Avaliação dos efeitos da semente de linhaça quando utilizada como fonte de proteína nas fases de crescimento e manutenção em ratos

Autores

  • Lavínia Leal SOARES Universidade Federal Fluminense
  • Juliana Tomaz PACHECO Universidade Federal Fluminense
  • Carolina Meano de BRITO Universidade Federal Fluminense
  • Aline de Andrade TROINA Universidade Federal Fluminense
  • Gilson Teles BOAVENTURA Universidade Federal Fluminense
  • Maria Angélica GUZMÁN-SILVA Universidade Federal Fluminense

Palavras-chave:

Crescimento, Linho, Ratos, Valor nutritivo

Resumo

Objetivo
O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade protéica da linhaça quando usada nas fases de crescimento e manutenção em ratos.

Métodos
Na primeira etapa utilizaram-se 18 Rattus norvegicus, Wistar, fêmeas, recém-desmamadas, recebendo água e ração à vontade. Estas foram distribuídas em 3 grupos (n=6): grupo linhaça - com dieta à base de linhaça, grupo controle - com dieta à base de caseína, grupo controle modificado - com dieta à base de caseína, com maior concentração de fibras e óleo. Na segunda etapa (após 28 dias de experimento) a dieta do grupo linhaça foi modificada, acrescentou-se 5,4% de caseína. Os demais grupos permaneceram com as mesmas dietas. Todas eram isoenergéticas e continham 10% de proteína. Os animais foram acompanhados até 180 dias de vida. Foram determinados o quociente de eficiência protéica e a albumina nas duas fases do experimento.

Resultados
Na primeira etapa, o grupo linhaça obteve quociente de eficiência protéica (0,8, DP=0,05) significantemente menor que o grupo controle (2,3, DP=0,1) e o controle modificado (2,3, DP=0,2). A concentração de albumina do grupo linhaça (3,0, DP=0,04g/dL) foi menor (p<0,01) que a do grupo controle (3,9, DP=0,06g/dL) e a do controle modificado (3,9, DP=0,01g/dL). Já na segunda etapa, o grupo linhaça modificado (1,2, DP=0,1) obteve maior (p<0,01) quociente de eficiência protéica que grupo controle (0,9, DP=0,02) e o controle modificado (0,9, DP=0,05). Não houve diferença significante no teor de albumina entre os grupos, caracterizando a recuperação da desnutrição.

Conclusão
Conclui-se que a linhaça não deve ser utilizada como fonte exclusiva de proteína, principalmente na fase de crescimento. 

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Publicado

30-08-2009

Como Citar

Leal SOARES, L., PACHECO, J. T., Meano de BRITO, C. ., de Andrade TROINA, A. ., Teles BOAVENTURA, G., & GUZMÁN-SILVA, M. A. (2009). Avaliação dos efeitos da semente de linhaça quando utilizada como fonte de proteína nas fases de crescimento e manutenção em ratos. Revista De Nutrição, 22(4). Recuperado de https://puccampinas.emnuvens.com.br/nutricao/article/view/9499

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS