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            <journal-title>Transinformação</journal-title>
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            <publisher-name>Pontifícia Universidade Católica de Campinas</publisher-name>
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            <article-title>Catálogo de dados para descoberta e recuperação de dados abertos: uma solução baseada em APIs governamentais do Brasil</article-title>
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               <trans-title>Data catalog for discovering and retrieving open data: a solution based on government APIs from Brasil</trans-title>
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            <label>1</label>
            <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Minas Gerais</institution>
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            <label>2</label>
            <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Minas Gerais</institution>
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            <country country="BR">Brasil</country>
            <institution content-type="original">Universidade Federal de Minas Gerais, Instituto de Ciências Exatas, Departamento de Ciência da Computação. Belo Horizonte, MG, Brasil.</institution>
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         <author-notes>
            <corresp id="c01"> Correspondência para/<italic>Correspondence to</italic>: P. NASCIMENTO SILVA. E-mail: <email>patricians@ufmg.br</email>. </corresp>
            <fn fn-type="edited-by">
               <label>Editora</label>
               <p>Valéria dos Santos Gouveia Martins</p>
            </fn>
            <fn fn-type="conflict">
               <label>Conflito de interesses</label>
               <p>Os autores declaram que não há conflito de interesses.</p>
            </fn>
         </author-notes>
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               <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (<italic>Open Access</italic>) sob a licença <italic>Creative Commons Attribution</italic>, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.</license-p>
            </license>
         </permissions>
         <abstract>
            <title>Resumo</title>
            <p>Com a evolução tecnológica e o surgimento de novos suportes, ambientes e ferramentas, as fontes de informação sofreram alterações nas formas de acesso e comunicação, sendo automatizadas por <italic>Application Programming Interface</italic> que permitem a representação, organização e recuperação de dados para diversos domínios. O catálogo, instrumento longínquo de organização e preservação em acervos, também sofreu modificações contemplando uma visão ampliada dos dados e metadados nas organizações. Unir esses recursos para descoberta e recuperação em fontes volumosas, valiosas, pouco padronizadas e dispersas como os dados abertos publicados pelos governos é uma solução plausível e necessária. O objetivo deste estudo foi modelar um catálogo de dados para as <italic>Application Programming Interfaces</italic> de dados governamentais abertos do Brasil. Caracterizada como descritiva e aplicada, a pesquisa foi dividida em três etapas, uma para cada objetivo específico, executadas entre 2023 e 2024. Na primeira etapa, o mapeamento das <italic>Application Programming Interfaces</italic>, realizado em estudo anterior, foi utilizado para estudo e identificação dos domínios, fontes de informação e ativos. Na segunda etapa foram definidos metadados para representação das <italic>Application Programming Interfaces</italic>, que considerou componentes padrões da arquitetura, o padrão e-PMG e um vocabulário controlado do governo para classificação. A terceira etapa consistiu na modelagem do catálogo de dados, por meio de um banco de dados relacional, com oito tabelas validadas com dados reais. O catálogo de dados permitiu descobrir metadados para recuperar conjuntos de dados abertos, fomentando o reúso e a interoperabilidade com outras aplicações, além disso, a solução é reprodutível para outros serviços e domínios de dados.</p>
         </abstract>
         <trans-abstract xml:lang="en">
            <title>Abstract</title>
            <p>With technological evolution and the emergence of new media, environments and tools, information sources have under gone changes in the ways they are accessed and communicated, being automated by Application Programming Interfaces that allow data to be represented, organized and retrieved for various domains. The catalog, a long-standing tool for organizing and preserving collections, hás also under gone changes, taking on board na expanded vision of data and metadata in organizations. Combining these resources for Discovery and retrieval in voluminous, valuable, poorly standardizedanddispersedsourcessuch as open data published by governments is a plausible and necessary solution. The aim of this study was to model a data catalog for open government data Application Programming Interfaces of Brazil. Characterized as descriptive and applied, there search was divided in to three stages, one for each specific objective, carried out between 2023 and 2024. In the first stage, the mapping of Application Programming Interfaces, carried out in a previous study, was used to study and identify domains, information sources and assets. In the second stage, metadata was defined to representthe Application Programming Interfaces, takingin to account standard components of the architecture, the e-PMG standard and a controlled government vocabulary for classification. The third stage consisted of modeling the data catalog using a relational database with eight tables validated with real data. The data catalog made it possible to discover metadata to retrieve open data sets, encouraging reuse and interoperability with other applications, and the solutionis reproducible for other services and data domains.</p>
