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                <journal-title>Revista Oculum Ensaios</journal-title>
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            <issn pub-type="epub">2318-0919</issn>
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                <publisher-name>Pontifícia Universidade Católica de Campinas</publisher-name>
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                <article-title>UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA E AS RUÍNAS DA ROMA DOS TRÓPICOS</article-title>
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                    <trans-title>UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA AND THE RUINS OF THE ROME OF THE TROPICS</trans-title>
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                        <surname>GODOI</surname>
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                <institution content-type="orgname">Universidade de São Paulo</institution>
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                <email>fabricio.godoi@usp.br</email>
                <institution content-type="original">Universidade de São Paulo | Instituto de Arquitetura e Urbanismo | Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo | Av. Trabalhador São Carlense, 400, Centro, 13566-590, São Carlos, SP, Brasil | E-mail: fabricio.godoi@usp.br</institution>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (<italic>Open Access</italic>) sob a licença <italic>Creative Commons Attribution</italic>, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.</license-p>
                </license>
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            <abstract>
                <title>RESUMO</title>
                <p>A poderosa ideia de Darcy Ribeiro, a “Roma dos Trópicos”, seria constituída na América Latina. A cidade de Brasília, construída para ser capital do maior país da região, seria a semente dessa nova civilização. A Universidade de Brasília, mais especificamente, seria o lugar do pensamento e reflexão, de onde partiria o novo arranjo epistemológico dessa civilização. O projeto do campus universitário, oriundo das diretrizes tracejadas por Lucio Costa e depois concluído por Oscar Niemeyer, resultou em um arranjo urbanístico e arquitetônico que respondia às necessidades administrativas, pedagógicas e culturais desejadas por seus fundadores, em especial as preconizadas por Darcy Ribeiro. Esse arranjo espacial tinha importância fundamental, quase no mesmo patamar que o projeto institucional e científico. Mas, no decorrer da história, foi brutalmente interrompido; depois, profundamente modificado; e finalmente, mesmo considerando os significativos avanços recentes, o que permanece da proposta original (arquitetônica, urbanística e institucional) está em constante risco. É preciso, portanto, retomar as ideias fundadoras, visando o futuro.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>ABSTRACT</title>
                <p>Darcy Ribeiro's powerful idea, the “Rome of the Tropics”, would be constituted in Latin America. The city of Brasilia, built to be the capital of the largest country in the region, would be the seed of this new civilization. The University of Brasília, more specifically, would be the place of thought, from which the new epistemological arrangement of this civilization would depart. The university campus design, derived from the guidelines drafted by Lucio Costa and later completed by Oscar Niemeyer, resulted in an urban and architectural arrangement that responded to the administrative, pedagogical and cultural needs desired by its founders, especially those advocated by Darcy Ribeiro. This spatial arrangement was of fundamental importance, almost at the same level as the institutional and scientific project. But in the course of history, it was brutally interrupted. Then, deeply modified. Finally, even considering the significant recent advances, what remains of the original proposal (architectural, urban and institutional) is at constant risk. Therefore, it is necessary to take back the founding ideas, looking to the future.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>PALAVRAS-CHAVE</title>
                <kwd>Arquitetura Moderna</kwd>
                <kwd>Campus Universitário</kwd>
