<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article article-type="editorial" dtd-version="1.1" specific-use="sps-1.9" xml:lang="pt" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
    <front>
        <journal-meta>
            <journal-id journal-id-type="publisher-id">OA</journal-id>
            <journal-title-group>
                <journal-title>Revista Oculum Ensaios</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">OA</abbrev-journal-title>
            </journal-title-group>
			<issn pub-type="ppub">1519-7727</issn>
            <issn pub-type="epub">2318-0919</issn>
            <publisher>
                <publisher-name>Pontifícia Universidade Católica de Campinas</publisher-name>
            </publisher>
        </journal-meta>
        <article-meta>
            <article-id pub-id-type="doi">10.24220/2318-0919v21e2025a17738pt</article-id>
            <article-id pub-id-type="other">00001</article-id>
            <article-categories>
                <subj-group subj-group-type="heading">
                    <subject>Dossiê Envelhecimento, Território e Ambiente</subject>
                </subj-group>
            </article-categories>
            <title-group>
                <article-title>Editorial</article-title>
            </title-group>
            <contrib-group>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-5500-9828</contrib-id>
                    <name>
                        <surname>Fernandez</surname>
                        <given-names>Alejandro Pérez-Duarte</given-names>
                    </name>
                    <xref ref-type="aff" rid="aff01">1</xref>
                </contrib>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-2105-8557</contrib-id>
                    <name>
                        <surname>Samora</surname>
                        <given-names>Patrícia Rodrigues</given-names>
                    </name>
                    <xref ref-type="aff" rid="aff02">2</xref>
                    <xref ref-type="corresp" rid="c01"/>
                </contrib>
                <aff id="aff01">
                    <label>1</label>
                    <institution content-type="orgname">ITESO</institution>
                    <institution content-type="orgdiv1">Universidad Jesuita de Guadalajara</institution>
                    <addr-line>
                        <city>Guadalajara</city>
                        <state>Jalisco</state>
                    </addr-line>
                    <country country="MX">México</country>
                    <email>apdf@iteso.mx</email>
                    <institution content-type="original">ITESO, Universidad Jesuita de Guadalajara. Jalisco, México. E-mail: apdf@iteso.mx</institution>
                </aff>
                <aff id="aff02">
                    <label>2</label>
                    <institution content-type="orgname">Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)</institution>
                    <institution content-type="orgdiv1">Escola de Arquitetura, Artes e Design</institution>
                    <institution content-type="orgdiv2">Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo</institution>
                    <addr-line>
                        <city>Campinas</city>
                        <state>SP</state>
                    </addr-line>
                    <country country="BR">Brasil</country>
                    <email>patricia.samora@puc-campinas.edu.br</email>
                    <institution content-type="original">Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Escola de Arquitetura, Artes e Design, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo. Campinas, SP, Brasil. Correspondência para: P. R. Samora. E-mail: patricia.samora@puc-campinas.edu.br</institution>
                </aff>
            </contrib-group>
            <author-notes>
                <corresp id="c01">Correspondência para: P. R. Samora. <italic>Email</italic>: <email>patricia.samora@puc-campinas.edu.br</email></corresp>
            </author-notes>
            <pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
                <day>00</day>
                <month>00</month>
                <year>2025</year>
            </pub-date>
            <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
                <year>2025</year>
            </pub-date>
            <volume>22</volume>
            <elocation-id>e2517738</elocation-id>
            <permissions>
                <license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
                </license>
            </permissions>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <p>Neste segundo número do Dossiê Envelhecimento, Território e Ambiente são apresentados nove trabalhos, que estão aqui agrupados em três categorias, de acordo com o seu conteúdo, e que complementam as entradas temáticas observadas no número anterior.</p>