         </trans-abstract>
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            <title>Palavras-chave</title>
            <kwd>API</kwd>
            <kwd>Catálogo de dados</kwd>
            <kwd>Dados governamentais abertos</kwd>
            <kwd>Fontes de informação</kwd>
            <kwd>Metadados</kwd>
            <kwd>Recuperação de informação</kwd>
         </kwd-group>
         <kwd-group xml:lang="en">
            <title>Keywords</title>
            <kwd>API</kwd>
            <kwd>Data catalog</kwd>
            <kwd>Open government data</kwd>
            <kwd>Information sources</kwd>
            <kwd>Metadata</kwd>
            <kwd>Information retrieval</kwd>
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         <funding-group>
            <award-group>
               <funding-source>Universidade Federal de Minas Gerais</funding-source>
               <award-id>30201*42</award-id>
            </award-group>
            <funding-statement>Universidade Federal de Minas Gerais (Projeto nº: 30201*42) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.</funding-statement>
         </funding-group>
         <counts>
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      <sec sec-type="intro">
         <title>Introdução</title>
         <p>No contexto fundamental da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, a maneira como os dados são organizados definem como eles podem ser pesquisados. Esta realidade se aplica a diversos suportes, ambientes e ferramentas informacionais e ganha destaque na “Era dos Dados” com o catálogo de dados corporativos (<italic>Data Catalog</italic>) que permite uma visão abrangente de todos os dados existentes em uma organização, subsidiando a descoberta de dados, a recuperação de informação e futuramente a criação de grafos de conhecimento (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Olesen-Bagneux, 2023</xref>).</p>
         <p>Com o avanço das tecnologias da informação e comunicação e principalmente da web, a disponibilização de dados, processáveis por máquinas, na <italic>internet</italic>, por meio de <italic>Application Program Interface</italic> (API), tornou-se uma fonte de informação da atualidade. Esta fonte de informação na web é utilizada por muitas empresas e governos para publicar e principalmente para trocar dados entre sistemas.</p>
         <p>A interoperabilidade entre essas novas fontes de informação é possível graças a arquitetura de microsserviços que utiliza as APIs para implementar o acesso por máquina padronizado, com definições compartilhadas em suas documentações, para uma interação fácil e eficaz (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Fowler, 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Saudate, 2021</xref>).</p>
         <p>O movimento de acesso aberto, iniciado em 2001, durante a conferência <italic>Budapest Open Access Iniciative</italic>, fomentou o acesso aberto aos dados de pesquisa (<xref ref-type="bibr" rid="B09">Budapest Open Access Initiative, ©2024</xref>) e foi empreendido em outras áreas como a governamental. O termo <italic>open government data</italic> foi criado em 2007, em uma conferência em Sebastopol, Califórnia, para definir os princípios relacionados (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Open Gov Data, 2007</xref>) e caracterizar os dados abertos sobre o governo, ou Dados Governamentais Abertos (DGA) (<xref ref-type="bibr" rid="B01">Albano, 2014</xref>). Essa nova tipologia de dados ganhou muito destaque, sendo considerado um fenômeno político e socioeconômico, promovendo envolvimento cívico e estimulando inovações no setor público e em diversas áreas (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Nikiforova <italic>et al</italic>., 2023</xref>).</p>
         <p>Com o passar dos anos, surgiram legislações e políticas específicas para publicação de dados abertos pelos órgãos governamentais. No Brasil, o marco inicial foi a Lei de Acesso à Informação (LAI), Lei Nº 12.527/2011, mas a Política de Dados Abertos foi oficializada pelo Decreto Nº 8.777/2016, somente em 2016 (<xref ref-type="bibr" rid="B06">Brasil, 2011</xref>;<xref ref-type="bibr" rid="B07"> Brasil, 2016a</xref>). A partir dessas novas regulações, o volume de DGA aumentou significativamente, assim como a diversidade de formatos e padrões utilizados, tornando-se uma tarefa cada vez mais difícil colocá-los em um contexto significativo para extrair informações valiosas (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Kalampokis; Tambouris; Tarabanis, 2013</xref>).</p>
         <p>Considerando a importância dos DGA, as APIs são recursos tecnológicos em potencial neste contexto informacional, apoiando o acesso, a organização e a recuperação de grandes volumes de dados para serem reutilizados em análises e novos produtos e serviços de informação (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Silva, 2022</xref>). No Brasil, a recuperação de DGA em APIs é dificultada pela ausência de um padrão geral para publicação e pela falta de centralidade das informações que estão fragmentadas nos sites e portais dos órgãos que disponibilizam esse serviço (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Silva, 2023</xref>).</p>
