, storage and distribution of food products, assistance to beneficiaries and education in food and nutrition. (N = 10)</td>
                           <td>Descriptive cross-sectional study, employing a quantitative approach with qualitative analysis, conducted from November 2012 to November 2014 in ten operational municipal food banks in Minas Gerais, affiliated with the Ministry of Social Development and Fight Against Hunger. Data were collected through Quarterly Activity Reports and a semi-structured questionnaire.</td>
                           <td>It highlights the need for the nutritionist to be integrated into the work team responsible for implementing a food bank, as well as organizing the operational processes, especially since this is an activity exclusive to this professional. In the sample analyzed, 60% had a nutritionist.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Paula et al. (2017) [<xref ref-type="bibr" rid="B52">52</xref>]</td>
                           <td align="center">Scientific journal article</td>
                           <td>Present a proposal for a Good Practices Guidelines (GPG) with a broader view for application in FB. (N = Not applicable)</td>
                           <td>Adaptation of GPG used for food services and regulatory frameworks regarding Good Practices at national and international levels.</td>
                           <td>One of the relevant factors for the implementation and maintenance of GMP is the presence of a qualified Technical responsible (TR) and the study highlights that the presence of a nutritionist, or another professional in the food sector duly qualified to coordinate GMP actions in FB, although currently not a requirement, but a recommenda-tion from the Ministry of Social Development, is, above all, a potential for the service.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Silva (2018) [<xref ref-type="bibr" rid="B53">53</xref>]</td>
                           <td align="center">Final Course Work</td>
                           <td>Systematize experiences related to educational processes implemented in the context of a FB of the Mesa Brasil SESC Program in the city of João Pessoa - PB, with emphasis on the paths, potentialities and weaknesses experienced. (N = 1)</td>
                           <td>Research with a qualitative approach and descriptive character, systematized in the form of an experience report based on the principles of action research, using participant observation and documentary consultation as means for producing data.</td>
                           <td>The role of the nutritionist in the field of assistance, such as the food bank, makes it possible to promote FNS and HRAF through the valorization of FNE as an emancipatory practice when carried out in an articulated way with different realities, complying with plurality of knowledge and the multiple aspects involved in the area of food and nutrition.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Benavides (2021) [<xref ref-type="bibr" rid="B54">54</xref>]</td>
                           <td align="center">Final Course Work</td>
                           <td>Strengthen the strategic and operational management processes of the Food and Nutrition Area of the Bogotá Food Bank, and contribute to the Food and Nutrition Security of the beneficiary population. (N = 1)</td>
                           <td> Qualitative, applied, descriptive and cross-sectional study, in which the proposal for the set up of a Nutritional and Healthy Gastronomy Consulting Center was developed<break/> using the Archer method of the value model.</td>
                           <td>Highlights the various activities and duties of a nutritionist in a food bank.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Barros (2022) [<xref ref-type="bibr" rid="B55">55</xref>]</td>
                           <td align="center">Master’s Dissertation</td>
                           <td>To assess the Degree of Implementation (DI) of public food banks in Minas Gerais. (N = 11)</td>
                           <td>Evaluative research, with a typology of analysis of the implementation of structure and processes and contextual factors (type 1b). The description of the intervention was demonstrated by a logical model, which outlined the indicators and criteria of the Analysis and Judgment Matrix to measure the degree of implementation (DI) through the structure and process.</td>
                           <td>It highlights the importance of the presence of a nutritionist working in food banks, discussing their skills and abilities. In the sample analyzed, 63.6% had a professional on duty</td>
                        </tr>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Garcia et al. (2022 [<xref ref-type="bibr" rid="B56">56</xref>]</td>
                           <td align="center">Scientific journal article</td>
                           <td>To identify the occurrence of household food insecurity among workers in the Food Bank Network of the Metropolitan Region of Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil. (N = 6)</td>
                           <td>The food insecurity (FI) situation was assessed using the Brazilian Food Insecurity Scale. Socioeconomic variables, occupational position, lifestyle habits and health conditions were investigated.</td>
                           <td>Reception, handling, storage and distribution of these foods implies the need to apply good food manufacturing practices, as a prerequisite to guarantee the quality of the food donated to the entities served, highlighting the importance of the performance of the technical manager (nutritionist or other professional in the food area) and food handlers.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Tenuta (2023) [<xref ref-type="bibr" rid="B42">42</xref>]</td>