        <p>Dentro da primeira categoria de obras estão as de políticas públicas. O estudo de Vaccaro, Martins e Gomes observa a dinâmica do <italic>Fundo de Direitos das Pessoas Idosas no Brasil</italic>, mecanismo que atua no país desde 1994 e que permite alocar recursos financeiros aplicáveis às cidades. Com base no desempenho do fundo com dados recentes, há uma heterogeneidade territorial significativa, pois os estados do Sul e Sudeste respondem por quase dois terços do valor total movimentado no ano, o que mostra a necessidade de resolver questões operacionais, especialmente em áreas com maiores necessidades.</p>
        <p>O estudo <italic>A integração do planejamento climático à agenda de Cidades Amigas do Idoso na América Latina</italic>: <italic>um debate necessário</italic>, de Salvalaio, Rembiski e Alvarez, explora a atual dupla agenda das cidades: por um lado, a cidade amiga da pessoa idosa e, por outro, o compromisso com os aspectos relacionados às mudanças climáticas. A partir de uma lista de cidades latino-americanas que pertencem a programas relacionados a essas duas linhas de trabalho, são extraídos estudos de caso e identificadas desconexões em aspectos que devem ser trabalhados de forma coordenada, especialmente no que diz respeito à atenção à vulnerabilidade dos idosos a ondas de calor e situações semelhantes.</p>
        <p>A segunda categoria corresponde à mobilidade urbana, com quatro trabalhos. O primeiro, de Cerqueira e colaboradores, intitulado <italic>Mobilidade de idosos e estrutura familiar</italic>, explora a mobilidade motorizada de idosos na região metropolitana de Belo Horizonte por meio da aplicação de quase 500 questionários origem-destino, com o objetivo de identificar padrões. Entre outros resultados, observa-se um número significativamente maior de viagens do grupo masculino, que diminui mais rapidamente com o aumento da idade, o que evidencia uma questão fundamental do envelhecimento latino-americano: a necessidade de manter a atividade laboral após os 60 anos.</p>
        <p>O artigo <italic>Os espaços livres públicos de lazer e a caminhada recreativa de pessoas com 60 anos ou mais</italic>, de Demarco e Casarin, analisa um banco de dados que complementa outro artigo publicado na primeira edição do Dossiê Envelhecimento, território e meio ambiente, de Schmitt <italic>et al</italic>. (2024), e compara dois grupos de idosos com base na distância que caminham: os que caminham mais e os que caminham menos. Ao observar o ambiente urbano de cada grupo, identificam aspectos qualitativos que são derivados da literatura, como acessibilidade, paisagem, segurança, diversidade de usos do solo, entre outros, o que corrobora a hipótese de que, quanto maior a qualidade do ambiente urbano, maior o incentivo à caminhada.</p>
        <p>A pesquisa <italic>Caminhos para a mobilidade e acessibilidade urbana: desafios e percepções da Terceira Idade na cidade de Pelotas (Rio Grande do Sul)</italic>, de Xavier e colaboradores, realiza mapeamento participativo e grupos focais em três cidades brasileiras para identificar aspectos relevantes para a caminhada de idosos. Reconhece-se um forte apego ao seu bairro, uma vez que, apesar dos problemas (manutenção dos pavimentos, insegurança <italic>etc</italic>.), os idosos não desejam mudar-se, pois “não o trocariam por outro”. Isso evidencia a importância da ligação emocional com o local no processo de envelhecimento.</p>
        <p>A última categoria de trabalhos refere-se aos estudos habitacionais. Rachid e Bestetti revisam a literatura sobre o modelo de <italic>Senior Cohousing</italic> – termo que, na literatura em língua portuguesa, aparece como “Cohousing Sênior” – e, para isso, utilizaram uma grande amostra escolhida entre 11 bases de dados, nas quais encontraram 1.353 artigos publicados, sendo 72 utilizados para revisão de conteúdo. O grande número de publicações indica que se trata de um modo de vida que tem sido amplamente observado nos últimos tempos, o que mostra que o modelo dinamarquês merece atenção, principalmente na América Latina, onde o número de estudos é pequeno. É apontado como uma solução de espaço doméstico que promove autonomia e reduz custos operacionais, mas também tem a capacidade de oferecer suporte socioemocional. No entanto, também apresenta desafios importantes, como as relações sociais.</p>
        <p>O artigo <italic>Habitação multifamiliar vertical contemporânea</italic>: <italic>desafios frente às mudanças no perfil etário da população</italic>, de Bazzarella e Ramos, busca diferenciar o nicho do mercado imobiliário de arranha-céus voltados para idosos por meio de quase 100 questionários. Os resultados mostram uma preferência pela proximidade de comércios, praças e áreas verdes, e, no interior, destacam-se aspectos de acessibilidade e conforto universais.</p>