         <p>É nesse contexto informacional que o catálogo de dados pode ser utilizado para otimizar a descoberta de dados e a recuperação de informação, permitindo a democratização dos DGA e seu reúso. O catálogo é um longínquo instrumento de guarda e permanência que está diretamente associado à organização e controle de um acervo (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Pedrão, 2019</xref>), mas com a evolução dos suportes e novos ambientes de informação tem sofrido alterações em relação a sua concepção e implementação. Para <xref ref-type="bibr" rid="B23">Olesen-Bagneux (2023)</xref> o catálogo de dados é um mecanismo de pesquisa, sendo essencialmente um banco de dados contendo metadados extraídos de fontes de informação. Na atualidade, essa ferramenta tem sido utilizada junto à governança de dados para acompanhar todo o ciclo de vida dos dados e permitir pesquisar e encontrar efetivamente os dados de uma organização.</p>
         <p>Diante da necessidade de recuperação dos DGA, no contexto das fontes de informação automatizadas, o catálogo de dados pode ser uma solução interessante para este domínio de investigação, ainda pouco explorado, mas com um grande potencial a ser revelado. Considerando todo esse cenário, o estudo parte das seguintes problemáticas: quais os tipos de dados existentes nas APIs de DGA? Como um catálogo de dados pode ser utilizado para descoberta de dados nas APIs de DGA do Brasil? O objetivo da pesquisa foi modelar um catálogo de dados para APIs de DGA no contexto brasileiro. Especificamente buscou-se: (i) analisar os dados e metadados das APIs de DGA brasileiras, (ii) definir os atributos e metadados para representação das APIs e (iii) modelar um catálogo de dados. Metodologicamente a pesquisa foi dividida em três etapas, uma para cada objetivo específico, e foi caracterizada como descritiva e aplicada.</p>
         <p>Este estudo integra um projeto de pesquisa maior, intitulado: Observatório de Dados Abertos (https://observatoriodedadosabertos.eci.ufmg.br/) que reúne estudos sobre interoperabilidade, organização, recuperação e reúso de dados abertos do governo brasileiro. Esta pesquisa apresenta uma solução prática para modelagem de um catálogo de dados para um domínio específico, considerando os aspectos da organização e representação da informação, temáticas essenciais da Ciência da Informação que fazem intersecção com ferramentas tecnológicas da Ciência da Computação para alcançar um objetivo comum dos DGA que é a sua recuperação e o reúso pela sociedade. Estima-se que otimizar a representação, organização e recuperação dos dados abertos poderá viabilizar o acesso e uso dos dados por parte da sociedade e potencializar a criação de novos conhecimentos e oportunidades de inovação.</p>
         <sec>
            <title>Conceitos e Fundamentação Teórica</title>
            <p>A Recuperação de Informação apesar de ser considerada uma área recente, cujo termo foi criado em 1951 por Calvin Mooers, é um desafio vivenciado desde a antiguidade pela humanidade que vem organizando a informação para sua recuperação em diferentes suportes nas bibliotecas (<xref ref-type="bibr" rid="B04">Baeza-Yates; Ribeiro-Neto, 2013</xref>). Com a rápida evolução da tecnologia da informação e comunicação e o surgimento de novos suportes informacionais e ambientes digitais, o desafio não foi cessado, e sim alterado de contexto.</p>
            <p>O conceito e a noção de documento, muito discutida por autores clássicos da Documentação e da Ciência da Informação como Otlet e Briet ou como informação por Buckland, Capurro e Hjorland (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Lara, 2010</xref>) é abrangente. No entendimento de <xref ref-type="bibr" rid="B11">Cunha e Cavalcanti (2008, p. 132)</xref> o documento é “[...] 2.4 Qualquer tipo de registro, sejam quais forem os seus dados ou configurações, quer se encontre em papel, pergaminho ou filme, ou em qualquer outro material”. Essa definição admite incluir outros elementos como dados, informação e conhecimento, em diferentes suportes, considerando as características das fontes de informações atuais e contextos contemporâneos como os DGA.</p>
            <p>Os DGA são compreendidos como um subdomínio dos dados abertos que conforme sua definição podem ser livremente utilizados, reutilizados e redistribuídos por qualquer pessoa, com a exigência de atribuição à fonte original e do compartilhamento pelas mesmas licenças em que foi apresentado (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Open Knowledge, 2024</xref>). Quando esses dados abertos compreendem os dados públicos, provenientes de atividades ou bases governamentais, são denominados DGA. As iniciativas de DGA foram observadas em vários países a partir de 2009, em decorrência do movimento de acesso aberto e do governo aberto nos anos 2000 (<xref ref-type="bibr" rid="B30">United Nations Economics Commission for Europe, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B09">Budapest Open Access Initiative, ©2024</xref>). Seus princípios estabelecem recomendações sobre as melhores práticas de publicação na <italic>internet</italic> recomendando que os dados sejam completos, primários, atualizados, acessíveis, processáveis por máquina, com acesso não discriminatório, em formatos não proprietários e livres de licença (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Open Gov Data, 2007</xref>). Essas recomendações envolvem a recuperação dos dados abertos, em fontes na web, de forma automatizada.</p>
