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                <journal-title>Revista Oculum Ensaios</journal-title>
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                <publisher-name>Pontifícia Universidade Católica de Campinas</publisher-name>
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                <article-title>Relações entre cidadão e cidade: estado da arte da percepção de processos urbanísticos</article-title>
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                    <trans-title>Citizen-city relationships: the state of the art of perceiving urban processes</trans-title>
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                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-7473-9885</contrib-id>
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                        <surname>Calza</surname>
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                    <role>Participaram de todas as etapas de elaboração do artigo</role>
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                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-6661-0050</contrib-id>
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                        <surname>Hardt</surname>
                        <given-names>Letícia Peret Antunes</given-names>
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                    <role>Participaram de todas as etapas de elaboração do artigo</role>
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                    <xref ref-type="corresp" rid="c01"/>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Hardt</surname>
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                    <role>Contribuiu na análise e interpretação dos dados</role>
                    <role>Revisão e aprovação da sua versão final</role>
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                <label>1</label>
                <institution content-type="orgname">Pontifícia Universidade Católica do Paraná</institution>
                <institution content-type="orgdiv1">Pós-Graduação e Inovação</institution>
                <institution content-type="orgdiv2">Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana</institution>
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                    <named-content content-type="city">Curitiba</named-content>
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                <country country="BR">Brasil</country>
                <institution content-type="original">Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana. Curitiba, PR, Brasil.</institution>
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            <author-notes>
                <corresp id="c01"> E-mail: <email>l.hardt@pucpr.br</email>
                </corresp>
                <fn fn-type="edited-by">
                    <label>Editor</label>
                    <p>Jonathas Magalhães e Renata Baesso</p>
                </fn>
                <fn fn-type="conflict">
                    <label>Conflito de interesse</label>
                    <p>Não há.</p>
                </fn>
            </author-notes>
            <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (<italic>Open Access</italic>) sob a licença <italic>Creative Commons Attribution</italic>, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.</license-p>
                </license>
            </permissions>
            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>Partindo da assertiva de que muitos resultados de processos urbanísticos não são consentaneamente percebidos pelos cidadãos, o objetivo do trabalho consiste em analisar a produção científica recente sobre relações entre percepção e produtos físicos e abstratos daqueles fenômenos. Os procedimentos metodológicos adotados foram baseados em diagnóstico bibliométrico de artigos publicados em periódicos científicos de julho de 2015 a junho de 2020, com o recorte geográfico na América Latina, justificado pela maior aproximação com a realidade brasileira. Os resultados alcançados pela pesquisa são abordados em duas fases principais. A primeira – métricas encontradas – possibilita a classificação dos textos em três categorias analíticas, as quais são detalhadas na segunda – conteúdos tratados. Como resposta à questão investigativa, identifica-se maior incidência de preocupações sobre aspectos socioespaciais, seguidas por aquelas relacionadas a características socioambientais, sendo reduzidas as dirigidas a condições socioeconômicas. Por fim, conclui-se pelo ainda insuficiente aprofundamento do estado da arte da percepção de processos urbanísticos, notadamente daqueles derivados do planejamento e desenho de cidades, o que compromete a compreensão dos seus produtos tanto físicos, em termos de paisagem e morfologia urbana, quanto abstratos, vinculados à mobilidade e locomoção, conformando desafios para a melhoria da gestão de urbes contemporâneas.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>Based on the assertion that many results of urban processes are not consistently perceived by citizens, this work aims to analyze the recent scientific production on the relationships between perception and physical and abstract products of those events. The methodological procedures adopted were based on a bibliometric diagnosis of articles published in scientific journals from July 2015 to June 2020, with the geographic profile in Latin America justified by the closer approximation to the Brazilian reality. The results achieved by the research are approached in two main phases. The first - metrics found - allows classifying texts in three analytical categories, which are detailed in the second - addressed contents. As an answer to the investigative question, we identified a greater incidence of concerns about socio-spatial aspects, followed by those related to socio-environmental characteristics, reducing those aimed at socio-economic conditions. Finally, we conclude to point out a still insufficient deepening of the state of the art in perceiving urban processes, notably those derived from the city planning and design, which compromises the understanding of their products, both physical, in terms of landscape and morphology, and abstract, linked to mobility and locomotion, forming challenges to improve the management of contemporary cities.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave</title>
                <kwd>Análise bibliométrica</kwd>
                <kwd>Mobilidade e locomoção</kwd>
                <kwd>Paisagem e morfologia</kwd>
                <kwd>Planejamento e desenho de cidades</kwd>