        <p>O último da categoria, intitulado <italic>Avaliação da resiliência de moradias em relação aos impactos decorrentes do envelhecimento</italic>, de Braga e Villa, aplica questionários e realiza observação direta em 11 domicílios do programa habitacional <italic>Minha Casa Minha Vida (MCMV)</italic>, em Minas Gerais, para avaliar a resiliência da habitação ao envelhecimento. Os resultados mostram aspectos que necessitam de atenção especial, principalmente relacionados à visão (iluminação, abertura de janelas), à locomoção (abertura de portas, degraus) e ao conforto ambiental, entre outros.</p>
        <p>E, fechando o bloco, o artigo <italic>Relações espaciais e ambiências sensíveis no cotidiano de pessoas idosas com Doença de Alzheimer</italic>, de Salarini da Rosa, Duarte e Damazio, aborda um subgênero habitacional especializado em Alzheimer e realiza um estudo etnográfico a partir dos casos de quatro mulheres em uma instituição de longa permanência (ILPI). Em uma narrativa envolvente, os autores descrevem relações espaciais e objetos que potencializam memórias emocionais e reconhecem pontos nodais no espaço, como aqueles que fomentam os contatos interpessoais ou com a natureza. Esses aspectos devem ser prescritivos de uma arquitetura mais sensível às necessidades dessa fase da vida, à qual todos aspiramos chegar.</p>
        <p>Espera-se, com este e o número anterior, poder abrir um amplo debate no Brasil – estendendo-se à América Latina – sobre a necessidade urgente de entender que o envelhecimento ocorre de forma situada, e que é impossível estudar o fenômeno se não estiver associado ao habitat, ao território e ao espaço. Um apelo dirigido a arquitetos e urbanistas.</p>
    </body>
    <back>
        <fn-group>
            <title>Notas</title>
            <fn fn-type="other">
                <label>Como citar este artigo:</label>
                <p>Pérez-Duarte Fernandez, A.; Samora, P.R. Editorial. <italic>Oculum Ensaios</italic>, v. 22, e2517738. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.24220/2318-0919v21e2025a17738pt">https://doi.org/10.24220/2318-0919v21e2025a17738pt</ext-link></p>
            </fn>
        </fn-group>
    </back>
    <sub-article article-type="translation" id="s01" xml:lang="en">
        <front-stub>
            <article-id pub-id-type="doi">10.24220/2318-0919v21e2024a14882en</article-id>
            <article-categories>
                <subj-group subj-group-type="heading">
                    <subject>EDITORIAL</subject>
                </subj-group>
            </article-categories>
            <title-group>
                <article-title>Dossier on Aging, Territory and Environment</article-title>
            </title-group>
            <contrib-group>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-5500-9828</contrib-id>
                    <name>
                        <surname>Fernandez</surname>
                        <given-names>Alejandro Pérez-Duarte</given-names>
                    </name>
                    <xref ref-type="aff" rid="aff03">1</xref>
                </contrib>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-2105-8557</contrib-id>
                    <name>
                        <surname>Samora</surname>
                        <given-names>Patrícia Rodrigues</given-names>
                    </name>
                    <xref ref-type="aff" rid="aff04">2</xref>
                    <xref ref-type="corresp" rid="c02"/>
                </contrib>
                <aff id="aff03">
                    <label>1</label>
                    <institution content-type="orgname">ITESO</institution>
                    <institution content-type="orgdiv1">Universidad Jesuita de Guadalajara</institution>
                    <addr-line>
                        <city>Guadalajara</city>
                        <state>Jalisco</state>
                    </addr-line>
                    <country country="MX">México</country>
                    <email>apdf@iteso.mx</email>
                    <institution content-type="original">ITESO, Universidad Jesuita de Guadalajara. Jalisco, México. E-mail: apdf@iteso.mx</institution>
                </aff>
                <aff id="aff04">
                    <label>2</label>
                    <institution content-type="orgname">Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)</institution>
                    <institution content-type="orgdiv1">Escola de Arquitetura, Artes e Design</institution>