            <p>Desde o surgimento da <italic>internet</italic>, até então denominada ARPAnet, em 1969, nos Estados Unidos da América, o surgimento da World Wide Web, desenvolvida pelo programador inglês Tim Berners-Lee, em colaboração com o cientista da computação Robert Cailliau, em 1989, até os dias atuais, os ambientes têm se modificado consideravelmente. A cada nova evolução ou fase da web aumenta a quantidade de recursos, a interação dos usuários e as tecnologias, como a web semântica, para adicionar significado aos recursos e permitir a cooperação entre humanos e máquinas, e novos meios de armazenamento como o armazenamento em nuvem (<xref ref-type="bibr" rid="B03">Araújo; Fachin, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B05">Berners-Lee; Hendler; Lassila, 2001</xref>).</p>
            <p>Em meio ao contexto da recuperação de informação e das evoluções da web, as APIs se caracterizam como uma forma de partilhar recursos entre sistemas, sendo também utilizadas como fontes de informação.</p>
            <p>Uma API, ou uma interface de programação de aplicação, são padrões de programação para acesso a aplicações disponibilizadas na web. Elas podem ser consideradas uma forma de comunicação com outros sistemas que procura abstrair totalmente os detalhes da implementação subjacente, ou pelo menos o que for possível, permitindo ao usuário não familiarizado com determinado sistema recuperar as informações que necessita, de forma fácil e rápida. Uma API expande o público-alvo da aplicação e promove a interoperabilidade, mas para cumprir com esse objetivo, a API deve ser o mais autoexplicativa possível, implementar versões e ter uma boa documentação (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Saudate, 2021</xref>).</p>
            <p>Assim como as APIs, o catálogo de dados é um instrumento imerso ao fenômeno do <italic>big data</italic>, com grandes e heterogêneos volumes de dados, e está relacionado à descoberta de dados, ou seja, pesquisar e encontrar efetivamente os dados. Diferentemente da pesquisa nos dados, que inclui o conteúdo, a pesquisa por dados inclui os metadados e pode ocorrer de forma aleatória ou ser estruturada. Quando estruturada é realizada de maneira formalizada em uma solução projetada para esse fim, como o catálogo de dados. A partir do catálogo, a descoberta de dados começa com a constatação que os dados existem, sem se concentrar no seu conteúdo (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Olesen-Bagneux, 2023</xref>).</p>
            <p>O catálogo de dados no contexto de uma API se concentra em apoiar a identificação de recursos da aplicação e a pesquisa por dados. No domínio dos DGA, isso significa permitir ao usuário identificar quais dados são disponibilizados para cada conjunto de dados abertos, para em um segundo momento possibilitar a recuperação de informação, ou seja, a pesquisa nos dados disponibilizados.</p>
         </sec>
      </sec>
      <sec sec-type="methods">
         <title>Procedimentos Metodológicos</title>
         <p>A pesquisa foi caracterizada como descritiva, por descrever as características de uma população ou determinado fenômeno (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Gil, 1999</xref>), neste estudo representado pelas APIs de DGA, e aplicada, por ter um interesse prático, onde os resultados serão utilizados imediatamente na solução de um problema real (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Lakatos; Marconi, 2002</xref>), ou seja, a modelagem de um catálogo de dados. A investigação foi estruturada em três etapas: Etapa 1 - Estudo das APIs de DGA existentes no Brasil; Etapa 2 - Definição de metadados para representação das informações das APIs e Etapa 3 - Modelagem do catálogo de dados.</p>
         <p>É importante ressaltar que este estudo considerou o objetivo do catálogo de dados, definido na literatura por <xref ref-type="bibr" rid="B23">Olesen-Bagneux (2023, p. 77)</xref>, para: “saber que tipo de dados sua organização detém”, esse objetivo vai de encontro com a problemática do estudo, no contexto dos DGA, que envolve saber os tipos de dados existentes nas APIs de DGA. No entanto, algumas adaptações foram necessárias para a modelagem deste catálogo de dados, visto que os dados não foram acessados diretamente em seus sistemas de origem e sim pelas APIs que disponibilizam os DGA de forma aberta para sociedade.</p>
         <p>A Etapa 1 foi realizada com um dos artefatos do projeto que este estudo integra e mapeou a recuperação de dados abertos em APIs de DGA no Brasil. Uma pesquisa exploratória nos sites, instrumentos e documentos da política de dados abertos identificou as APIs de dados abertos dos órgãos do governo federal e mapeou, até 2023, 19 APIs de 14 órgãos que disponibilizam dados abertos (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Nascimento Silva, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B21">Nascimento Silva; Da Silva, 2023</xref>). Para cada API foi observado seu conteúdo, a estrutura de dados, assim como os elementos que integram a API (rotas, parâmetros, retornos) para definição dos domínios, fontes de dados e ativos.</p>
         <p>A Etapa 2 definiu uma estrutura padrão, a partir dos elementos que compõem as APIs, que deve ser considerada para representar e recuperar dados e informações no catálogo de dados. Foram considerados elementos para representação descritiva ou catalogação de dados abertos, envolvendo instrumentos do governo como o padrão de metadados e-PMG (<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.gov.br/governodigital/pt-br/governanca-de-dados/PMGVersao1_1.pdf">https://www.gov.br/governodigital/pt-br/governanca-de-dados/PMGVersao1_1.pdf</ext-link>), um padrão específico para representação de informação no governo eletrônico, e da representação temática, a partir de um vocabulário controlado para classificação das APIs. De forma adicional, foram incluídos metadados técnicos para um maior detalhamento das APIs.</p>