                <kwd>Processo perceptual</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords</title>
                <kwd>Bibliometric analysis</kwd>
                <kwd>Mobility and locomotion</kwd>
                <kwd>Landscape and morphology</kwd>
                <kwd>City planning and design</kwd>
                <kwd>Perceptual process</kwd>
            </kwd-group>
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                    <award-id>309328/2015-2</award-id>
                </award-group>
                <funding-statement>Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq – Processos Nºs 456414/2014-2, 470840/2014-5 e 309328/2015-2) e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR – Bolsa de premiação por mérito acadêmico Marcelino Champagnat).</funding-statement>
            </funding-group>
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                <fig-count count="6"/>
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    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Considerações iniciais: expondo a temática</title>
            <p>Muitos resultados de processos urbanísticos não são consentaneamente percebidos pelos cidadãos. Apesar dessa problemática ser amplamente discutida no meio acadêmico, vários estudos ainda apontam para lapsos entre demandas de usuários de espaços urbanizados e formulação de políticas de planejamento e desenho urbano (<xref ref-type="bibr" rid="B06">Costa, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B25">Meenar; Afzalan, 2022</xref>), constatando a reduzida participação pública nesses contextos (<xref ref-type="bibr" rid="B01">Akakpo; Okhimamhe; Orekan, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Wei <italic>et al</italic>., 2022</xref>).</p>
            <p>Esses problemas são, inclusive, diagnosticados em diferentes situações continentais, como África (<xref ref-type="bibr" rid="B01">Akakpo; Okhimamhe; Orekan, 2023</xref>), América (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Meenar; Afzalan, 2022</xref>), Ásia (<xref ref-type="bibr" rid="B44">Wei <italic>et al</italic>., 2022</xref>), Europa (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Giannico <italic>et al</italic>., 2021</xref>) e Oceania (<xref ref-type="bibr" rid="B02">Azhar <italic>et al</italic>., 2022</xref>). A situação da América Latina não é exceção, como atestam <xref ref-type="bibr" rid="B30">Páramo et al. (2021)</xref>.</p>
            <p>Para processos de planejamento e desenho urbano, <xref ref-type="bibr" rid="B20">Jensen e Birche (2021)</xref> confirmam a elevada importância da contribuição dos conhecimentos acerca da experiência daqueles que vivenciam a paisagem da urbe. As descobertas de <xref ref-type="bibr" rid="B02">Azhar et al. (2022)</xref> também refutam hipóteses de que há diferentes sensações para espaços livres em relação aos construídos.</p>
            <p>Reforçando essas assertivas, <xref ref-type="bibr" rid="B24">Lynch (2011)</xref><xref ref-type="fn" rid="fn02">2</xref> explica que a cidade não deve ser interpretada apenas pela reunião dos seus componentes, mas igualmente pela sua percepção, o que, para <xref ref-type="bibr" rid="B37">Santaella (2012)</xref>, não se restringe à capacidade de apreensão de algo, envolvendo faculdades sensitivas e cognitivas do ser humano.</p>
            <p>O processo perceptual é estabelecido pela integração de condições relativas tanto à ambiência, como meio experimentado pelo sujeito, quanto ao comportamento, como conjunto de padrões de atitudes e reações da pessoa. Nessas circunstâncias, é subordinado a filtros biológicos, psicológicos, sociais, culturais e econômicos, dentre outros. Como consequência, cada indivíduo tem percepções diferenciadas do mesmo local (<xref ref-type="bibr" rid="B40">Tuan, 2012</xref>)<xref ref-type="fn" rid="fn03">3</xref>.</p>
            <p>Em suas múltiplas escalas, os processos urbanísticos são condicionados pelo planejamento e desenho da cidade e seus produtos podem ser físicos e abstratos, em alinhamento aos clássicos conceitos de fixos e fluxos enunciados por <xref ref-type="bibr" rid="B38">Santos (2017)</xref><xref ref-type="fn" rid="fn04">4</xref>. Dentre outras manifestações, os primeiros são expressos morfologicamente na paisagem e os segundos são, em especial, relacionados funcionalmente à mobilidade.</p>
            <p>Frente às colocações anteriores, o objetivo precípuo deste trabalho consiste em analisar a produção científica recente sobre relações entre percepção e produtos físicos e abstratos de processos urbanísticos. Pretende-se, portanto, responder à questão investigativa sobre as principais categorias analíticas de abordagem desse relacionamento pela ciência na atualidade.</p>
            <p>Para o alcance desses intuitos, os procedimentos metodológicos adotados, adiante detalhados, são pertinentes à análise bibliométrica de artigos publicados em periódicos científicos. Em uma perspectiva fenomenológica, <xref ref-type="bibr" rid="B46">Zanini et al. (2021)</xref> comentam sobre a relevância de estudos de percepção para reflexões sobre o espaço vivido e, consequentemente, como embasamento para o desenho urbano, enquanto <xref ref-type="bibr" rid="B08">Cyriac e Firoz (2022)</xref> demonstram a importância da bibliometria para o planejamento de cidades e regiões, a partir de tendências de publicações relativas, dentre outras, a análises perceptuais aplicadas à paisagem.</p>
            <p>Como delimitação temporal, foi considerado o quinquênio de julho de 2015 a junho de 2020, anterior ao período de efeitos mais restritivos da pandemia da <italic>coronavirus disease</italic> (doença do coronavírus) 2019 (Covid-19). Suplementarmente, a América Latina foi definida como recorte geográfico, com vistas à maior aproximação com a realidade brasileira.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>Métricas: entendendo a produção dos artigos</title>
            <p>Em consonância com o recorte geográfico especificado, optou-se pela base de dados da Biblioteca Eletrônica Científica Online (<xref ref-type="bibr" rid="B39">Scientific Electronic Library Online, 2015-2020</xref>), que é um dos principais repositórios com amplo acesso a textos com foco em nações latino-americanas. Para maior confiabilidade, foram levantados artigos de periódicos com avaliação por pares, e para adequada aderência com a situação do país, selecionados aqueles com resumos disponíveis nos idiomas português e espanhol, no período antes especificado.</p>