                           <td align="center">Doctoral Thesis</td>
                           <td>To analyze the Brazilian experiences of food banks and, based on the results found, make recommendations for their design, management and operational practices, in order to enhance the contribution of these facilities to ensuring food and nutritional security, reducing food losses and waste and promoting food and nutritional education. (N=217)</td>
                           <td>The research was developed in four stages: 1) construction of a theoretical-methodological framework on the design and theory of Brazil food bank program; 2) development of instruments and techniques for evaluating this equipment; 3) mapping and characterization of the universe of food banks operating in the country; 4) evaluation of the implementation of Brazilian food banks.</td>
                           <td>It enhances that, based on the documents that regulate the activities of Brazilian food banks, the minimum team must include a nutritionist in the composition of the staff necessary for the ideal functioning of a food bank. In the sample analyzed, 57% employed a nutritionist.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td> Manzanero et al.<break/> (2023) [<xref ref-type="bibr" rid="B57">57</xref>]</td>
                           <td align="center">Scientific journal article</td>
                           <td>Check the types of food requested by social support entities in the Community of Madrid. (N=1)</td>
                           <td>Qualitative fieldwork in which 69 social support organizations in the Community of Madrid that collect food through the media and an Internet survey were identified, of which 23 responded to a requested food questionnaire, as well as some specific indications and recommendations</td>
                           <td>The role of nutritionists and government campaigns could be tools to change perceptions about which foods are most advisable to donate, thus improving the choices of users who regularly rely on these organizations.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Tenuta et al. (2024) [<xref ref-type="bibr" rid="B58">58</xref>]</td>
                           <td align="center">&nbsp;</td>
                           <td>To present the development of a map of processes and results of Brazilian food banks and to propose a set of indicators for their monitoring and evaluation. (N=Not applicable)</td>
                           <td>Qualitative approach, using documentary analysis and semi-structured interviews with various players in food banks, steps that served to identify the food main components, describe their social intervention and, finally, build the indicator panel.</td>
                           <td>The study discusses the minimum team for a food bank, understanding the nutritionist professional as necessary for the composition of the staff for ideal functioning.</td>
                        </tr>
                     </tbody>
                  </table>
               </table-wrap>
               <p>All those studies investigated if a nutritionist worked at the facility. The findings of Tenuta [<xref ref-type="bibr" rid="B42">42</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B43">43</xref>] demonstrate that a significant portion of the food banks operating in the country did not comply with the FNC recommendation of one nutritionist working per unit. The aforementioned national survey indicated that 57% of the facilities had a nutritionist to provide technical guidance [<xref ref-type="bibr" rid="B42">42</xref>].</p>
               <p>The other three studies evaluated food banks in Minas Gerais; however only Tenuta, [<xref ref-type="bibr" rid="B43">43</xref>], when evaluating public food banks, assessed whether there were one or more professionals working in the unit, without evidencing the parameter for such definition. Furthermore, the author highlighted that 66.67% of nutritionists had temporary employment relationships, via contracts or held commissioned positions. It is understood that, for the operationalization process to be carried out effectively, such employment relationships ought to be permanent and not subject to management changes. Costa et al. [<xref ref-type="bibr" rid="B50">50</xref>] found a similar scenario, corroborating the concern regarding the fragility of the nutritionists’ employment relationship and their high turnover. According to the authors, the employment fragility of those who work in food banks constitutes a crucial point for evaluating the continuity and stability of this policy [<xref ref-type="bibr" rid="B50">50</xref>].</p>
               <p>The other seven studies mentioned make relevant references to the presence of nutritionists working in food banks, discussing their skills and abilities as activities specific to their profession [<xref ref-type="bibr" rid="B51">51</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B54">54</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B56">56</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B58">58</xref>].</p>
               <p>We suggest that future studies focus in more detail the characteristics and limits of the nutritionists’ work in food banks. It is essential to highlight the relevance of this professional’s activity in such facilities, given their particular modus operandi when collecting food that does not meet commercial standards and when serving people in situations of social, economic and health vulnerability. Therefore, it is imperative to have a technical manager capable of assessing the health quality of donations, in addition to carrying out educational actions aimed at the consumption of adequate and quality food.</p>