                    <institution content-type="orgdiv2">Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo</institution>
                    <addr-line>
                        <city>Campinas</city>
                        <state>SP</state>
                    </addr-line>
                    <country country="BR">Brasil</country>
                    <email>patricia.samora@puc-campinas.edu.br</email>
                    <institution content-type="original">Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Escola de Arquitetura, Artes e Design, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo. Campinas, SP, Brasil. Correspondência para: P. R. Samora. E-mail: patricia.samora@puc-campinas.edu.br</institution>
                </aff>
            </contrib-group>
            <author-notes>
                <corresp id="c02">Correspondência para: P. R. Samora. <italic>Email</italic>: <email>patricia.samora@puc-campinas.edu.br</email></corresp>
            </author-notes>
        </front-stub>
        <body>
            <p>In this second issue of the <italic>Dossier on Aging, Territory, and Environment</italic>, we present nine papers organized into three thematic categories that complement the themes explored in the previous edition.</p>
            <p>The first category includes studies on public policies. The paper by Vaccaro, Martins, and Gomes examines the dynamics of the <italic>Fund for the Rights of the Elderly in Brazil</italic>, a mechanism has operated in Brazil since 1994 and enables the allocation of financial resources to municipalities. Based on recent data on the fund’s performance, there is significant territorial heterogeneity, as the southern and southeastern states account for almost two-thirds of the total amount allocated in the year, revealing the need to address operational issues, particularly in areas with greater needs.</p>
            <p>The study <italic>Integrating climate planning into the Age-Friendly Cities agenda in Latin America</italic>: <italic>a necessary debate</italic>, by Salvalaio, Rembiski, and Álvarez explores the current double agenda of cities: on one hand, becoming age-friendly, and on the other, addressing the challenges posed by climate change. The authors analyze a list of Latin American cities involved in both initiatives, extract case studies, and reveal gaps that require coordinated responses, particularly concerning the vulnerability of older adults to heatwaves and related challenges.</p>
            <p>The second category focuses on urban mobility and comprises four papers. The first, by Cerqueira and collaborators, entitled <italic>Mobility of the elderly and family structure</italic>, explores the motorized mobility of older adults in the metropolitan region of Belo Horizonte through nearly 500 origin–destination questionnaires, aiming to identify patterns. Among other findings, there is a significantly higher number of trips made by men, which decreases more rapidly with age, highlighting a fundamental issue of Latin American aging: the need to remain in the workforce after the age of 60.</p>
            <p>The article <italic>Public recreational spaces and recreational walking for people aged 60 and over</italic>, by Demarco and Casarin analyzes a database that complements another paper published in the first issue of the <italic>Aging, Territory, and Environment Dossier</italic> by Schmitt <italic>et al</italic>. (2024). It compares two groups of older adults based on walking distance: those who walk more and those who walk less. By observing the urban environment of each group, the authors identify qualitative aspects drawn from the literature – such as accessibility, landscape, safety, and land-use diversity – which corroborate the hypothesis that the higher the quality of the urban environment, the stronger the incentive to walk.</p>
            <p>The study <italic>Paths to urban mobility and accessibility</italic>: <italic>challenges and perceptions of senior citizens in the city of Pelotas (Rio Grande do Sul)</italic>, by Xavier <italic>et al</italic>., employs participatory mapping and focus groups in three Brazilian cities to identify factors influencing older adults’ walking practices. A strong attachment to their neighborhood is recognized, since, despite problems (such as poor pavement maintenance and insecurity), residents do not wish to move, stating that they “would not switch it for another,” which highlights the emotional bond with place in the aging process.</p>
