OS PRINCÍPIOS ENGELHARDTIANOS PARA A BIOÉTICA

Autores

  • Alexandre da COSTA

Palavras-chave:

Bioética, Princípio do Consentimento , Princípio da Beneficência, Autonomia, Tolerância , Amigos morais e estranhos morais

Resumo

Tristram Engelhardt, bioeticista estadunidense, tem como ponto de partida de sua reflexão o fracasso do projeto ilustrado em conceber uma moral canônica, universal, baseada somente na razão. Seria o triunfo da racionalidade sobre as bases metafísicas e religiosas que sustentaram toda a filosofia antiga e medieval. No entanto, o que se viu foi o surgimento de muitas moralidades defensáveis, mas muitas vezes incompatíveis entre si. A bioética surge neste contexto de pluralismo ético. Entretanto, para Engelhardt, a bioética não pode ser dotada de conteúdo universal, canônico e ser imposta para todos o segmentos da sociedade.
Surge então a dificuldade de criar um discurso bioético que seja capaz de autoridade numa sociedade secular pluralista. Engelhardt, na tentativa de dar uma resposta, cria uma ética procedi mental, mínima e secular. E, neste sentido, os princípios norteadores das discussões, escolhas e decisões são dois: Princípio do Consentimento e Princípio da Beneficência.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BARCHIFONTAINE, C. de Paul &PESSINI, Leo(orgs). Bioética: alguns desafios. São Paulo: Loyola, 2001.

ENGELHARDT, H. T. Jr. The Faundatians af Biaethics. Nova York: Oxford University Press, 1986.

.Fundamentos da Bioética. Tradução de José A. Ceshin, 2.ed. São Paulo: Loyola, 1998.

GAFO, Javier (ed). Fundamentación de Ia bioética y manipulación genética. Madrid: Pulicacionesde La Universidad Pontifícia Comillas, 1991

POTTER, Van Rensselaer. "Bioethics: The science of survival". In: Perspectives in Biology and Medicine, 14 (1) , Outono de 1970.

Downloads

Publicado

2003-06-30

Edição

Seção

ARTIGOS