         <p>A Etapa 3 consistiu na modelagem do catálogo de dados, a partir dos resultados obtidos nas Etapas 1 e 2. A documentação da modelagem proposta foi o objeto em destaque nesta etapa que tem como objetivo relatar a arquitetura do catálogo de dados, assim como apresentar as definições, ações e procedimentos realizados. A <xref ref-type="fig" rid="f01">Figura 1</xref> apresenta um resumo das etapas, destacando os principais procedimentos, pré-requisitos utilizados, artefatos gerados e trabalhos futuros após a modelagem (implementação e consultas).</p>
         <fig id="f01">
            <label>Figura 1</label>
            <caption>
               <title>Etapas metodológicas para implementação do catálogo de dados.</title>
            </caption>
            <graphic xlink:href="2318-0889-tinf-36-e2410694-gf01.tif"/>
            <attrib>Fonte: Elaborada pelos autores (2024).</attrib>
         </fig>
         <fig id="f02">
            <label>Figura 2</label>
            <caption>
               <title>Representação da Application Programming Interface – Exemplo Câmara dos Deputados.</title>
            </caption>
            <graphic xlink:href="2318-0889-tinf-36-e2410694-gf02.tif"/>
            <attrib>Fonte: Elaborada pelos autores (2024).</attrib>
         </fig>
         <p>As três etapas foram iniciadas no segundo semestre de 2023 e concluídas em 2024. A equipe de trabalho envolveu inicialmente dois pesquisadores e a partir de outubro de 2023, três, de forma direta. Todas as atividades do projeto foram gerenciadas pela primeira autora e coordenadora do projeto, seguindo os eventos e artefatos do <italic>framework</italic> Scrum, com ciclos (<italic>sprints</italic>) semanais. O ambiente de trabalho (diretórios com documentações e modelagens, ferramentas de gestão e acompanhamento do projeto e salas de reunião online), foi construído em ferramentas web com de armazenamento em nuvem e utilizado por todos os integrantes para execução das atividades. O <italic>framework</italic> Scrum foi selecionado por ser uma metodologia ágil empregada em projetos em que não se conhece todos os requisitos, e mudanças podem ocorrer em seu desenvolvimento (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Valente, 2020</xref>), situação identificada já na Etapa 1 ao identificar APIs heterogêneas e despadronizadas.</p>
      </sec>
      <sec sec-type="results|discussion">
         <title>Resultados e Discussão</title>
         <p>Na Etapa 1 foi feita uma análise das 19 APIs mapeadas, a fim de identificar as áreas que estavam relacionadas e a estrutura básica comum para a maioria das APIs de dados abertos. Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B23">Olesen-Bagneux (2023)</xref>, a eficácia do catálogo de dados depende de como ele é estruturado e isso afeta diretamente a sua capacidade de pesquisa.</p>
         <p>Assim, a partir dessa estrutura básica e do conteúdo identificado nas APIs foi definida a organização do catálogo de dados. Essa organização considerou a classificação das APIs em domínios, fontes de dados e ativos. A maioria das APIs eram bem distintas e envolviam diversos órgãos, desta forma foram definidos 11 domínios, conforme classificação do Vocabulário Controlado de Governo Eletrônico (VCGE), e 14 fontes de dados, em uma relação direta com os órgãos responsáveis, conforme apresentado no <xref ref-type="table" rid="t01">Quadro 1</xref>.</p>
         <table-wrap id="t01">
            <label>Quadro 1</label>
            <caption>
               <title>Organização de domínios, fontes de dados e ativos do catálogo de dados.</title>
            </caption>
            <table frame="hsides" rules="all">
               <thead>
                  <tr align="center" valign="top" style="background-color:#0070C0;color:#FFFFFF">
                     <th align="left">Domínio</th>
                     <th>Fonte dos dados</th>
                     <th>Ativo</th>
                  </tr>
               </thead>
               <tbody>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td rowspan="5">Administração</td>
                     <td>Ministério da Economia</td>
                     <td>Portal Nacional de Contratações Públicas (PNPC)</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>Câmara dos Deputados</td>
                     <td>Legislativo (Camara de deputados federal)</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td rowspan="2">Controladoria-Geral da União</td>
                     <td><italic>Application Programming Interface</italic> (API) <italic>Representational State Transfer</italic> (REST) do Portal da Transparência do Governo Federal</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>API REST do Portal de Dados Abertos</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>Senado Federal</td>
                     <td>Senado</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>Assistência Hospitalar e Ambulatorial</td>
                     <td>Agência Nacional de Saúde</td>
                     <td>Operadoras <italic>Application Programming Interface</italic> (API)</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>Clima</td>
                     <td>Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais</td>
                     <td>Previsão de Tempo em <italic>Extensible Markup Language</italic> (XML) – Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE)</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>Compras governamentais</td>
                     <td>Ministério da Economia</td>
                     <td>API de Compras Governamentais</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>Cultura</td>
                     <td>Ministério da Cultura</td>