            <p>Para a busca dos artigos na base de dados, foram definidas duplas de termos, determinando como fixa a palavra percepção (ou <italic>percepción</italic>) e como variáveis os vocábulos afins aos temas centrais de condicionantes de processos urbanos – planejamento (ou <italic>planeamento</italic>) e desenho (ou <italic>diseño</italic>) – e seus resultados físicos – paisagem (ou <italic>paisaje</italic>) e morfologia (ou <italic>morfologia</italic>) – e abstratos – mobilidade (<italic>movilidad</italic>) e locomoção (<italic>locomoción</italic>). Dos resumos dos trabalhos encontrados (total de 88), a maioria corresponde à língua espanhola (61,4%) (<xref ref-type="fig" rid="f01">Figura 1</xref>), mais falada em termos mundiais que a portuguesa (quarto lugar daquela contra o nono desta –<xref ref-type="bibr" rid="B11"> Ethnologue, 2022</xref>).</p>
            <fig id="f01">
                <label>Figura 1</label>
                <caption>
                    <title>Gráficos de resultados quantitativos e proporcionais da busca geral de artigos na base de dados segundo idioma principal dos resumos.</title>
                </caption>
                <graphic xlink:href="2318-0919-oa-21-e245484-gf01.tif"/>
                <attrib>Fonte: Baseada em levantamento bibliométrico em <italic>Scientific Electronic Library</italic> Online (2015-2020).</attrib>
            </fig>
            <p>Com a eliminação dos textos repetidos entre resultados de pares de palavras (total de 19), restaram 69 válidos, nos quais, para maior aderência temática, foi verificada a existência do termo fixo (percepção ou <italic>percepción</italic>) no seu título ou nas suas palavras-chave, com nova totalização de 29 artigos. Destes, porém, seis apresentam desconformidades com os intuitos da investigação, por falta de alinhamento tanto geográfico (estudos empíricos não relacionados com o território latino-americano) quanto temático (entendimento do processo perceptual humano). Apesar de ter sido invariavelmente adicionado o vocábulo urbano(a) na busca dos resultados físicos e abstratos dos processos urbanísticos, outros três trabalhos não têm aderência à cidade propriamente dita.</p>
            <p>Com os passos de refinamento citados, a contabilização final é de 23 artigos selecionados, que foram lidos e interpretados na íntegra. Desta feita, os textos completos permaneceram prevalentes na língua espanhola (56,5%), seguida pela portuguesa e inglesa (<xref ref-type="fig" rid="f02">Figura 2</xref>), esta última encontrada em três periódicos brasileiros e um chileno, que publicam exclusivamente nesse idioma. Vale lembrar que o número de pessoas que falam o espanhol como idioma nativo é mais que o dobro do que ocorre com relação ao português (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Ethnologue, 2022</xref>).</p>
            <fig id="f02">
                <label>Figura 2</label>
                <caption>
                    <title>Gráficos de resultados quantitativos e proporcionais dos artigos selecionados na base de dados segundo idioma principal dos textos completos.</title>
                </caption>
                <graphic xlink:href="2318-0919-oa-21-e245484-gf02.tif"/>
                <attrib>Fonte: Baseada em levantamento bibliométrico em <italic>Scientific Electronic Library Online</italic> (2015-2020).</attrib>
            </fig>
            <p>Para a regionalização dos artigos selecionados, foi aplicada a técnica de análise locacional dos estudos empíricos. A distribuição geográfica evidencia a concentração de casos em apenas seis dos países latino-americanos (30,0% das nações), com notoriedade para o Brasil (47,8% do total) (<xref ref-type="fig" rid="f03">Figura 3</xref>). Nota-se, ainda, que cinco nações (83,3%) estão localizadas na América do Sul, ou seja, em condições de relativa semelhança com a situação brasileira, cuja dinâmica urbana é gerida pelo “[...] predomínio da lógica da produção capitalista” (<xref ref-type="bibr" rid="B05">Cavalcanti, 2020</xref>, p. 51).</p>
            <fig id="f03">
                <label>Figura 3</label>
                <caption>
                    <title>Mapa coroplético de distribuição geográfica dos estudos empíricos dos artigos selecionados.</title>
                </caption>
                <graphic xlink:href="2318-0919-oa-21-e245484-gf03.tif"/>
                <attrib>Fonte: Baseada em levantamento bibliométrico em <italic>Scientific Electronic Library Online</italic> (2015-2020).</attrib>
            </fig>
            <p>Também foi executada a técnica de análise de conteúdo. Os resultados foram, então, classificados em três categorias principais (<xref ref-type="fig" rid="f04">Figura 4</xref>), detalhadas na sequência e relacionadas a aspectos socioambientais (9 artigos, 39,2%), socioespaciais (11 artigos, 47,8%) e socioeconômicos (3 artigos, 13,0%). Nesse âmbito, verifica-se que, mesmo diante da citada lógica capitalista de produção da cidade na América Latina (<xref ref-type="bibr" rid="B05">Cavalcanti, 2020</xref>), como decorrência do próprio processo de globalização do capital (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Faria, 2020</xref>), poucos trabalhos encontrados (13,0%) tratam de questões pertinentes à economia urbana e seus impactos aos cidadãos.</p>
            <fig id="f04">
                <label>Figura 4</label>
                <caption>
                    <title>Gráficos de resultados quantitativos e proporcionais de classificação dos artigos selecionados segundo categorias analíticas.</title>
                </caption>
                <graphic xlink:href="2318-0919-oa-21-e245484-gf04.tif"/>
                <attrib>Fonte: Baseada em levantamento bibliométrico em <italic>Scientific Electronic Library Online</italic> (2015-2020).</attrib>
            </fig>
        </sec>
        <sec>
            <title>Conteúdos: compreendendo o estado da arte</title>
            <p>Pela <xref ref-type="fig" rid="f05">Figura 5</xref>, nota-se certo decréscimo de produção de artigos de caráter socioambiental e socioeconômico em 2017. A princípio, esta redução é inesperada diante da divulgação oficial, em 2015, dos objetivos globais de desenvolvimento sustentável (<xref ref-type="bibr" rid="B41">United Nations, 2020</xref>). A partir de 2018, a quantidade de artigos permanece próxima à dos patamares iniciais para todas as categorias, demonstrando certa estabilidade de publicações sobre a temática. Vale lembrar que os números de 2015 e 2020 equivalem somente ao último e ao primeiro semestre, respectivamente.</p>
            <fig id="f05">
                <label>Figura 5</label>
                <caption>
                    <title>Gráficos de distribuição dos artigos selecionados no período determinado (julho de 2015 a junho de 2020) e por países latino-americanos segundo categorias analíticas.</title>