            <p>The final category concerns housing studies. Rachid and Bestetti review the literature on the <italic>Senior Cohousing</italic> model – which, in Portuguese-language literature, appears as <italic>Cohousing Sênior</italic> – using a large sample drawn from 11 databases, in which they identified 1,353 published articles and selected 72 for content review. The large number of publications suggests that this lifestyle has been widely observed in recent years, indicating that the Danish model warrants attention, particularly in Latin America, where studies remain scarce. The authors present it as a housing model that promotes autonomy, cuts operational costs, and offers socioemotional support. However, it also faces significant challenges, particularly in terms of social relations.</p>
            <p>The article <italic>Contemporary vertical multifamily housing</italic>: <italic>challenges in the face of changes in the age profile of the population</italic>, by Bazzarella and Ramos aims to characterize the niche of high-rise residential buildings targeted at older adults, based on nearly 100 questionnaires. The results indicate a preference for proximity to commercial areas, plazas, and green spaces, as well as features of universal accessibility and comfort features within the buildings.</p>
            <p>The last in the category, entitled <italic>Assessment of the resilience of homes in relation to the impacts of aging</italic>, by Braga and Villa, employs questionnaires and conducts direct observations in 11 homes of the <italic>Minha Casa Minha Vida (MCMV)</italic> housing program in Minas Gerais to assess housing resilience in relation to aging. The results highlight aspects that require special attention, mainly related to vision (lighting, window openings), mobility (doorways, steps), and temperature, among other factors.</p>
            <p>Finally, the paper <italic>Spatial relationships and sensitive environments in the daily lives of elderly people with Alzheimer’s disease</italic>, by Salarini da Rosa, Duarte, and Damazio addresses a specialized housing subgenre for Alzheimer’s patients, presenting an ethnographic study based on four women living in a long-term care institution. Through an engaging narrative, the authors describe spatial relationships and objects that trigger emotional memories, identifying nodal points in space – those that foster interpersonal or nature-based interactions. These aspects should inform an architecture that is more sensitive to the needs of this stage of life – one to which we all aspire to reach.</p>
            <p>With this and the previous issue, we aim to initiate a broad debate in Brazil – and across Latin America – on the urgent need to recognize that aging is a situated process, and that it is impossible to study this phenomenon without being immersed in the habitat, territory, and space – a call addressed to architects and urban planners.</p>
        </body>
        <back>
            <fn-group>
                <fn fn-type="other">
                    <label>How to cite this article:</label>
                    <p>Pérez-Duarte Fernandez, A.; Samora, P.R. Editorial. <italic>Oculum Ensaios</italic>, v. 22, e2517738. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.24220/2318-0919v21e2025a17738en">https://doi.org/10.24220/2318-0919v21e2025a17738en</ext-link></p>
                </fn>
            </fn-group>
        </back>
    </sub-article>
    <sub-article article-type="translation" id="s02" xml:lang="es">
        <front-stub>
            <article-id pub-id-type="doi">10.24220/2318-0919v21e2024a14882es</article-id>
            <article-categories>
                <subj-group subj-group-type="heading">
                    <subject>EDITORIAL</subject>
                </subj-group>
            </article-categories>
            <title-group>
                <article-title>Dossier Envejecimiento, Territorio y Ambiente</article-title>
            </title-group>
            <contrib-group>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-5500-9828</contrib-id>
                    <name>
                        <surname>Fernandez</surname>
                        <given-names>Alejandro Pérez-Duarte</given-names>
                    </name>
                    <xref ref-type="aff" rid="aff05">1</xref>
                </contrib>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-2105-8557</contrib-id>
                    <name>
                        <surname>Samora</surname>
                        <given-names>Patrícia Rodrigues</given-names>
                    </name>
                    <xref ref-type="aff" rid="aff06">2</xref>
                    <xref ref-type="corresp" rid="c03"/>
                </contrib>
                <aff id="aff05">
                    <label>1</label>
                    <institution content-type="orgname">ITESO</institution>
                    <institution content-type="orgdiv1">Universidad Jesuita de Guadalajara</institution>
                    <addr-line>