                     <td>Sistema de Apoio às Leis de Insentivo à Cultura (SALIC) propostas de projetos culturais a serem incentivados pelo Ministério da Cultura)</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td rowspan="2">Economia e Finanças</td>
                     <td>Banco Central do Brasil (BACEN)</td>
                     <td>BACEN</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td rowspan="3">Ministerio da Fazenda</td>
                     <td>Dados Abertos de Custos com Depreciação do Governo Federal</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>Fiscalização do estado</td>
                     <td>Sistema de Análise da Dívida Pública, Operações de Crédito e Garantias da União, Estados e Municípios (Sapidem)</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>Fiscalização do Estado</td>
                     <td>Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (SICONFI)</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td rowspan="3">Pesquisa e Desenvolvimento</td>
                     <td>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</td>
                     <td>Dados agregados do IBGE</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td rowspan="2">Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada</td>
                     <td>Atlas do Estado Brasileiro (IPEA)</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>IPEA - DATA</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>Previdência social</td>
                     <td>Sistema de Informações dos Regimes Públicos de Previdência Social (CADPREV )</td>
                     <td>Cadprev</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>Saúde</td>
                     <td>Ministério da Saúde</td>
                     <td>Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS)</td>
                  </tr>
               </tbody>
            </table>
            <table-wrap-foot>
               <fn>
                  <p>Fonte: Elaborada pelos autores (2024).</p>
               </fn>
            </table-wrap-foot>
         </table-wrap>
         <p>Para classificação das APIs e definição dos domínios foi escolhido o VCGE, um vocabulário controlado para indexar informações do governo federal brasileiro que abrange os assuntos dos domínios especificados no âmbito do governo e dos padrões vigentes de interoperabilidade (ePING, <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://eping.governoeletronico.gov.br/">https://eping.governoeletronico.gov.br/</ext-link>) para o governo digital no Brasil (<xref ref-type="bibr" rid="B08">Brasil, 2016b</xref>). Optou-se por criar domínios mais abrangentes, visto que as APIs são bem diversas e apresentam conteúdos bem diversificados sobre uma área de assunto. Cada API foi considerada um ativo, visto que tinham características próprias. Destaca-se que nesta modelagem inicial foi considerado como ativo para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somente a API de dados agregados, por ser mais “conhecida”, com dados de pesquisas e censos, e por sua estrutura manter a conformidade com as outras APIs disponibilizadas pelo órgão.</p>
         <p>Na Etapa 2, os elementos comuns à estrutura das APIs, observados na Etapa 1, foram analisados para definição de uma estrutura padrão. Conforme destacado por <xref ref-type="bibr" rid="B17">Kobashi (1996)</xref>, para representar a informação contida em um documento, o profissional da informação precisa ter conhecimento da instituição que mantém o arquivo (estrutura e funcionamento), da essência documental (de que trata e para que fins foi criado o documento) e a quem se destina o uso. Dessa forma, além da estrutura comum observada nas APIs foram analisados os ativos, o contexto e a tipologia dos dados abertos disponibilizados.</p>
         <p>A arquitetura de microsserviços, definida e padronizada por APIs, foi um fator decisivo para estabelecer os elementos para representação das APIs no catálogo. Com isso, foram considerados os elementos que compõem uma API. Os microsserviços adotam APIs como canais para atender aos usuários, sendo similar a uma “função” na programação, que é composta pelo nome da função, parâmetros de entrada e a saída a ser gerada (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Ghani; Zakaria, 2018</xref>). Com isso, baseado nas características dessa arquitetura e do seu funcionamento, os elementos comuns que compõem as APIs, considerados para sua representação foram: <italic>URL</italic> padrão, <italic>endpoint</italic> ou rotas disponíveis, também conhecido como <italic>path</italic>, parâmetros disponíveis para cada <italic>endpoint</italic> e retorno do <italic>endpoint</italic> (metadados retornados) com um exemplo do objeto retornado pela API.</p>
         <p>A <xref ref-type="fig" rid="f02">Figura 2</xref> apresenta a validação dos elementos definidos na API da Câmara dos Deputados que possui a URL padrão: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://dadosabertos.camara.leg.br/api/v2/">https://dadosabertos.camara.leg.br/api/v2/</ext-link> e os <italic>endpoints</italic>: (1) /blocos (2) /deputados (3) /eventos (4) /frentes. Cada <italic>endpoint</italic> admite parâmetros específicos e para cada parâmetro repassado haverá um retorno associado. É importante destacar que a URL padrão irá executar somente se possuir a indicação do <italic>endpoint</italic> e respectivos parâmetros, conforme apontado na documentação da API (<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://dadosabertos.camara.leg.br/swagger/api.html">https://dadosabertos.camara.leg.br/swagger/api.html</ext-link>).</p>