                </caption>
                <graphic xlink:href="2318-0919-oa-21-e245484-gf05.tif"/>
                <attrib>Fonte: Baseada em levantamento bibliométrico em <italic>Scientific Electronic Library Online</italic> (2015-2020).</attrib>
            </fig>
            <p>Com destaque para relações entre processos perceptuais dos cidadãos e condições específicas dos recursos naturais, na primeira categoria – socioambiental –, os estudos têm maior expressão no Brasil (6 – 54,5%) e no Chile (3 – 27,3,0%), enquanto a segunda também é mais relevante no país (4 – 44,4%) e no México (3 – 33,3%). Com os maiores valores de Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina (<xref ref-type="bibr" rid="B43">World Bank, 2021</xref>), estes dois países são os únicos objetos das análises socioeconômicas na temática abordada, em conjunto com a Colômbia (33,3% cada).</p>
            <p>Em síntese, depreende-se que a categoria socioambiental é relacionada com componentes paisagísticos tanto biológicos quanto abióticos. No primeiro caso, o principal foco é destinado a áreas verdes — duas referências para o Brasil são <xref ref-type="bibr" rid="B26">Moraes, Souza e Ferreira (2020)</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">Pereira, Kudo e Silva (2018)</xref> – e uma para a Argentina, sendo <xref ref-type="bibr" rid="B32">Perelman e Marconi (2016)</xref>. No segundo caso, são tratadas questões de clima e ar (dois artigos relativos ao país – condições térmicas: <xref ref-type="bibr" rid="B21">Krüger e Drach (2016)</xref>, e sonoras em <xref ref-type="bibr" rid="B17">Hillesheim et al. (2019)</xref>; água (recursos hídricos: um sobre o contexto brasileiro – <xref ref-type="bibr" rid="B35">Rudolpho, Karnopp e Santiago (2018)</xref> – e outro sobre o chileno – <xref ref-type="bibr" rid="B18">Igualt et al. (2019)</xref>; e solo e subsolo (deslizamentos e fenômenos similares – um com abordagem no México – <xref ref-type="bibr" rid="B22">Ley García, Denegri de Dios e Sánchez Contreras (2016)</xref>, e mais um no Chile com <xref ref-type="bibr" rid="B19">Igualt et al. (2017)</xref>.</p>
            <p>Para a categoria socioespacial, por sua vez, destaca-se que os temas tratados englobam relações perceptuais dos cidadãos com elementos territoriais da paisagem, como usos de espaços públicos — um texto sobre o Brasil (<xref ref-type="bibr" rid="B04">Camara; Moscarelli, 2019</xref>); graus de caminhabilidade — um sobre a Colômbia em <xref ref-type="bibr" rid="B29">Páramo e Burbano (2019)</xref>; e fatores habitacionais — um pertinente à situação brasileira (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Rodrigues <italic>et al</italic>., 2015</xref>), e outro à do México (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Ruiz Hernández, 2015</xref>). Também abordam componentes tanto culturais, notadamente voltados ao patrimônio histórico — um trabalho para a Venezuela (<xref ref-type="bibr" rid="B03">Briceño-Avila, 2018</xref>), e mais um para o México (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Rey Pérez, 2017</xref>), quanto sociais propriamente ditos, envolvendo participação da sociedade — um para o âmbito nacional (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Mussi, 2018</xref>), e outro para o mexicano (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Orozco Hernández; Álvarez Arteaga; Reyes Zuazo, 2020</xref>), além de características intangíveis e efêmeras (<xref ref-type="bibr" rid="B45">Yépez-Collantes, 2019</xref>), incluindo cenários noturnos de áreas urbanizadas — especificamente no país (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Fernandes; Moura; Costa, 2018</xref>). Neste e em alguns enquadramentos de análise, é reincidente o enfoque de problemas vinculados à segurança urbana — com diferenciação para uma referência sobre o Chile (<xref ref-type="bibr" rid="B42">Valenzuela-Aguilera, 2016</xref>).</p>
            <p>Por último, as interpretações perceptuais dos cidadãos na categoria socioeconômica são restritas a efeitos de intervenções de renovação urbanística, em especial aqueles vinculados a dimensões de gentrificação — um artigo sobre o México (<xref ref-type="bibr" rid="B09">Delgadillo, 2016</xref>). Igualmente, são debatidos tópicos pertinentes ao turismo urbano — um sobre a Colômbia (<xref ref-type="bibr" rid="B23">López-Zapata; Sepúlveda; Gómez-Gómez, 2018</xref>), e outro sobre o Brasil (<xref ref-type="bibr" rid="B47">Zouain <italic>et al</italic>., 2019</xref>).</p>
            <p>Adiante, são discutidos os conteúdos específicos dos artigos selecionados, iniciando com a categoria socioambiental. Pela análise da percepção do verde em Buenos Aires, Argentina, <xref ref-type="bibr" rid="B32">Perelman e Marconi (2016)</xref> realizam levantamento nos parques de Avellaneda, Bastidas, Centenário e Saavedra, que representam cerca de 25% da cobertura vegetal da cidade. Por meio de questionário com questões abertas e fechadas, os entrevistados apontam os atributos contrastantes com a paisagem, sendo os seis mais citados correspondentes a tranquilidade, harmonia, beleza, natureza, sons naturais e vegetação. Complementarmente, há indicativos de que os respondentes buscam bem-estar em lugares serenos e protegidos.</p>
            <p>A conclusão de que, não obstante a subjetividade do processo perceptual, há convergência para fatores paisagísticos comuns, prioritariamente naturais, vem ao encontro de colocações de <xref ref-type="bibr" rid="B26">Moraes, Souza e Ferreira (2020)</xref> sobre biofilia e sustentabilidade no planejamento urbano. Estes autores entendem que tais princípios contribuem para resiliência das cidades e para o alcance dos objetivos globais de desenvolvimento sustentável (<xref ref-type="bibr" rid="B41">United Nations, 2020</xref>).</p>
            <p>Com agrupamento de cartas e ordenamento de 14 atributos, <xref ref-type="bibr" rid="B31">Pereira, Kudo e Silva (2018)</xref> avaliam fatores de valoração ambiental de fragmentos florestais em dois bairros de Manaus, Amazonas, Brasil, concluindo que a maioria (aproximadamente 59%) dos cerca de 120 moradores entrevistados cita sentimentos favoráveis (topofílicos). Para <xref ref-type="bibr" rid="B40">Tuan (2012)</xref>, a “topofilia” compreende experiências positivas relativamente à paisagem, afastando efeitos adversos da “topofobia”.</p>