            </sec>
            <sec>
               <title>Nutritionists’ role in community kitchens</title>
               <p>In Brazil, the Community Kitchens (CK) gained federal scope when they were included in the Zero Hunger Program in 2000. The CK were designed to be a facility that seeks to ensure adequate nutrition for people in situations of social vulnerability, providing them with balanced, quality meals produced with safe processes. The CK were set up in a cooperation between the Union and the municipalities, and it was the municipality’s responsibility to offer the service, delimit the vulnerable area in which the facility would be installed, as well as to hire the technical team, maintain the program and provide the meals [<xref ref-type="bibr" rid="B59">59</xref>].</p>
               <p>According to the program regulations, the CK must primarily benefit low-income formal and informal workers, the unemployed, students, older adults, single mothers and people at social risk in urban peripheral areas. In addition, the CK must carry out activities of productive social inclusion, enhancing collective action and community identity and FNE actions [<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref>].</p>
               <p>According to the data provided by CGESAN/MDS, in November 2023, 425 CK operated in Brazil. Out of these, 304 (71.5%) were funded by the MDS and 121 (28.5%) received funding from local governments, private institutions or civil society [<xref ref-type="bibr" rid="B29">29</xref>].</p>
               <p>According to data from MapaSAN 2022 [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>], CK operated in 166 municipalities, corresponding to 8.8% of the municipalities that provided data on EqSAN. The distribution rate of municipalities with CK indicated a concentration in the Northeast region (37.8%), followed by the South (28.0%) and Southeast (23.8%) regions [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>]. However, the survey did not capture, whether or not there was a nutritionist working in the facility [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>]. The average cost to prepare a meal for lunch was in the range of R$ 5.08to a maximum of R$ 30.00. In turn, the average amount charged for a meal served for lunch in the month prior to the survey was R$ 0.62, ranging from R$0.00 to R$ 13.00, indicating a significant variation among the different kitchens. However, the average amount of R$ 0.62 indicated that most CK charged a low amount per meal or offered it free of charge [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>]. The CK served an average of 208 people at lunch. Furthermore, 74% of the respondents indicated that there was a workflow or partnership established between the kitchen and the service provided to users in the direct or indirect social assistance network [<xref ref-type="bibr" rid="B22">22</xref>].</p>
               <p>The operational characteristics (objective, methodology, target audience and minimum functional requirement) of community kitchens are summarized in <xref ref-type="table" rid="t05">Chart 1</xref>.</p>
               <p>The literature review on CK and on the nutritionists’ activities in Brazil yielded a sample of six studies, published from 2012 to 2023 (<xref ref-type="table" rid="t08">Chart 4</xref>).</p>
               <table-wrap id="t08">
                  <label>Chart 4</label>
                  <caption>
                     <title>Studies on Brazilian community kitchens and the presence and/or performance of nutritionists in the facility. Brazil, 2024.</title>
                  </caption>
                  <table frame="hsides" rules="rows">
                     <thead>
                        <tr align="center" valign="top">
                           <th align="left">Author-ship and year</th>
                           <th>Type of bibliographic source</th>
                           <th>Research objective and number of community kitchens investigated (N)</th>
                           <th>Method/type of study</th>
                           <th>Principais achados e/ou reflexões</th>
                        </tr>
                     </thead>
                     <tbody>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Nascimento &amp; Quintão (2012) [<xref ref-type="bibr" rid="B60">60</xref>]</td>
                           <td align="center">Scientific journal article</td>
                           <td>To assess the environmental conditions of three community kitchens in the municipality of Leopoldina (MG). Number of CK (N= 3)</td>
                           <td>Evaluative research with application of a checklist with 55 verification items</td>
                           <td> 1 nutricionista para 3 CC.<break/> Os autores associaram a presença do nutricionista à qualidade da dieta.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Sarti et al. (2013) [<xref ref-type="bibr" rid="B61">61</xref>]</td>
                           <td align="center">Scientific journal article</td>
                           <td> Carry out a cost-effectiveness analysis of the program, which operates by providing meals in an attempt to guarantee the basic right to food in highly socially vulnerable populations.[<break/> Number of CK (N= 85)</td>
                           <td>Cross-sectional study, including analysis of data from units belonging to the program. The data collection instruments consisted of questionnaires that included an assessment of aspects of the structure, process and results of the program.</td>