                        <city>Guadalajara</city>
                        <state>Jalisco</state>
                    </addr-line>
                    <country country="MX">México</country>
                    <email>apdf@iteso.mx</email>
                    <institution content-type="original">ITESO, Universidad Jesuita de Guadalajara. Jalisco, México. E-mail: apdf@iteso.mx</institution>
                </aff>
                <aff id="aff06">
                    <label>2</label>
                    <institution content-type="orgname">Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)</institution>
                    <institution content-type="orgdiv1">Escola de Arquitetura, Artes e Design</institution>
                    <institution content-type="orgdiv2">Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo</institution>
                    <addr-line>
                        <city>Campinas</city>
                        <state>SP</state>
                    </addr-line>
                    <country country="BR">Brasil</country>
                    <email>patricia.samora@puc-campinas.edu.br</email>
                    <institution content-type="original">Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Escola de Arquitetura, Artes e Design, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo. Campinas, SP, Brasil. Correspondência para: P. R. Samora. E-mail: patricia.samora@puc-campinas.edu.br</institution>
                </aff>
            </contrib-group>
            <author-notes>
                <corresp id="c03">Correspondência para: P. R. Samora. <italic>Email</italic>: <email>patricia.samora@puc-campinas.edu.br</email></corresp>
            </author-notes>
        </front-stub>
        <body>
            <p>En este segundo número de Dossier Envejecimiento, Territorio y Ambiente se presentan nueve trabajos, que se agrupan aquí en tres categorías según su contenido y que complementan las entradas temáticas observadas en el número anterior.</p>
            <p>Dentro de la primera categoría de trabajos están los de políticas públicas. El estudio de Vaccaro, Martins y Gomes observa la dinámica del <italic>Fundo de Direitos das Pessoas Idosas en Brasil</italic>, un mecanismo que funciona en Brasil desde 1994 y que permite destinar recursos financieros aplicables a los municipios. Basándose en el rendimiento del fondo y en datos recientes, se observa una importante heterogeneidad territorial, ya que los estados del Sur y Sudeste concentran cerca de dos terceras partes del valor total movilizado en el año, lo que evidencia la necesidad de resolver cuestiones operativas, sobre todo en zonas con más necesidades.</p>
            <p>El estudio <italic>La integración de la planificación climática en la agenda de Ciudades Amigas de las Personas Mayores en América Latina</italic>: <italic>un debate necesario</italic>, de Salvalaio, Rembiski y Álvarez explora la doble agenda actual de las ciudades: por un lado, la creación de entornos amigables con las personas mayores y, por otro, el compromiso con aspectos relacionados con el cambio climático. A partir de una lista de ciudades latinoamericanas que pertenecen a programas relacionados con estas dos líneas de trabajo, se extraen casos de estudio y se identifican desconexiones en aspectos que deberían trabajarse de forma coordinada, sobre todo en lo que respecta a la atención de la vulnerabilidad de las personas mayores frente a las olas de calor y situaciones similares.</p>
            <p>La segunda categoría corresponde a la movilidad urbana, con cuatro trabajos. El primero, de Cerqueira y colaboradores, titulado <italic>Movilidad de las personas mayores y estructura familiar</italic>, explora la movilidad motorizada de las personas mayores dentro del área metropolitana de Belo Horizonte mediante la aplicación de casi 500 cuestionarios origen-destino, con el objetivo de identificar patrones. Entre otros resultados, se observa un número significativamente mayor de viajes por parte del grupo masculino, que disminuye más rápidamente conforme aumenta la edad, lo que pone de manifiesto una cuestión fundamental del envejecimiento latinoamericano: la necesidad de mantener la actividad laboral después de los 60 años.</p>
            <p>El artículo <italic>Los espacios públicos libres de ocio y las caminatas recreativas de personas mayores de 60 años</italic>, de Demarco y Casarin analiza una base de datos que complementa otro artículo publicado en el primer número del Dossier Envejecimiento, territorio y medio ambiente, de Schmitt <italic>et al</italic>. (2024), y compara dos grupos de personas mayores en función de la distancia que caminan: aquellos que caminan más y los que menos. Al observar el entorno urbano de cada grupo, se identifican aspectos cualitativos derivados de la literatura, como la accesibilidad, el paisaje, la seguridad, la diversidad de usos del suelo, <italic>etc</italic>., lo que corrobora la hipótesis de que, a mayor calidad del ambiente urbano, mayor es el incentivo para caminar.</p>