            <p>Nesse cenário, <xref ref-type="bibr" rid="B31">Pereira, Kudo e Silva (2018)</xref> explicam que, pelos resultados encontrados na sua pesquisa, há predomínio da visão ecocêntrica, seguida pela ótica centrada no homem, associada a usos diretos como “estéticos” e de “aprendizagem”. A proximidade do local de residência e o tempo de moradia produzem valores mais elevados, enquanto os mais reduzidos são relacionados à violência nas circunvizinhanças de alguns fragmentos.</p>
            <p>Além da atenção dispensada à vegetação, há, nos artigos analisados, preocupações com os recursos hídricos. <xref ref-type="bibr" rid="B35">Rudolpho, Karnopp e Santiago (2018)</xref> asseveram que percepções sobre paisagens fluviais urbanas possibilitam o entendimento da interação das pessoas com esses ambientes. Assim, investigam a compreensão do pensamento e do sentimento da população às margens do Ribeirão Fortaleza em Blumenau, Santa Catarina, Brasil. Com entrevistas e observações em campo, organizam três categorias analíticas: memórias locais, aspectos paisagísticos positivos e negativos, e propostas para melhoria, com contribuições para a gestão municipal e para a produção acadêmica em geral.</p>
            <p>Ainda sobre questões hidrológicas, <xref ref-type="bibr" rid="B18">Igualt et al. (2019)</xref> discorrem sobre efeitos de mudanças climáticas na zona urbana turística costeira de Viña del Mar, Chile, especificamente sobre ressacas marítimas em localidade densamente povoada e visitada por turistas. Os resultados apontam sensação negativa de segurança frente à constatada necessidade de adaptação da infraestrutura para redução da vulnerabilidade e ampliação da resiliência local.</p>
            <p>Em outra temática, <xref ref-type="bibr" rid="B22">Ley García, Denegri de Dios e Sánchez Contreras (2016)</xref> prospectam alterações de percepção social da paisagem por ameaças de deslizamentos em Mexicali, México. Pela comparação do número e tipo de perigos reportados por moradores de duas encostas locais, os eventos são classificados em “constantes” e “mutáveis”. Atestando certa “invisibilidade social”, os autores ressaltam a necessidade dessas questões serem consideradas em estratégias de prevenção de desastres.</p>
            <p>Também os sentidos humanos do tato e da audição subordinados a características ambientais são valorizados nos textos encontrados. Apregoando a necessidade de estudos de percepção de temperaturas para um processo de planejamento urbano climaticamente orientado, <xref ref-type="bibr" rid="B21">Krüger e Drach (2016, p. 133)</xref> examinam as condições perceptuais de usuários de áreas livres no centro da cidade do Rio de Janeiro, capital do estado homônimo, Brasil, com o objetivo de “[...] analisar o impacto do uso prolongado de ar-condicionado nos votos de sensação e preferências térmicas”. As entrevistas realizadas denotam a influência da utilização frequente desse recurso nas sensações de hipo e hipertermia e, por decorrência, nos limites de conforto em espaços abertos para os índices avaliados.</p>
            <p>Por sua vez, <xref ref-type="bibr" rid="B17">Hillesheim et al. (2019)</xref> estimam a associação entre perda auditiva e mobilidade ativa (deslocamentos a pé e/ou de bicicleta iguais ou superiores a 10 minutos), a partir da percepção ambiental de 2.350 adultos (pessoas de 18 a 59 anos) de três capitais brasileiras (Brasília, Distrito Federal; Florianópolis, Santa Catarina; e Porto Alegre, Rio Grande do Sul). Os procedimentos metodológicos foram baseados no estudo multicêntrico de locomoção saudável.</p>
            <p>Os autores diagnosticam que “[...] adultos com perda auditiva e que percebem o ambiente de forma negativa para caminhar e andar de bicicleta possuíam cerca de 34% menos chances de realizar mobilidade urbana ativa” no tempo especificado nas três cidades analisadas (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Hillesheim <italic>et al</italic>., 2019</xref>, p. 1). Também concluem que essas pessoas tendem à minimização dos deslocamentos por esses meios, com prováveis prejuízos às suas condições de saúde.</p>
            <p>Reunindo uma série de inquietações anteriores e após a ocorrência de terremoto e tsunami em 2010, <xref ref-type="bibr" rid="B19">Igualt et al. (2017)</xref> averiguam a Comuna de Pelluhue, Chile, com vistas à análise da resiliência dos centros urbanos locais. Cabe especial interesse à consulta de percepção de segurança, inclusive associada a instrumentos de planejamento territorial de reabilitação das áreas urbanizadas.</p>
            <p>Nesse quadro, uma nova tipologia estrutural adaptada aos riscos de tsunamis na Zona Turística de Borde Costero é associada ao baixo coeficiente de ocupação, enquanto em outros setores não há essas exigências. A consulta pública realizada, mesmo sem representatividade estatística em termos populacionais, indica que o plano de emergência implementado gera sensação de maior segurança para residentes, mas há desconhecimento dos visitantes acerca das ações preventivas (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Igualt <italic>et al</italic>., 2017</xref>). Essa constatação demonstra a relevância de ampla comunicação de diretrizes governamentais sobre espaços públicos.</p>
            <p>Detecta-se, do ponto de vista dos artigos interpretados, que a análise de processos perceptuais de cidadãos latino-americanos sob a ótica socioambiental tem privilegiado perspectivas sobre recursos naturais. Nesse cenário, salientam-se contribuições à sustentabilidade e à resiliência de cidades.</p>
            <p>Em claro interstício de transição com a anterior, inicia-se o exame da categoria socioespacial com o trabalho de <xref ref-type="bibr" rid="B28">Orozco Hernández, Álvarez Arteaga e Reyes Zuazo (2020)</xref>, que trata do manejo de áreas verdes públicas urbanas e analisa a aptidão social a partir da percepção ambiental no Parque Metropolitano Bicentenario em Toluca, México, considerando-a como capacidade adaptativa condicionada por fatores subjetivos e socioculturais. As respostas a questionário aplicado a uma amostra de visitantes e residentes evidenciam reduzido nível de empatia e intersubjetividade dos usuários, além da insuficiência de sua participação, especialmente em casos de neutralidade e indiferença causadas por problemas econômicos e pessoais.</p>
            <p>Os autores concluem que o potencial social da capacidade de adaptação é dependente do grau de disposição tanto à responsabilidade ambiental quanto à participação comunitária. Por decorrência, reiteram que o sistema de decisão deve primar pela continuidade de melhorias, pela viabilidade da cooperação e pela regulamentação do manejo socioecológico de espaços naturais em cidades.</p>