                <kwd>Darcy Ribeiro</kwd>
                <kwd>Lucio Costa</kwd>
                <kwd>Oscar Niemeyer</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>KEYWORDS</title>
                <kwd>Modern Architecture</kwd>
                <kwd>University Campus</kwd>
                <kwd>Darcy Ribeiro</kwd>
                <kwd>Lucio Costa</kwd>
                <kwd>Oscar Niemeyer</kwd>
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        <sec>
            <title>A ROMA DOS TRÓPICOS</title>
            <p>A “ROMA DO FUTURO”, segundo José Enrique Rodó em Ariel, seria construída pela civilização latino-americana. Aqui se produziria a cultura que poderia ser considerada como a descendente direta do classicismo greco-romano, amiga da “arte verdadeira” e fiel à ciência desinteressada, em claro contraponto ao utilitarismo que a civilização anglo-saxã privilegiava em seus modos de viver e produzir. Na virada do século XIX para o século XX, quando escrita, essa obra teve ampla recepção<xref ref-type="bibr" rid="B01">1</xref>. Algumas décadas após o sucesso desse opúsculo, a ideia de uma nova Roma é retomada por Darcy Ribeiro. Percebe-se, em toda a sua obra, ora um condescendente olhar nesse sentido analítico, ora explícitas propostas de construção dessa nova civilização, que ganha o nome de “Roma dos Trópicos” (<xref ref-type="bibr" rid="B17">RIBEIRO, 2006</xref>, p. 411). Ainda que sintetizada apenas na conclusão de “O Povo Brasileiro” (entre 1995 e 1996), o autor sempre imaginou uma civilização com um modo de vida próprio; sem determinismos geográficos, mas se adequando ao clima (ou aos climas), à natureza e aos costumes sociais. Se incluirmos os romances nesse exercício criativo, complementando sua obra de caráter mais acadêmico, podemos imaginar um arranjo social único, ousado, e que se constituiria em um ambiente onírico. Essa paisagem se fundiria no Brasil. Seria precisamente aqui o lugar onde a experiência clássica poderia ser depurada e atualizada, produzindo e sendo produto dessa paisagem, no contexto de um lugar com um povo novo<xref ref-type="bibr" rid="B02">2</xref>.</p>
            <p>A materialização dessa civilização tinha como semente a cidade de Brasília. Construída em um episódico épico (ou talvez epopeico) da história da nação, é descendente de uma orientação historicamente consolidada, já que sua realização era prevista desde 1789 nos “Autos da Devassa” da Inconfidência Mineira. Juscelino Kubitschek foi o ator político que finalmente a mandou construir. Em uma passagem de seu texto “Por que construí Brasília”, JK descreve um sonho-visão de Dom Bosco, destacando o trecho que dizia que ali (onde viria a ser Brasília, no entendimento de JK) apareceria a “Grande Civilização, a Terra Prometida, onde correrá leite e mel”<xref ref-type="bibr" rid="B03">3</xref>. Mais à frente, para descrever o que deveria ser a cidade, JK faz longas citações da exposição de motivos de Lucio Costa — o famoso texto que acompanha a proposta encaminhada ao concurso de projeto. Conclui, com suas palavras, que Brasília deveria:</p>
            <p><disp-quote>
                    <p>[...] constituir a base de irradiação de um sistema desbravador que iria trazer, para a civilização, um universo irrelevado, teria que ser, forçosamente, uma metrópole com características diferentes, que ignorasse a realidade contemporânea e se voltasse, com todos os seus elementos constitutivos, para o futuro</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B10">KUBITSCHEK, 1975</xref>, p. 62).</attrib>
                </disp-quote></p>
            <p>Oriunda, portanto, do traçado modernista de Lucio Costa e recheada de obras daquele que Darcy Ribeiro denominava o “maior arquiteto do mundo”, Oscar Niemeyer, a nova cidade é representação dessa cultura nova, já mencionada, particular a esse povo novo, os brasileiros. Foi alimentada pela experiência da cultura ocidental — destacadamente a arquitetura modernista, também recepciona a cultura autóctone —, nas criações de Niemeyer, nos murais de Athos Bulcão, nas esculturas de Bruno Giorgi, entre outros, que ali são fundidas.</p>