         <p>Conforme destacado por <xref ref-type="bibr" rid="B12">Ferneda (2012)</xref>, um Sistema de Recuperação de Informação (SRI) deve representar o conteúdo dos documentos do corpus e apresentá-los ao usuário de uma forma que permita a rápida seleção dos itens que satisfazem total ou parcialmente a necessidade de informação. Fazendo uma associação com as APIs, esta necessidade que geralmente é formalizada por uma expressão de busca e formulada pelo usuário, em um SRI convencional, agora está padronizada e definida com <italic>endpoints</italic> e parâmetros, estruturados no catálogo de dados. Com isso, considerando ainda a analogia com um SRI, a operação de tradução (representação da expressão de busca) que é comparada com a representação dos documentos no corpus, pela função de busca, no modelo de recuperação de informação, tornou-se uma requisição, uma operação simples e direta na API.</p>
         <p>A partir dessas definições sobre a recuperação de informação e características observadas, foram mapeados todos os metadados necessários para descrever e representar as APIs, contendo a descrição da estrutura e caracterização das fontes. O padrão de metadados do governo eletrônico (e-PMG) foi considerado para caracterização dos componentes, contudo não havia uma correspondência direta com todos os elementos das APIs. Apesar de as APIs governamentais não utilizarem um padrão de metadados, essa condição não impediu a modelagem do catálogo, que considerou recursos comuns e mais gerais. Destaca-se que foram realizados vários testes, com dados já mapeados nas APIs, para validar se os metadados definidos atendiam as APIs mais diversas.</p>
         <p>O uso apropriado do padrão de metadados assegura uma descrição normalizada e como consequência uma representação de qualidade que facilita o intercâmbio de informações e a recuperação da informação, promovendo a interoperabilidade (<xref ref-type="bibr" rid="B02">Alves, 2010</xref>). Nesse sentido, estabelecer um padrão de metadados para o desenvolvimento de uma API é essencial para promover a sua interoperabilidade com outros serviços, permitir a integração com outros <italic>frameworks</italic>, inclusive semânticos, catálogos e bases de dados. Além disso, essa padronização poderá contribuir com a governança de dados nas instituições e no contexto dos dados abertos, com a conformidade regulatória, implementada por legislações e pela Política de Dados Abertos do governo federal brasileiro.</p>
         <p>Com os resultados das etapas 1 e 2 foi modelado em um banco de dados relacional para armazenamento dos metadados, ou seja, a modelagem propriamente dita do catálogo de dados para as APIs (Etapa 3). Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B23">Olesen-Bagneux (2023, p. 25)</xref> um catálogo de dados é “[...] essencialmente um banco de dados contendo metadados que foram enviados ou extraídos de fontes de dados no cenário de TI de uma determinada empresa”.</p>
         <p>Para modelagem do catálogo de dados foram criadas oito tabelas: ‘apis’, ‘institutions’, ‘api_endpoints’, ‘endpoint_parameters’, ‘parameters’, ‘api_responses’, ‘tags’ e ‘endpoint_tags’, conforme detalhado no <xref ref-type="table" rid="t02">Quadro 2</xref>. O diagrama completo com todas as tabelas e relacionamentos foi apresentado na <xref ref-type="fig" rid="f03">Figura 3</xref>.</p>
         <table-wrap id="t02">
            <label>Quadro 2</label>
            <caption>
               <title>Detalhamento das tabelas do banco de dados.</title>
            </caption>
            <table frame="hsides" rules="groups">
               <thead>
                  <tr align="center" valign="top" style="background-color:#0070C0;color:#FFFFFF;border-bottom:hidden">
                     <th align="left">Atributo</th>
                     <th>Tipo</th>
                     <th>Descrição</th>
                  </tr>
               </thead>
               <tbody>
                  <tr align="left" valign="top" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid">
                     <td colspan="3"><bold>Tabela apis</bold></td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>id</td>
                     <td>INT PRIMARY KEY NOT NULL</td>
                     <td>Identificador (ID) da Application Programming Interface (API), número que será o identificador da API.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>name</td>
                     <td>VARCHAR(100) NOT NULL</td>
                     <td>Nome da API conforme indicação do órgão.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>description</td>
                     <td>VARCHAR(300) NOT NULL</td>
                     <td>Descrição breve da API, considerando seu objetivo principal.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>base_url</td>
                     <td>VARCHAR(500) NOT NULL</td>
                     <td>URL padrão para acesso aos diferentes enpointsda API.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>documentation</td>
                     <td>VARCHAR(500) NOT NULL</td>
                     <td>URL da página de documentação.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>response_type</td>
                     <td>VARCHAR(10) NOT NULL</td>
                     <td>Extensão do tipo de retorno, como: <italic>JavaScript Object Notation</italic> (JSON), <italic>Extensible Markup Language</italic> (XML), <italic>Comma-separated values</italic> (CSV), etc.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>colection_date</td>
                     <td>DATE NOT NULL</td>
                     <td>Data da última coleta dos dados realizada.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>authentication</td>