            <p>Igualmente voltada à gestão participativa de áreas verdes, a investigação de <xref ref-type="bibr" rid="B27">Mussi (2018)</xref> foca a relevância do empoderamento de comunidades locais para a viabilização de intervenções em uma praça de bairro em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil, por intermédio de parceria público-privada. A pesquisa de satisfação e comportamento dos usuários demonstra a apropriação do espaço de uso comum e a concretização de mudanças na dinâmica urbana local.</p>
            <p>Com a mesma cidade como <italic>lócus</italic> investigativo, o estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B04">Camara e Moscarelli (2019)</xref> analisa a paisagem e sua percepção pelos usuários do Parque da Gare. A qualidade paisagística é avaliada a partir de um conjunto de elementos de infraestrutura e associação ao processo perceptual das pessoas com referência a funções, dimensões e componentes espaciais.</p>
            <p>Ao longo de percursos pré-definidos em conformidade com ferramentas propostas por <xref ref-type="bibr" rid="B07">Cullen (2015)</xref><xref ref-type="fn" rid="fn05">5</xref> sobre paisagem urbana, <xref ref-type="bibr" rid="B15">Gehl e Svarre (2013)</xref> sobre vida pública e desenho de cidades, e <xref ref-type="bibr" rid="B24">Lynch (2011)</xref> sobre imagem de espaços urbanizados, os entrevistados distinguem os elementos significativos para elevação dos padrões qualitativos dos cenários locais, destacando suas experiências. Os resultados apontam preferências por “[...] áreas com predomínio natural (água e massa verde), sensação de segurança e elementos de identificação histórico-cultural” (<xref ref-type="bibr" rid="B04">Camara; Moscarelli, 2019</xref>, p. 29).</p>
            <p>Vale citar, porém, que parte dessas conclusões não pode ser generalizada para espaços públicos urbanos, pois os usuários buscaram, naquele momento, sua inserção em um parque, que, a princípio, tem predomínio de recursos da natureza. Todavia há destaque, naquele trabalho, para trajetos seguros e com representatividade de aspectos de cultura e de humanização da cidade, como preconizado por <xref ref-type="bibr" rid="B14">Gehl (2014)</xref><xref ref-type="fn" rid="fn06">6</xref>.</p>
            <p>Com apreensão semelhante, <xref ref-type="bibr" rid="B42">Valenzuela-Aguilera (2016)</xref> revisa a noção de territorialidade como base para a segurança, com apoio na visão de jovens habitantes de territórios periféricos violentos em Morelos, Região Metropolitana de Cuernavaca, México. Visando detectar o sentimento de inseguridade desses indivíduos, o trabalho busca a identidade dos adolescentes a partir da articulação promovida pelo espaço geográfico. Pela construção de cinco indicadores, são definidos mecanismos de apropriação territorial como estratégia para controle social do ambiente urbanizado.</p>
            <p>Partindo dos pressupostos de que a paisagem urbana é a “[...] expressão de tudo o que é possível perceber nos espaços [...] da cidade” e de que determinados atributos de áreas urbanizadas permitem “[...] identificar padrões, sequências e unidades [...] paisagísticas] que conduzem ao estabelecimento de critérios de desenho em termos de qualidade visual”, <xref ref-type="bibr" rid="B03">Briceño-Avila (2018, p. 10)</xref> classifica esses elementos em físicos (configuração espacial, atividades humanas, biodiversidade e diversidade) e psicológicos (integridade física e expressão estética). Sua avaliação é efetivada em local público do centro histórico de Mérida, Venezuela, e, por procedimentos de construção multidimensional, os aspectos conceituais que incidem na percepção da localidade são explicados quanto às propriedades do espaço. A compreensão observada propõe futuros pontos que demonstram a sua utilidade para propostas de pesquisa e de desenho urbano.</p>
            <p>Também com inquietudes relativas ao patrimônio, <xref ref-type="bibr" rid="B33">Rey Pérez (2017)</xref> reflete sobre a evolução conceitual dessa temática, com a inserção da categoria de paisagem cultural e ressalte para a histórica, com vistas à gestão do desenvolvimento urbano sustentável. A autora argumenta que essa mudança de conceitos é vinculada à alteração dos valores patrimoniais, notadamente frente à aceleração do crescimento das cidades contemporâneas.</p>
            <p>Com direcionamento para o enfoque habitacional, <xref ref-type="bibr" rid="B36">Ruiz Hernández (2015)</xref> aponta a providência de moradia digna a uma crescente população urbana como um dos grandes desafios da contemporaneidade. Sua aplicação de um modelo multicritério em Ciudad Juárez, Chihuahua, México, baseado na integração de atributos físicos (condições do solo, dissecação vertical e zonas de inundação e perigo geológico), socioeconômicos (zonas de pobreza, água potável e cobertura de drenagem, nível de superlotação, relação centro-periferia e valor da terra) e de organização espacial do ambiente urbanizado (incluindo tipos de materiais de construção), fornece subsídios à tomada de decisões no processo de desenvolvimento urbanístico.</p>
            <p>Ainda no escopo da habitação, <xref ref-type="bibr" rid="B34">Rodrigues et al. (2015)</xref> quantificam a associação entre autopercepção do local de moradia e autoavaliação da saúde a partir de consulta a 4.048 adultos residentes em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, por meio da estimativa da magnitude das associações por regressão logística ordinal. Em termos sanitários, há predomínio da classe boa a muito boa (65,7%), associada a características positivas da vizinhança, como aspectos de estética, mobilidade, serviços e relativa a ordem física e social, com o pior enquadramento relacionado à violência. Os autores mencionam, ainda, que “[...] políticas públicas e de saúde devem incorporar intervenções sobre o entorno físico e social em complemento às políticas individuais” (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Rodrigues <italic>et al</italic>., 2015</xref>, p. 246).</p>
            <p>Retomando tópicos de mobilidade urbana ativa, <xref ref-type="bibr" rid="B29">Páramo e Burbano (2019)</xref> afirmam que são poucos os trabalhos que verificam a experiência dos habitantes de uma cidade como pedestres. Nessa perspectiva, avaliam os graus de caminhabilidade de Bogotá, Colômbia. A partir de uma amostra de 305 pessoas de diversas idades, gêneros e locais de moradia, os resultados são decorrentes de respostas de questionário composto por 50 questões.</p>
            <p>Com escalonamento multidimensional, a aplicação da análise de menor espaço (<italic>Smallest Space Analysis</italic>, SSA) define fatores determinantes de decisão acerca do lugar e das condições socioespaciais das opções para deslocamento pedonal em espaços públicos, com contribuições para políticas de planejamento e gestão (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Páramo; Burbano, 2019</xref>). Vale relatar que parte das discussões do estudo é alusiva ao imperativo de produção, pelo desenho urbano e participativo, de cidades mais seguras.</p>
            <p>Defendendo a existência de uma urbe paralela, <xref ref-type="bibr" rid="B45">Yépez-Collantes (2019)</xref> reporta o reconhecimento de elementos efêmeros intangíveis como produtos fenomenológicos da paisagem urbana. Com base em princípios de morfologia e iconografia, realiza registros sensoriais, com formação de um cenário imaginário.</p>
            <p>Nessa contextura de cenas, é plausível a abordagem de <xref ref-type="bibr" rid="B13">Fernandes, Moura e Costa (2018)</xref> de exploração de impressões qualitativas em espaços urbanos noturnos por meio de ambientes virtuais imersivos, focando em aspectos subjetivos da iluminação e suas influências perceptuais na utilização espacial. O intuito do trabalho é analisar qualidades ambientais em João Pessoa, Paraíba, a partir do conceito de “atmosfera percebida” e de opções metodológicas de categorização de palavras com base em meio digital tridimensional como suporte para criação e avaliação de cenários à noite.</p>
            <p>Oriundos de simulação inovadora em realidade virtual de duas situações luminotécnicas (paisagem existente e proposta de intervenção), os resultados de interpretação por respondentes evidenciam subjetividades avaliativas, com destaque, novamente, para questões de segurança e sociabilidade. Os autores destacam que as principais contribuições do trabalho estão relacionadas à “participação coletiva no processo de projeto e aplicação da metodologia em contextos em que a iluminação é fundamental, como espaços públicos [...]” (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Fernandes; Moura; Costa, 2018</xref>, p. 95).</p>
            <p>Pelos artigos analisados, há diversidade analítica de processos perceptuais de cidadãos latino-americanos na vertente socioespacial. Enfoques de destaque são, neste enquadramento, direcionados a espaços públicos e à participação da população.</p>
            <p>Mais uma vez com interface com as anteriormente expostas, a categoria socioeconômica reúne vários assuntos abordados. <xref ref-type="bibr" rid="B09">Delgadillo (2016)</xref> volta suas indagações para a formação de uma paisagem urbana ao mesmo tempo exclusiva e excludente em zonas centrais da Cidade do México, revalorizadas por investimentos públicos e privados em áreas definidas oficialmente como “decadentes”.</p>
            <p>Compreendendo tanto imóveis fabris obsoletos e terrenos baldios, quanto setores patrimonializados, pouco povoados e predominantemente ocupados por população de média e baixa renda, sua investigação, dentre outros âmbitos, é dirigida à interpretação de moradores de 10 bairros sujeitos a diferentes pressões imobiliárias derivadas da transformação urbanística e do processo de gentrificação (<xref ref-type="bibr" rid="B09">Delgadillo, 2016</xref>).</p>
            <p>Por fim, a análise dos artigos é centrada em questões perceptuais concernentes a atividades turísticas. Direcionados a políticas de revitalização urbana focadas no turismo, <xref ref-type="bibr" rid="B23">López-Zapata, Sepúlveda e Gómez-Gómez (2018)</xref> apresentam resultados da pesquisa sobre percepção de visitantes em territórios de transformação urbanística de Medellín, Colômbia. Como principais achados, apontam que são principalmente frequentados por turistas internacionais, que estabelecem maiores graus de interação com os moradores e frequentemente consomem produtos e serviços locais (proporções aproximadas de 68%, 67% e 65%, respectivamente).</p>
            <p>Esta cidade colombiana tem sido constantemente reconhecida como modelo de transformação urbano-social na América Latina. Porém, <xref ref-type="bibr" rid="B10">Echeverry Tamayo (2019)</xref> lembra que se deve ter ciência de que constitui uma entidade dinâmica, dependente de condições urbanísticas do seu território.</p>
            <p>Recente centro de grandes eventos esportivos, a cidade do Rio de Janeiro, estado homônimo, Brasil, é experimentada por <xref ref-type="bibr" rid="B47">Zouain et al. (2019)</xref> pela análise da população local acerca dos impactos dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Com um total de 1.211 entrevistados ao longo de três anos, os respondentes apontam melhorias na mobilidade urbana e no desenvolvimento do turismo.</p>
            <p>Contrariamente, os autores mencionam impropriedades no uso de recursos públicos, elevação de preços e existência de legados não duráveis, afetando a imagem do destino turístico. Essas condições, associadas a outras antes mencionadas, revelam algumas soluções, mas, sobretudo, dificuldades para a gestão urbana.</p>
            <p>Apesar de menos expressivos em termos quantitativos, os conteúdos estudados na dimensão socioeconômica revelam preocupações analíticas acerca de processos perceptuais de cidadãos latino-americanos, com importantes dinâmicas urbanísticas contemporâneas. Nesse panorama, são identificadas relevantes adversidades da construção urbana capitalista.</p>
            <p>Com vistas ao aprofundamento da análise comparativa entre as categorias estudadas, a <xref ref-type="fig" rid="f06">Figura 6</xref> identifica classes de palavras-chave dos artigos, unificadas por sinônimos ou termos correlatos. Nesses procedimentos, “percepção” foi eliminada das representações esquemáticas de nuvens por estar obrigatoriamente vinculada a todos os textos estudados.</p>
            <fig id="f06">
                <label>Figura 6</label>
                <caption>
                    <title>Representações esquemáticas de nuvens de palavras-chave dos artigos selecionados segundo categorias analíticas.</title>
                </caption>
                <graphic xlink:href="2318-0919-oa-21-e245484-gf06.tif"/>
                <attrib>Fonte: Baseada em levantamento bibliométrico em <italic>Scientific Electronic Library Online</italic> (2015-2020).</attrib>
            </fig>
            <p>Verifica-se, assim, que a presença de “paisagem”, como produto visual do ambiente e do espaço (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Santos, 2017</xref>)<xref ref-type="fn" rid="fn07">7</xref>, é marcante para trabalhos sobre questões socioambientais e socioespaciais. Contudo, as características paisagísticas não são prioritárias nos trabalhos referentes a condições socioeconômicas.</p>