                           <td> 28% das CC apresentavam supervisão de nutricionista.<break/> A presença de nutricionista constituiu a única característica administrativa que resultou em modificação no perfil das unidades de alimentação e nutrição analisadas, ou seja, a presença de nutricionista aparentemente induz melhorias no índice de higiene da CC e elevação do valor calórico diário.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Rabelo &amp; Ruckert (2014) <xref ref-type="bibr" rid="B62">62</xref>]</td>
                           <td align="center">Scientific journal article</td>
                           <td> Present the trajectory of the country’s food and nutritional security policy, through its regulatory framework.<break/> Number of CK (N=24)</td>
                           <td>Literature review presenting a brief summary of the functioning of the network of public food and nutrition facilities (popular restaurants, community kitchens and food banks) in the city of Porto Alegre</td>
                           <td> 8 nutricionistas para 24 CC.<break/> Os autores destacam que as nutricionistas realizavam atividades de capacitação e, principalmente, efetivavam a articulação política, econômica e social na comunidade, através do Conselho de SAN.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Perin (2017) [<xref ref-type="bibr" rid="B63">63</xref>]</td>
                           <td align="center">Master’s Dissertation</td>
                           <td> Analyze the implementation of Community Kitchens in Porto Alegre based on Berman’s (2007) Micro-Implementation concept<break/> Number of CK (N=16)</td>
                           <td>This is an exploratory and descriptive case study, conducted from a qualitative perspective. The data for the study were obtained through bibliographic and field documentary research, in which coordinators, nutritionists and managers of seven CK were subjected to semi-structured interviews. Data analysis used the content analysis technique.</td>
                           <td> 3 nutricionistas para 16 CC.<break/> O autor destaca que a dinâmica de implementação das CC sofre influência de elementos do contexto político-institucional.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Vasconcelos et al. (2022) [<xref ref-type="bibr" rid="B64">64</xref>]</td>
                           <td align="center">Journal article</td>
                           <td>Contribute to improving access to healthy food for families in a neighborhood on the outskirts of the Municipality of Sobral through community, organic and sustainable gardens as a strategy to promote food and nutritional education (N=1)</td>
                           <td>Descriptive study with characteristics of community intervention under the qualitative approach</td>
                           <td>Não foi descrito o número de CC ou de nutricionista, pois o foco foi o público atendido. Contudo, os autores destacam que o profissional nutricionista mostrava-se indispensável para a manutenção da saúde, contribuindo efetivamente com o processo de mudança dos hábitos alimentares por meio da educação alimentar e nutricional.</td>
                        </tr>
                        <tr align="left" valign="top">
                           <td>Severo &amp; Oliveira (2023) [<xref ref-type="bibr" rid="B65">65</xref>]</td>
                           <td align="center">Undergraduate Course Completion Work</td>
                           <td> Propose improvements to the network of community kitchens in Porto Alegre managed by the Multiplicidade collective by analyzing its characteristics and main challenges<break/> Number of CK (N=2)</td>
                           <td>Data collection was carried out through semi-structured interviews with collective managers, kitchen managers and beneficiaries.</td>
                           <td>Não há acompanhamento de nutricionista nas CC.</td>
                        </tr>
                     </tbody>
                  </table>
               </table-wrap>
               <p>The studies found a number of nutritionists per facility lower than that standardized by the FNC [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>] and the MDS [<xref ref-type="bibr" rid="B13">13</xref>]. The studies by Nascimento and Quintão [<xref ref-type="bibr" rid="B60">60</xref>] and Rabelo and Ruckert [<xref ref-type="bibr" rid="B62">62</xref>] indicated an average of 1 nutritionist for every 3 CK. The study by Perin [<xref ref-type="bibr" rid="B63">63</xref>] showed an even lower average, that is, 1 nutritionist for every 5 CK. In the study by Severo and Oliveira [<xref ref-type="bibr" rid="B65">65</xref>], the CK were not monitored by nutritionists. And finally, in the national study by Sarti et al. [<xref ref-type="bibr" rid="B61">61</xref>], only 28% of the CK investigated reported a nutritionist in charge. The authors of the studies highlighted and promoted the importance of nutritionists in CK, mainly associating the professional with the quality of the diet and improvement of health, with the adequacy of regulations and good practices. And, in an isolated but no less important way, they enhanced the nutritionists’ role in the articulation of EqSAN with civil society to act as an intermediary between the latter and the state via the FNS council [<xref ref-type="bibr" rid="B60">60</xref>-<xref ref-type="bibr" rid="B62">62</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="B64">64</xref>].</p>
