A GESTAÇÃO DA CONSCIÊNCIA

Leitura de um poema

Autores

  • Otaviano Pereira Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Resumo

Visando à melhor compreensão, o poema foi dividido em 6 partes, ou momentos, assim como a demarcação dos 201 versos, de 5 em 5. Evidentemente este critério não é rigoroso nem absoluto. podendo, cada leitor, marcar novas divisões a critério pessoal. Poesia e arte não são tábulas rasas.

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Referências

LIBÂNIO, João B., Formação da Consciência Crítica, Petrópolis, Vozes, 1979, 19 Vol., 108 páginas. A obra se divide em 3 volumes. Neste 1º citado, o autor tenta organizar estes três momentos ou tendências da formação da consciência numa abordagem muito global e ao mesmo tempo concreta, entendendo que a consciência não é um dado abstrato, mas gerada a partir destes três momentos teórico-práticos, daí, uma crítica engajada. Em relação à obra toda, são estas as três subdivisões: 19 Vol: Subsídios Filosófico. Culturais, 29 Vol: Subsídios Sócio-Analíticos. 3º Vol: Subsídios Psíquico- Pedagógicos.

Ver texto de Paul RICCOEUR: “Trabalho e Palavra’' na sua seleção de artigos sob o título História e Verdade, trad. bras. F. A. Ribeiro, Forense, Rio de Janeiro. 1968. PP. 201 – 224.

Contrapomos o termo animal-homem numa distinção de vocabulário sem entrar em detalhes (semânticos) ou numa discussão filosófico- antropológica dessa relação.

Impossível não lembrar Paulo Freire em sua Pedagogia Libertadora nesta análise. A este propósito, ver o artigo de Álvaro P. LEITE: "Educação e Conscientização'’, in Síntese ( Nova Fase ), nº 5, vol. II, out-dez. 1975. lBRADES-Ed. Loyola, S. Paulo, 1975, pp. 53 – 85, sobretudo o esquema esboçado pela análise que o articulista traça a partir do método de alfabetização de P. Freire ( pág. 75 ): “Quadro esquemático do processo de conscientização com as características de cada nível de consciência ( 3 níveis ) e o levantamento da questão da transitividade ( crítica ou acrítica ) versus intransitividade da consciência em formação ”

Op. cit. pág. 208.

Ouçamos o pronunciamento de um alfabetizando, na Pedagogia da Libertação de P. Freire: ''Faço sapatos e descubro que tenho o mesmo valor do doutor que faz livros“. Educação Como Prática da Liberdade, 69 ed. Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1976, P. 1 10.

Op. cit. 39 parte vol. t

Para sair de uma situação tida como ''círculo ideológico’' ( e após uma breve análise do homem como ser “politicum, economicum et simbolicum’' ), o autor J. B. Libânio nos apresenta os seguintes passos: 11 ) Levantar suspeita, (2) A experiência do diferente e, t3> uma atitude de abertura fundamental em dois aspectos: psicológica cultural e teológico. Ver. op. cit. Vol. II, pp. 27 – 56.

WEIL, Eric, Logique de La Philosophie, 29 ed. Librairie Philosophique J. Vrin, Paris, 1974, pág. 5 da Introdução. Ver também as páginas 9 e 10 da Introdução : ''La negation de la negativité: le langage du philosophe comme liberation du mecontentement” e às páginas 12 e 16: ''Le philosophe et I'homme ordinaire: le refus de la philosophie.

Muito se tem dito a propósito da tônica que marca a diferença entre o homem e o animal. Não para def ini-lo em conceito estático, fechado, diria que, à diferença do animal, o homem é o SER PARA O DISCURSO

E agora nós passamos específica e definitivamente de uma primeira para uma segunda violência; da violência física para a violência do discurso ( de outro nível ) no confronto patrão-operário. E este é o sentido mais original da dialética ( entendida etimologicamente ) entre os gregos: a arte da argumentação. Ora. SIM mais SIM ( ou tese mais tese ) não resulta em nenhuma dialética. Seria o pleno “acordo“ empobrecido ( que não é síntese das posições ), a interrupção do processo.

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Publicado

1980-04-30

Como Citar

Pereira, O. (1980). A GESTAÇÃO DA CONSCIÊNCIA: Leitura de um poema. Reflexão, 5(16). Recuperado de https://puccampinas.emnuvens.com.br/reflexao/article/view/10795

Edição

Seção

Artigos