            <p>O termo “planejamento” surge em primeira colocação para estas últimas e em segunda para as demais. Este fato indica a importância da abordagem perceptual dos cidadãos para este processo (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Jensen; Birche, 2021</xref>).</p>
            <p>Com menor expressão, “desenho” e “mobilidade” também constam para todas as categorias, com menor ênfase do primeiro vocábulo para questões socioambientais, podendo esta circunstância estar relacionada a certa prevalência de percepções de espaços da natureza nessa conjuntura, ao passo que a segunda palavra é, como previsível, mais destacada para abordagens socioespaciais. “Morfologia” é o tema de menor representatividade no conjunto, inclusive ausente de interpretações socioambientais, possivelmente em função, novamente, da prevalência de trabalhos sobre áreas naturais.</p>
            <p>Reiterando que questões similares são também tratadas em diferentes continentes (<xref ref-type="bibr" rid="B01">Akakpo; Okhimamhe; Orekan, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B02">Azhar <italic>et al</italic>., 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Giannico <italic>et al</italic>., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B25">Meenar; Afzalan, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Wei <italic>et al</italic>., 2022</xref>), diagnostica-se que relacionamentos entre consequências físicas da urbanização e resultados perceptuais dos cidadãos, identificados nos artigos estudados na circunscrição da América Latina e na delimitação temporal especificada, são prioritários para abordagens sobre paisagem, especialmente no âmbito do planejamento urbano. Por outro lado, são menores, no contexto analisado, as influências de aspectos abstratos, como mobilidade e locomoção.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Considerações finais: analisando os resultados</title>
            <p>Pelo alcance do objetivo deste trabalho de analisar a produção científica recente sobre relações entre percepção e produtos de processos urbanísticos, pode-se enunciar, como resposta à questão investigativa, que as principais categorias analíticas de abordagem desse relacionamento compreende aspectos socioespaciais. Nesta esfera, destaca-se que os temas tratados englobam desde elementos territoriais da paisagem, como usos de espaços públicos, graus de caminhabilidade e fatores habitacionais, até componentes culturais, notadamente voltados ao patrimônio histórico, e sociais propriamente ditos, envolvendo participação da sociedade, além de características de intangibilidade e efemeridade de fenômenos paisagísticos, incluindo cenários noturnos de áreas urbanizadas, com alguns enfoques de problemas congruentes à segurança urbana.</p>
            <p>A categoria socioespacial é seguida com proximidade pela socioambiental, essencialmente voltada a componentes da paisagem tanto abióticos, como clima e ar (condições térmicas e sonoras), água (recursos hídricos) e solo e subsolo (deslizamentos e eventos semelhantes), quanto biológicos (essencialmente áreas verdes). De modo sinérgico, também são discutidos pormenores de ecologia e resiliência de cidades.</p>
            <p>Secundariamente, pode ser citada a categoria socioeconômica, restrita a efeitos de intervenções de renovação urbanística, em especial aqueles vinculados a dimensões de gentrificação. Igualmente, são debatidos tópicos pertinentes ao turismo urbano.</p>
            <p>Cabe destaque, ainda, à restrição geográfica dos artigos selecionados a apenas seis países da América Latina, com forte concentração no Brasil, apesar de não haver prevalência de artigos em português. Vale lembrar, porém, a ocorrência generalizada da problemática em nações latino-americanas, a qual é fundada no pressuposto de que parte significativa dos produtos de processos urbanísticos não são adequadamente percebidos pelos cidadãos.</p>
            <p>Conclui-se, por fim, pelo ainda insuficiente aprofundamento do estado da arte da percepção desses fenômenos, o que compromete a compreensão dos produtos do planejamento e desenho de cidades, tanto físicos, dificultando o entendimento de condições paisagístico-morfológicas, quanto abstratos, com especial destaque para mobilidade e locomoção, não suficientemente discutidos pelos textos selecionados. Esses são desafios a serem enfrentados não apenas por pesquisadores, mas, sobretudo, por administradores públicos para a melhoria da gestão de urbes contemporâneas.</p>
            <p>Como comentado na introdução deste trabalho, problemas interpretados para a América Latina são também encontrados em pesquisas realizadas em diferentes posições continentais. Resta, então, a recomendação de desenvolvimento de estudos similares para outras situações mundiais, à luz das mesmas categorias analíticas adotadas, com vistas ao conhecimento aprofundado do estado da arte sobre relações entre cidadão e cidade.</p>
        </sec>
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                <p>Publicado originalmente em 1974, sob o título de “<italic>Topophilia: a study of environmental perception, attitudes, and values</italic>”.</p>
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                <p>Originalmente publicado em 1996.</p>
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                <p>Publicado originalmente em 1961, sob o título de “<italic>The concise townscape</italic>”.</p>
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                <p>Publicado originalmente em 2009, sob o título de “<italic>Cities for people</italic>”.</p>
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                <label>7</label>
                <p>Originalmente publicado em 1996.</p>
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                <p><bold>Como citar este artigo/<italic>How to cite this article</italic>:</bold> Calza, S. P. S.; Hardt, L. P. A.; Hardt, C. Relações entre cidadão e cidade: estado da arte da percepção de processos urbanísticos. <italic>Oculum Ensaios</italic>, v. 21, e245484, 2024. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.24220/2318-0919v21e2024a5484">https://doi.org/10.24220/2318-0919v21e2024a5484</ext-link></p>
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                <label>Apoio/<italic>Support</italic></label>
                <p>Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq – Processos Nºs 456414/2014-2, 470840/2014-5 e 309328/2015-2) e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR – Bolsa de premiação por mérito acadêmico Marcelino Champagnat).</p>
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