               <p>It is worth mentioning that a study was found, published in 2009 and not included in the bibliographic databases investigated, which reviewed a sample of community kitchens nationwide and considered the number of nutritionists in charge of the unit at that time. This study included a sample of 111 community kitchens, of which only 25% had a nutritionist on the staff [<xref ref-type="bibr" rid="B66">66</xref>].</p>
               <p>In general, we observed that in the studies on CK, the discussion about the presence of nutritionists attending the facility, was less notable when compared to the studies with popular-restaurants and food banks.</p>
            </sec>
         </sec>
         <sec sec-type="conclusions">
            <title>FINAL CONSIDERATIONS</title>
            <p>The difficulty in obtaining accurate data on the number of nutritionists in EqSAN highlights the need for greater organization and appreciation of FNS actions in Brazil. Despite searches in regulatory documents, scientific articles and databases, including requests to the FNC and CGESAN/MDS, we were not able to locate exact information. Hence, it is suggested that an official database and/or an annual national monitoring system be developed for EqSAN, covering the number of professionals working in those facilities, similar to the National School Feeding Program (PNAE).</p>
            <p>In addition, the standardization of EqSAN needs to be updated via government ordinance or decree. Studies indicate that the current legislation [<xref ref-type="bibr" rid="B08">8</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B23">23</xref>–<xref ref-type="bibr" rid="B25">25</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B38">38</xref>] is outdated, which weakens the attendance of nutritionists in those facilities. Current regulations [<xref ref-type="bibr" rid="B12">12</xref>–<xref ref-type="bibr" rid="B14">14</xref>], in addition to being obsolete, do not require a mandatory attendance of this professional in the food facilities compromising their recognition in SISAN.</p>
            <p>We emphasize that the dismantling of the National Food and Nutrition Policy in recent years has had an impact that still reverberates in EqSAN, but that it has been recuperating vigor since 2023. In this process, actions to promote food and nutrition are necessary at all management and execution levels. Here, we highlight some strategies that can contribute to the process of food and nutrition actions effectiveness, as well as helping the food facilities, namely: i) the need for better training of nutritionists to work in the area of food and nutrition; ii) increasing the number of vacancies for nutritionists in public food and nutrition endeavors and programs; iii) monitoring and inspection by legal councils, such as nutrition councils and food and nutrition councils; and iv) raising awareness and mobilizing the professional category to value and recognize the need and obligation of nutritionists in EqSAN.</p>
            <p>Although the FNC establishes recommendations on the number of nutritionists and their duties in those facilities, it is essential to reflect on the expected profile of this professional. FNC Resolution No. 600/2018 [<xref ref-type="bibr" rid="B10">10</xref>], with the exception of work in food banks, suggests that community kitchens and popular-restaurants should have duties similar to those of the Food and Nutrition Units. However, these spaces are not restricted in providing meals: these are sites that ensure rights and provide care to populations which are in social, food, and nutritional vulnerability. Thus, the work of the nutritionist must consider not only food production, but also the promotion of adequate and healthy eating, the creation of bonds with beneficiaries, and the understanding of the social context of users and collaborators, who often also face food and nutritional insecurity.</p>
            <p>As the main limitation of the study, we highlight the fact that the systematic search for scientific articles in Google Scholar was limited to page 5. On the other hand, we emphasize the breadth and scope of the five other databases included in the review. However, as researchers studying the subject, we chose to maintain this basis in order to illustrate how incipient the national scientific literature in the area still is. The fragile findings corroborate the reflections generated by the few reference studies on the subject. It is hoped, in this way, that the issues raised here can stimulate the look and consequent increase in the science behind these food outlets that have the role and potential to alleviate hunger and social inequalities in Brazil.</p>
         </sec>
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            <title>ACKNOWLEDGMENTS</title>
            <p>The authors are grateful to the Federal Nutrition Council for the dialogue established and to the General Coordination of Food and Nutrition Security Facilities, the Department for the Promotion of Adequate and Healthy Food, the National Secretariat for Food and Nutrition Security, the Ministry of Development and Social Assistance, Family and Fight against Hunger for providing the requested data.</p>
         </ack>
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               <label>How to cite this article:</label>
               <p>Oliveira JTC, Tenuta N, Gabriel CG, Vasconcelos FAG. Food and Nutritional Safety Facilities and nutritionists’ actions: elements for reflection. Rev Nutr. 2025;38:e240130. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.1590/1678-9865202538e240130en">https://doi.org/10.1590/1678-9865202538e240130en</ext-link></p>
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