            <p>Nota-se uma radicalização da proposta modernista de 22, em continuidade à constante básica na produção cultural brasileira, a “dialética do localismo e do cosmopolitismo” (<xref ref-type="bibr" rid="B04">CANDIDO, 1985</xref>, p. 109). Com a questão da identidade já parcialmente resolvida, e ainda associada ao Estado (<xref ref-type="bibr" rid="B11">MARTINS, 2010</xref>), a vanguarda arquitetônica abraça o desenvolvimentismo e, por esse caminho, procura a construção daquela utopia. São nas obras de Niemeyer, especialmente, que se identifica essa dualidade universalizante e local. O arquiteto sempre se filiou à arquitetura modernista — universalista por princípios<xref ref-type="bibr" rid="B04">4</xref>. Seu horizonte cultural, inegavelmente, é o ocidente. Mas se destacou e mudou a história da arquitetura pela inclusão de elementos em sua arquitetura que teriam caráter brasileiro ou, melhor ainda, caráter local. Em outras palavras: as curvas das montanhas do Rio de Janeiro (ou das mulheres cariocas) passam a se tornar parte do repertório da arquitetura modernista, a partir de sua experimentação arquitetônica. Há difusão do imaginário das colunas de Brasília em obras populares Brasil afora — e mundo afora (<xref ref-type="bibr" rid="B09">LARA, 2009</xref>). Ou, como dizia Lucio Costa para Le Corbusier já em 1939: “Oscar teve a ideia de aproveitar a curva do terreno — bela como uma curva de mulher —, e o resultado foi uma arquitetura elegante e graciosa, com um espírito um pouco jônico, ao contrário da maior parte da arquitetura moderna, que se aproxima mais do dórico” (<xref ref-type="bibr" rid="B21">SEGAWA, 2007</xref>).</p>
            <p>As araras postulam uma ascendência grega...<xref ref-type="bibr" rid="B05">5</xref></p>
            <p>A Universidade de Brasília (UnB), mais especificamente, seria o lugar do pensamento, a Universidade nova, que abarcaria todas as possibilidades da experiência humana e todos os campos da ciência, recepcionando a cultura ocidental, mas interessada em um arranjo epistemológico próprio. Desde os primeiros traços de Lucio Costa, a Universidade aparece no mesmo local onde efetivamente seria edificada e já com algumas diretrizes de ocupação (<xref ref-type="bibr" rid="B26">TAVARES, 2004</xref>). Seu arranjo espacial era tão importante quanto seu projeto pedagógico. Objeto da dedicação e compromisso de Darcy Ribeiro e Oscar Niemeyer, a ousada proposta começou a ser construída e implantada pouco tempo depois da inauguração da cidade. A Lei de criação da Universidade é de 15/12/1961, e sua efetiva implantação, com as primeiras aulas, ocorre em 1962<xref ref-type="bibr" rid="B06">6</xref>. A Universidade de Brasília é o principal exercício factual da universidade necessária proposta por Darcy Ribeiro, em contraposição à universidade reflexa. A modernização da universidade brasileira era absolutamente urgente no contexto de sua criação e os caminhos possíveis seriam esses: a da universidade “necessária”, parte integrante da estrutura social, que pressupunha um crescimento autônomo comprometido com os esforços de superação do atraso nacional. Já a universidade “reflexa” seria um caminho mais fácil de ser trilhado, uma vez que faria uso dos mesmos arranjos das instituições similares dos países desenvolvidos, com ajustes ou aperfeiçoamentos (<xref ref-type="bibr" rid="B13">RIBEIRO, 1969</xref>).</p>
            <p>Do ponto de vista organizacional, a UnB seria composta por duas modalidades de órgãos: Institutos Centrais e Faculdades. Aos primeiros incumbiria ministrar os cursos introdutórios comuns, bacharelados preparatórios para o magistério e preparação de cientistas. As faculdades ofereceriam os cursos profissionais aos egressos dos cursos introdutórios. Do ponto de vista pedagógico, a convivência e a integração eram aspectos essenciais para o funcionamento da proposta. O arranjo administrativo proposto eliminava a cátedra e valorizava o departamento, além de já abarcar todos os órgãos complementares e serviços auxiliares, em uma estrutura de controle democrático (<xref ref-type="bibr" rid="B18">RIBEIRO, 2011</xref>). Do ponto de vista do arranjo arquitetônico, Niemeyer colaborou para ajustes na proposta genérica de Lucio Costa. O principal deles foi a inserção do edifício do Instituto Central de Ciências (ICC), que ganhou o apelido de “Minhocão”, o imponente edifício em arco com setecentos metros de comprimento. Em todo caso, manteve a ideia da Praça Maior, já presente na proposta do concurso de Brasília.</p>
            <p>A arquitetura, especificamente, estaria abrigada em uma Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Comunicação Visual, recepcionando alunos oriundos do Instituto Central de Artes. A proposta reaparece em “A Universidade Necessária”, modificada para uma Faculdade de Arquitetura e Desenho. Explica-se que esse Instituto Central de Artes é peculiar e pode ser regido por outras normativas, mas interligando-o aos órgãos de difusão. Os oriundos desse Instituto, ao ingressarem na Faculdade de Arquitetura e Desenho, seriam formados como “especialistas capacitados para usar recursos técnicos com sentido estético”, visando resolver problemas habitacionais, produção de escolas, fábricas, objetos de uso, conjuntos urbanos e regionais. É destacada a necessidade de compartilhamento de instalações e práticas com outros cursos ou faculdades, como a Engenharia Civil e as ciências humanas. Para Darcy Ribeiro a formação do arquiteto passava pela frequência intensiva em um “departamento de composição”, que, por meio de “treinamento de serviço”, proporcione aos estudantes a capacidade de síntese na formulação de projetos (<xref ref-type="bibr" rid="B13">RIBEIRO, 1969</xref>). A missão de transformar essas ideias em realidade foi conferida a Oscar Niemeyer, que retorna para Brasília também para projetar os edifícios da Universidade (<xref ref-type="bibr" rid="B01">ALBERTO, 2009</xref>). Contrata inicialmente Alcides da Rocha Miranda, que assim como Darcy recepcionava influência de Anísio Teixeira. O professor Miranda renomeia o departamento para “Expressão e Representação”. Os demais eram “Teoria e História da Arte” e “Tecnologia da Construção”, com menor carga horária (<xref ref-type="bibr" rid="B02">ALIAGA FUENTES, 2017</xref>). Após essa reformulação, a formação se subdividia em 5 especializações<xref ref-type="bibr" rid="B07">7</xref>.</p>
            <p>O prédio que abrigaria os Institutos de Ciências, por isso denominado Instituto Central de Ciências (ICC), é exemplar arquitetônico dessa proposta (<italic><xref ref-type="fig" rid="f01">Figura 1</xref></italic>). O “minhocão” assume, em planta, a forma de um arco duplo quase concêntrico, com jardins no eixo central paralelo ao arco. São setecentos e vinte metros no sentido maior, que seriam frequentados por quase todos os ingressantes da Universidade, em cursos introdutórios. A relação entre arquitetura e o arranjo pedagógico e institucional é simbiótica: o espaço valoriza a convivência entre os diferentes, dá oportunidade de trocas e encontros casuais (ou não), permite a reflexão criativa e a produtividade ao mesmo tempo. Formalmente, o sistema trilítico que continuamente acompanha o arco (em planta) dá um ritmo ao percurso, que pode ser realizado por um lado ou por outro dos jardins internos. Ao assentar-se em arco, o imenso eixo torna-se mais fluido, desvelando enquadramentos conforme se percorre, ao invés de se apresentar como um ponto de fuga distante, quase inatingível, se fosse uma reta contínua. Construtivamente seria o principal exercício de pré-fabricação que Niemeyer e equipe (em especial João Filgueiras Lima, o Lelé) impuseram ao processo de construção dos edifícios da universidade. O elemento principal da estrutura era composto de vigas protendidas de 26 metros de comprimento, paredes de apoio em formato de quadro de concreto e vigas planas protendidas para cobertura, sempre permitindo a curvatura do edifício (<xref ref-type="bibr" rid="B01">ALBERTO, 2009</xref>).</p>
            <fig id="f01">
                <label>FIGURA 1</label>
                <caption>
                    <title>Vista aérea do Instituto Central de Ciências – ICC/UnB, em foto de 1972.</title>
                </caption>
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                <attrib><bold>Fonte:</bold> ArPDF (CC BY 2.0). <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.flickr.com/photos/unb_agencia/34581844905/">https://www.flickr.com/photos/unb_agencia/34581844905/</ext-link></attrib>
            </fig>
            <p>Outro componente importante do arranjo urbanístico proposto por Lucio Costa, e agora referendado por Oscar Niemeyer, era a Praça Maior da Universidade. Na proposta original (<italic><xref ref-type="fig" rid="f02">Figura 2</xref></italic>), a praça estaria defronte ao lago, com o formato quadrado e tangenciada por edifícios importantes (a Reitoria, a Biblioteca, o Museu da Civilização Brasileira, a Rádio e o Auditório). Nos estudos desenvolvidos por Niemeyer, a praça manteve o caráter de centralidade institucional (os edifícios que representam a instituição) e também a função de acesso ao complexo universitário (<italic><xref ref-type="fig" rid="f03">Figura 3</xref></italic>). Há alternativas situando a Praça Maior voltada para o Lago de Paranoá e também para a via L3 Norte, onde seria implantado um pequeno lago. Em todas as propostas, cada edifício do complexo teria sua característica própria, porém compondo um complexo harmonioso (<xref ref-type="bibr" rid="B19">SCHLEE, 2011</xref>). Vingou, enfim, a implantação dos prédios da Reitoria e da Biblioteca Central em lados opostos de uma área ajardinada, agora fronteada por um grande estacionamento, alterando a invenção do aspecto original (<italic><xref ref-type="fig" rid="f04">Figura 4</xref></italic>). Nessa alteração, corroborada pelo Plano Urbanístico de 1971, a praça foi renomeada para “Praça Central” (<xref ref-type="bibr" rid="B20">SCHLEE <italic>et al</italic>., 2014</xref>).</p>
            <fig id="f02">
                <label>FIGURA 2</label>
                <caption>
                    <title>Plano de urbanização da futura UnB proposto por Lucio Costa.</title>
                </caption>
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                <attrib><bold>Fonte:</bold> Conselho Diretor da Universidade de Brasília (1962).</attrib>
            </fig>
            <fig id="f03">
                <label>FIGURA 3</label>
                <caption>
                    <title>A Praça Maior proposta por Oscar Niemeyer.</title>
                </caption>
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                <attrib><bold>Fonte:</bold> Conselho Diretor da Universidade de Brasília (1962).</attrib>
            </fig>
            <fig id="f04">
                <label>FIGURA 4</label>
                <caption>
                    <title>A "Praça Central" da UnB, em imagem orbital recente.</title>
                </caption>
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                <attrib><bold>Fonte:</bold><italic>Google Earth</italic> (2021).</attrib>
            </fig>
        </sec>
        <sec>
            <title>AS RUÍNAS</title>
            <p>Apesar de promissor, o projeto de construção da Roma dos Trópicos foi precocemente abandonado — e combatido. Em 1º de abril de 1964 abruptamente o projeto é interrompido. O advento de uma ditadura pôs fim ao governo popular com viés desenvolvimentista de João Goulart, em favor de um modelo dependente. Supostamente apoiada em uma estrutura de três pernas (o Estado, a burguesia nacional e o capital multinacional), sendo duas delas nacional-desenvolvimentistas, o modelo desse período era profundamente antidemocrático e desigual (<xref ref-type="bibr" rid="B24">SOUZA, 2016</xref>). Entre os retrocessos impostos pelo novo governo ditatorial estavam os inquéritos militares impostos a supostos “comunistas” no interior das instituições de ensino, especialmente as universidades. A perseguição aos intelectuais, no entanto, não foi imediata. Os primeiros alvos foram operários, camponeses, marinheiros e soldados. E assim se cortou o contato da produção intelectual, cuja predominância de esquerda permaneceu até a promulgação do Ato Institucional número 5, que conduziu os intelectuais ainda presentes no país ao exílio, à morte ou ao silenciamento (<xref ref-type="bibr" rid="B23">SCHWARZ, 1978</xref>).</p>
            <p>A Universidade de Brasília foi precoce como alvo dos ataques. Seu reitor, Anísio Spínola Teixeira, foi substituído treze dias após o golpe. Um ano após o golpe, a Ditadura Militar impôs a destruição do projeto pedagógico, a distorção do plano do espaço físico e a perseguição intelectual, com a demissão de quase 230 docentes comprometidos com a proposta (<xref ref-type="bibr" rid="B03">ALMEIDA, 2017</xref>). A indignação de seu mentor e primeiro reitor foi explicada em uma publicação, na qual dizia que a UnB era a “utopia vetada” ou a “ambição proibida” (<xref ref-type="bibr" rid="B15">RIBEIRO, 1978</xref>). Ao longo de duas décadas, a instituição sofreu ameaças de fechamento, a implantação de um sistema militar hierarquizado na estrutura administrativa e em torno de dez ocupações policiais. Alguns anos depois daquele livro, após mais uma ocupação policial (já em 1985), Darcy Ribeiro faz um comentário que se refere pontualmente ao aspecto arquitetônico, que, para ele, é igualmente desviado do caminho original, proposto por Niemeyer:</p>
            <p><disp-quote>
                    <p>O campus da UnB se delineia belo [em 1961], sua estrutura acadêmica livre, mais bela ainda, prometiam nos dar a universidade necessária. Posteriormente, como veremos, um milico nomeado reitor abandona os planos para fazer uma gaiola de papagaio para a reitoria, construir uma escola de engenharia em forma de pavilhão fabril e outras barbaridades ainda maiores na condução reiúna da UnB avassalada</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B16">RIBEIRO, 1985</xref>, verbete 1637).</attrib>
                </disp-quote></p>
            <p>Ilustramos a impossibilidade de retomar o plano original do espaço físico conforme enuncia o título deste artigo, ou seja, denominamos de “ruínas” os elementos arquitetônicos que sobrevivem e poderiam relacionar vínculos às ideias de Darcy Ribeiro e Oscar Niemeyer; possibilidade cada vez mais remota, aliás. O “minhocão” é o melhor exemplo da completa subversão das ideias originais — que seguem sem previsão de retomada. A denominação “instituto” é utilizada para se referir a unidades convencionais, desconectadas da proposta de Darcy Ribeiro. O ICC, termo que até dias atuais é utilizado para identificar o edifício, não existe como unidade (há sete institutos — não apenas os cinco previstos —, e três faculdades sediados no edifício). Os espaços estão divididos pelas unidades, estanques e frequentados apenas pelos indivíduos a elas vinculados. A desejada convivência entre os diferentes pouco acontece. Os jardins centrais, que poderiam ser utilizados amplamente para essa finalidade, não possuem conexões intensas com os espaços situados nos interiores. Os longos percursos não favorecem a deriva. E, finalmente, ainda se identificam em elementos da construção marcas da execução por etapas ou de manutenção pouco rigorosa.</p>
            <p>A grande Praça Maior nunca existiu como planejada. Há, em seu lugar, uma ampla área ajardinada, ladeada por dois edifícios construídos com critérios alternativos aos das propostas projetuais de Niemeyer, e fronteada por um estacionamento — agora denominada “Praça Central” (<italic><xref ref-type="fig" rid="f04">Figura 4</xref></italic>). A retomada, aqui, também é considerada impossível<xref ref-type="bibr" rid="B08">8</xref>. O restaurante universitário, com implantação prevista no Plano Urbanístico de 1971 na nova Praça Central, foi arbitrariamente deslocado para o outro lado do ICC, aproximando-se de áreas de serviços gerais e afastando o uso comunitário da praça. Mesmo os edifícios efetivamente construídos (a Biblioteca Central e a Reitoria), apesar de sua qualidade arquitetônica, divergem das possibilidades de implantação aventadas nas propostas originais (<xref ref-type="bibr" rid="B20">SCHLEE <italic>et al</italic>., 2014</xref>).</p>
            <p>As demais edificações, construídas ao longo das décadas, implantam-se esparsas pelo território do <italic>campus</italic>, desconectadas de um arranjo que seja ao mesmo tempo pedagógico e institucional, mesmo que o campus tenha sido objeto de frequente planejamento. E, supostamente, algumas vezes são executadas conforme necessidades apenas imediatas, “arbitrárias ou até truculentas” (<xref ref-type="bibr" rid="B20">SCHLEE <italic>et al</italic>., 2014</xref>, p. 65).</p>
            <p>De todo modo, desde sua “interrupção”, a UnB vem ressurgindo no aspecto humano e pedagógico. Sua “refundação” se acelera nos anos 2000, com a subscrição ao programa federal Reuni (Expansão Fase 1), que incluiu a inauguração de três novos campi, a criação de dezenas de cursos e a contratação de mais de mil docentes entre 2008 e 2012. O vistoso crescimento demográfico nesse período, no entanto, é menos importante que as premissas o fundamentam. A gestão reitoral desse período definiu a educação em direitos humanos como prioridade, objetivando a construção de uma universidade “emancipatória” (<xref ref-type="bibr" rid="B25">SOUZA JUNIOR, 2012</xref>). Mas, no curto interregno entre essa “refundação” e o tempo atual, a situação se inverteu, estando hoje a universidade pública (em especial as federais) sob pressão para radical redução de despesas (<xref ref-type="bibr" rid="B05">CARDIM, 2019</xref>) e submissão ao vocabulário e às práticas competitivas empresariais — nada mais distante da proposta original de Darcy Ribeiro. Nesse momento de transição, aparece como saída a necessidade de revisitação das possibilidades colocadas em prática, por exemplo, com a criação e o projeto original da UnB, devidamente atualizadas (<xref ref-type="bibr" rid="B12">MIGLIEVITCH-RIBEIRO, 2017</xref>). Este trabalho se soma a essa defesa.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>A UNB E AS RUÍNAS DA ROMA DOS TRÓPICOS</title>
            <p>A UnB seria símbolo da futura “Roma dos Trópicos” de Darcy Ribeiro; o lugar onde a cultura e o pensamento da civilização nova seriam cultivadas, na tentativa de se avançar para a sua construção, ainda mais se situando na cidade planejada por Lucio Costa e construída por Oscar Niemeyer, personagens que fundem o universal e o particular dessa civilização. Neste texto, procuramos ressaltar o potencial que teria (e que tem) a integração entre o projeto institucional e arquitetônico que começou a ser construído na primeira metade dos anos 1960. Há, hoje, uma excelente Universidade que lá se materializa, situada sobre as ruínas daquela que foi imaginada e vivenciada apenas por uns poucos anos.</p>
        </sec>
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            <title>COMO CITAR ESTE ARTIGO/<italic>HOW TO CITE THIS ARTICLE</italic></title>
            <fn fn-type="other">
                <p>GODOI, F. R. S. Universidade de Brasília e as ruínas da Roma dos trópicos. <italic>Oculum Ensaios</italic>, v.19, e225182, 2022. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.24220/2318-0919v19e2022a5182">https://doi.org/10.24220/2318-0919v19e2022a5182</ext-link></p>
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            <title>NOTAS</title>
            <fn fn-type="other" id="fn01">
                <label>1</label>
                <p>Importante a ponto de ser a terceira obra da Biblioteca Ayacucho (a biblioteca de literatura latino-americana de maior importância no continente). É também uma das primeiras obras que defendem a ideia de América Latina como uma unidade que transcende fronteiras nacionais, em contraposição à ideia de pan-americanismo, que transcende fronteiras nacionais mas inclui também os países de origem anglo-saxônica, em especial os Estados Unidos.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn02">
                <label>2</label>
                <p>Darcy Ribeiro cria o conceito de configuração histórico-cultural para explicar as uniformidades entre os povos extra-europeus e seus problemas de desenvolvimento. Uma dessas configurações é constituída por povos novos, “[...] surgidas da conjunção, deculturação e fusão de matrizes étnicas, africanas, europeias e indígenas” (<xref ref-type="bibr" rid="B14">RIBEIRO, 1975</xref>, p. 33).</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn03">
                <label>3</label>
                <p>A habilidade política de JK o conduziu a “pedir a Santiago Dantas um diploma legal completo”, que não deixasse margens para o Congresso alterar a meta de transferência da capital no período de seu governo (<xref ref-type="bibr" rid="B10">KUBITSCHEK, 1975</xref>).</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn04">
                <label>4</label>
                <p>Das várias temporalizações possíveis da obra de Niemeyer, não há discordância que o arquiteto se inspira, inicialmente, em Le Corbusier e na sua proposta para uma arquitetura modernista. É justamente na construção de Brasília que Niemeyer procura explicar sua arquitetura, que, no entanto, segue indubitavelmente moderna, mas tributária de outras experiências e realizações, mais antigas (COMAS, 2010). O texto em que Niemeyer explica sua mudança de “etapa”, que busca maior concisão e pureza e oferece argumentos a Comas, foi publicado em 1958 na revista por ele editada, Módulo. Foi reproduzido em <xref ref-type="bibr" rid="B22">Schwartz (2002)</xref>.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn05">
                <label>5</label>
