A educação nutricional nos programas oficiais de prevenção da deficiência da vitamina A no Brasil
Palavras-chave:
Deficiência de vitamina A, Educação alimentar e nutricional, Promoção da saúdeResumo
O objetivo deste artigo é identificar a inserção da Educação Nutricional nos programas oficiais brasileiros de combate à deficiência de vitamina A no Brasil, no período de 1968 a 2008. A metodologia utilizada foi pesquisa bibliográfica e pesquisa documental, onde foram analisados documentos oficiais, arquivados na Coordenação Geral de Políticas de Alimentação e Nutrição, do Ministério da Saúde, referentes aos programas governamentais nacionais para a prevenção e controle da Deficiência de Vitamina A. Descreve-se a trajetória da Educação Nutricional nos programas oficiais de combate à Deficiência de Vitamina A no Brasil, desde sua implantação até os dias atuais, constatando-se que a prática de Educação Nutricional é recomendada, porém não executada. Isso ocorre porque as ações propostas nos programas oficiais são sugeridas como ações pontuais, ao invés de estarem inseridas em uma política pública de promoção da saúde. Nesse sentido, o atual programa de prevenção e combate a essa Deficiência evoluiu, pois recomenda o aleitamento materno e a alimentação saudável - medidas de promoção da saúde -, como essenciais para a sua prevenção. Conclui-se que, à medida que a Educação Nutricional avance e se estabeleça como parte de uma política pública intersetorial de promoção para a saúde, a alimentação saudável passe a fazer parte da vida dos brasileiros, prevenindo não apenas a Deficiência de Vitamina A, mas, também, outras doenças carenciais e as crônicas não transmissíveis.
Downloads
Referências
World Health Organization. The global prevalence of vitamin a deficiency. Micronutrient Deficiency Information System (MDIS). Geneva: WHO;1995.
Diniz AS Santos LMP. Hipovitaminose A e xeroftalmia. J Pediatr (Rio de Janeiro). 2000; 76(3):311-22. doi: 10.1590/S1519-38292007000100008.
Dolinsky M, Ramalho RA. Deficiência de vitamina A: uma revisão atualizada. Comp Nutr. 2003; 2(4): 2-17.
Geraldo RRC, Paiva SAR, Pitas AMCS, Godoy I, Campana A. Distribuição da hipovitaminose A no Brasil nas últimas décadas: ingestão alimentar, sinais clínicos e dados bioquímicos. Rev Nutr. 2003; 4(16):443-60. doi: 10.1590/S1415-52732003000400008.
Milagres RCRM, Nunes LC, Pinheiro-Sant´ana HM. A deficiência de vitamina A em crianças no Brasil e no mundo. Ciênc Saúde Colet. 2007; 5(12): 1253-66. doi: 10.1590/S1413-81232007000500023.
Ramalho RA, Flores H, Saunders C. Hipovitaminose A no Brasil: um problema de saúde pública. Pan Am J Public Health. 2002; 2(12):117-22.
Souza WA, Villas Boas OMGC. A deficiência de vitamina A no Brasil: um panorama. Rev Panam Salud Publica. 2002; (12)3:173-9.
Brasil. Ministério da Saúde. Carências de micronutrientes. Brasília: MS; 2007. Cadernos de Atenção Básica, 20.
Brasil. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A. Brasília: Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição; 1994.
Roncada MJ. Vitaminas lipossolúveis. In: Dutra de Oliveira JE, Marchini JS. Ciências nutricionais. São Paulo: Sarvier; 2000.
Gil AC. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas; 2007.
Araújo RL. Situação alimentar e nutricional do Brasil. Brasília: Tipogresso;1989.
Brasil. Ministério da Saúde. Hipovitaminose A no Brasil. Documento Básico. Brasília: Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição; 1977. 14. Lobato A. Projetos e programas para o controle da hipovitaminose A no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde; 1998.
Brasil. Ministério da Saúde. Combate à Hipovitaminose A no Brasil. Projeto Preliminar. Brasília: Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição; 1981.
Organização Mundial de Saúde. Vitamina A na gestação e lactação: recomendações e relatório de uma consultoria. Recife: Centro Colaborador de Alimentação e Nutrição do Nordeste; 2001.
Martins MC, Oliveira YP, Coitinho DC, Santos LMP. Panorama das ações de controle da deficiência de vitamina A no Brasil. Rev Nutr. 2007; 20(1):5-18. doi: 10.1590/S1415-52732007000100001.
Brasil. Ministério da Saúde. Cartilha: conheça a hipovitaminose A e aprenda a preveni-la. Brasília: Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição; 1994.
Brasil. Ministério da Saúde. Projeto Suplementação de megadoses de vitamina A no pós-parto imediato nas maternidades/hospitais. Brasília: Secretaria de Políticas de Saúde; 2002.
Brasil. Ministério da Saúde. Vitamina A Mais: programa nacional de suplementação vitamina A. Brasília: Secretaria de Políticas de Saúde; 2004.
Martins MC, Santos LMP, Santos SMC, Araújo MPN, Lima AMP, Santana LAA. Avaliação de políticas públicas de segurança alimentar e combate à fome no período 1995-2002. Cad Saúde Pública. 2007; (23)9:2081-93. doi: 101590/S0102-311X2007009 0016.
Levy SN, Silva JJC, Cardoso IFR, Werberich PM, Montiani H, Carneiro RM. Educação em saúde: histórico, conceitos e propostas. Brasília: Ministério da Saúde. [Internet] [acesso 2008 set 20]. Disponível em: <http://www.datasus.gov.br/cns/datasus.htm>.
Boog MCF. Educação nutricional em serviços públicos de saúde. Cad Saúde Publica. 1999; 15(Sup.2): 139-47. doi: 10.1590/S0102311X1999000600014.
Ferreira VA, Magalhães, R. Nutrição e promoção da saúde: perspectivas atuais. Cad Saúde Pública. 2007; (23)7:1674-81. doi: 10.1590/S0102311X2007000700019.
Valente JC. Em busca de uma educação nutricional crítica. In: Fome e desnutrição, determinantes sociais. São Paulo: Cortez;1986. 26. Santos LAS. Educação alimentar e nutricional no contexto da promoção de práticas alimentares saudáveis. Rev Nutr. 2005; 18(5):681-92.
Valente JC. Direito humano à alimentação: desafios e conquistas. São Paulo: Cortez; 2002.
Organização Mundial de Saúde. Estratégia global para alimentação saudável, atividade física e saúde. Genebra: OMS; 2004.
Boog MCF. Educação nutricional: passado, presente e futuro. Rev Nutr. 1997 10(1):5-19.
Brasil. Ministério da Saúde. A Iniciativa de incentivo ao consumo de frutas, legumes e verduras (F,L &V) no Brasil: documento base. Brasília: Ministério da Saúde; 2004.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2023 Lívia Penna Firme RODRIGUES, Maria José RONCADA

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.