            <p>La investigación <italic>Caminos hacia la movilidad y la accesibilidad urbana</italic>: <italic>retos y percepciones de la tercera edad en la ciudad de Pelotas (Rio Grande do Sul)</italic>, de Xavier y colaboradores, realiza un mapeo participativo y grupos focales en tres ciudades brasileñas para identificar aspectos relevantes para la caminata de las personas mayores. Se reconoce un fuerte arraigo al barrio, ya que, a pesar de los problemas (mantenimiento de las aceras, inseguridad, <italic>etc</italic>.), no desean mudarse, pues «no lo cambiarían por otro». Eso pone de manifiesto la importancia de la conexión emocional con el lugar en el envejecimiento.</p>
            <p>La última categoría de trabajos se refiere a estudios sobre vivienda. Rachid y Bestetti revisan la literatura sobre el modelo del Senior Cohousing – término en la actualidad se ha adaptado al portugués como “Cohousing Sénior” –, y para ello utilizaron una amplia muestra elegida entre 11 bases de datos en encontrando 1.353 artículos publicados, de los cuales 72 fueron seleccionados para la revisión de contenido. La amplia cantidad de publicaciones indica que se trata de una forma de habitar ampliamente observada en los últimos tiempos, lo que demuestra que el modelo danés merece atención, sobre todo en América Latina, donde el número de estudios es reducido. Se lo señala como una solución de espacio doméstico que apoya la autonomía y reduce los costes operativos, pero también tiene la capacidad de ofrecer soporte socioemocional. No obstante, también plantea importantes desafíos, como las relaciones sociales.</p>
            <p>El artículo <italic>Vivienda multifamiliar vertical contemporánea</italic>: <italic>retos ante los cambios en el perfil de edad de la población</italic>, de Bazzarella y Ramos busca diferenciar el nicho de mercado inmobiliario de viviendas en altura orientado a personas mayores mediante casi 100 cuestionarios. Los resultados muestran una preferencia por la cercanía a comercios, las plazas y las áreas verdes, y, en el interior, destacan aspectos de accesibilidad universal y confort.</p>
            <p>El último de la categoría, titulado <italic>Evaluación de la resiliencia de las viviendas frente a los impactos derivados del envejecimiento</italic>, de Braga y Villa, aplica cuestionarios y realiza una observación directa en 11 viviendas del programa habitacional <italic>Minha Casa Minha Vida (MCMV)</italic> en Minas Gerais para evaluar la resiliencia de la vivienda frente al envejecimiento. Los resultados muestran aspectos que requieren atención especial, principalmente relacionados con la visión – iluminación, apertura de ventanas –; los desplazamientos – apertura de puertas, escalones –; y el control de la temperatura, entre otros.</p>
            <p>Y cerrando el bloque, el escrito <italic>Relaciones espaciales y ambientes sensibles en la vida cotidiana de las personas mayores con enfermedad de Alzheimer</italic>, de Salarini da Rosa, Duarte y Damazio aborda un subgénero habitacional especializado en el Alzheimer y realiza un estudio etnográfico basado en los casos de cuatro mujeres en una institución de larga permanencia (ILPI). En un relato de gran sensibilidad, describen las relaciones espaciales y los objetos que potencian los recuerdos emocionales, y reconocen puntos nodales del espacio, como aquellos que favorecen los contactos interpersonales o con la naturaleza. Estos aspectos deberían servir de base para una arquitectura más sensible a las necesidades de esta etapa de la vida, a la que todos aspiramos llegar.</p>
            <p>Se espera, con este y el número anterior, poder abrir un debate amplio en Brasil – extensible a América Latina – sobre la urgente necesidad de entender que el envejecimiento ocurre de forma situada y que es imposible estudiar el fenómeno si no es al lado del hábitat, del territorio y del espacio. Un llamado dirigido a arquitectos y urbanistas.</p>
        </body>
        <back>
            <fn-group>
                <fn fn-type="other">
                    <label>Cómo citar este artículo:</label>
                    <p>Pérez-Duarte Fernandez, A.; Samora, P.R. Editorial. <italic>Oculum Ensaios</italic>, v. 22, e2517738. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.24220/2318-0919v21e2025a17738es">https://doi.org/10.24220/2318-0919v21e2025a17738es</ext-link></p>
                </fn>
            </fn-group>
        </back>
    </sub-article>
</article>