                <p>Em seu texto, falando de uma arquitetura neoclássica anterior à missão francesa do século XIX, o autor defende que a busca por um ideal de beleza em um estilo internacionalista por vocação (como se pode afirmar do modernismo), não escapa de “uma conjuntura cultural específica” e que os resultados mais unem do que dividem as realizações. Acreditamos que podemos aplicar o mesmo pensamento à arquitetura modernista realizada no Brasil (<xref ref-type="bibr" rid="B07">CONDURU, 2008</xref>).</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn06">
                <label>6</label>
                <p>Ao mesmo tempo Darcy Ribeiro fez publicar um livro com o projeto de organização da nova universidade, incluindo comentários e pronunciamentos de educadores e figuras do meio universitário (<xref ref-type="bibr" rid="B18">RIBEIRO, 2011</xref>).</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn07">
                <label>7</label>
                <p>Arquiteto; urbanista paisagista; arquiteto em construção civil; desenho industrial e arquitetura interiores (CONSELHO DIRETOR DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, 1962, p. 26).</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn08">
                <label>8</label>
                <p>Para esse autor, docente da instituição, os projetos em suas diferentes alternativas são, atualmente, referências documentais v.</p>
            </fn>
        </fn-group>
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            <title>REFERÊNCIAS</title>
            <ref id="B01">

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                <element-citation publication-type="journal">
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                    <article-title>A pré-fabricação e outros temas projetuais para campi universitários na década de 1960: o caso da UnB</article-title>
                    <source>Risco</source>
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                <element-citation publication-type="thesis">
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                    <source><italic>Os primeiros mestrandos da FAU-UnB</italic>: de um passado que não se construiu</source>
                    <year>2017</year>
                    <size units="pages">1790 f</size>
                    <comment>Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo)</comment>
                    <publisher-name>Universidade de Brasília</publisher-name>
                    <publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
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                <mixed-citation>ALMEIDA, J. G. <italic>Universidade de Brasília</italic>: ideia, diáspora e individuação. Brasília: Editora UnB, 2017.</mixed-citation>
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                    <source><italic>Universidade de Brasília</italic>: ideia, diáspora e individuação</source>
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                    </person-group>
                    <comment>“Corte é dramático e meu plano A, B e C é reverter”, diz reitora da UnB”</comment>
                    <source>Correio Braziliense</source>
                    <day>7</day>
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                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/ensino_ensinosuperior/2019/05/07/interna-ensinosuperior-2019,753670/u201cnao-tem-como-nos-cortamos-mais-do-que-ja-cortamos-u201d-diz-rei.shtml">https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/ensino_ensinosuperior/2019/05/07/interna-ensinosuperior-2019,753670/u201cnao-tem-como-nos-cortamos-mais-do-que-ja-cortamos-u201d-diz-rei.shtml</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">27 nov. 2020</date-in-citation>
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                    </person-group>
                    <chapter-title>Uma certa arquitetura moderna brasileira: experiência a reconhecer</chapter-title>
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                        <name>
                            <surname>GUERRA</surname>
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                    <source>Textos fundamentais sobre história da arquitetura moderna brasileira, parte 1</source>
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