                     <td>CHAR(1), NOT NULL</td>
                     <td>Indica se a API precisa ou não de autenticação para ser utilizada, valor’ S’ ou ‘N’.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>version</td>
                     <td>VARCHAR(10)</td>
                     <td>Versão da API, caso tenha essa informação disponível.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>institution_id</td>
                     <td>INT NOT NULL</td>
                     <td>Identificador do órgão federal responsável pela API.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>last_api_update_date</td>
                     <td>DATE</td>
                     <td>Data da última atualização da API, de acordo com a documentação.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>classification</td>
                     <td>VARCHAR(60)</td>
                     <td>Classificação da API de acordo com o Vocabulário Controlado do Governo Eletrônico (VCGE).</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                     <td colspan="3"><bold>Tabela institutions</bold></td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>id</td>
                     <td>INT PRIMARY KEY NOT NULL</td>
                     <td>Id da instituição, número que será o identificador do órgão federal responsável por alguma API.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>name</td>
                     <td>VARCHAR(100) NOT NULL</td>
                     <td>Nome do orgão federal responsável por alguma API.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>acronym</td>
                     <td>VARCHAR(10) NOT NULL</td>
                     <td>Sigla do órgão federal.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                     <td colspan="3"><bold>Tabela api_endpoints</bold></td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>id</td>
                     <td>INT AUTO_INCREMENT PRIMARY KEY NOT NULL</td>
                     <td>ID do endpoint, número que identifica um endpoint da API.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>api_id</td>
                     <td>INT NOT NULL</td>
                     <td>ID da API relacionada.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>name</td>
                     <td>VARCHAR(100) NOT NULL</td>
                     <td>Nome do Endpoint.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>short_name</td>
                     <td>VARCHAR(200) NOT NULL</td>
                     <td>Nome mais curto/ Nome mais explicativo.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>url</td>
                     <td>VARCHAR(500) NOT NULL</td>
                     <td>Uniform Resource Locator (URL) do endpoint, parâmetros sem valores.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>description</td>
                     <td>VARCHAR(300) NOT NULL</td>
                     <td>Descrição do que é retornado pelo endpoint.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>example</td>
                     <td>VARCHAR(500) NOT NULL</td>
                     <td>Exemplo de URL com valores no lugar dos parâmetros.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>api_responses_id</td>
                     <td>INT</td>
                     <td>ID do exemplo do retorno relacionado.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                     <td colspan="3"><bold>Tabela endpoint_parameters</bold></td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>id</td>
                     <td>INT PRIMARY KEY NOT NULL</td>
                     <td>ID da tabela, número que identifica um parâmetro de um endpoint específico.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>endpoint_id</td>
                     <td>INT NOT NULL</td>
                     <td>ID do endpoint relacionado.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>parameter_id</td>
                     <td>INT NOT NULL</td>
                     <td>ID do parâmetro referente ao endpoint relacionado.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>required</td>
                     <td>CHAR(1) NOT NULL</td>
                     <td>Indica se o parâmetro é obrigatório ou não.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                     <td colspan="3"><bold>Tabela parameters</bold></td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>id</td>
                     <td>INT PRIMARY KEY NOT NULL</td>
                     <td>ID do parâmetro, número que identifica o parâmetro.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>name</td>
                     <td>VARCHAR(100) NOT NULL</td>
                     <td>Nome do parâmetro.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>type</td>
                     <td>VARCHAR(20) NOT NULL</td>
                     <td>Tipo de dado do parâmetro, exemplo: VARCHAR, CHAR, INT, entre outros.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>format</td>
                     <td>VARCHAR(20)</td>
                     <td>Caso informado, o formato deve ser informado como parâmetro.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>description</td>
                     <td>VARCHAR(300)</td>
                     <td>Descrição sobre qual informação o parâmetro repassa.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                     <td colspan="3"><bold>Tabela tags</bold></td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>id</td>
                     <td>INT PRIMARY KEY NOT NULL</td>
                     <td>ID da Tag, número que identifica a tag.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>name</td>
                     <td>VARCHAR(100) NOT NULL</td>
                     <td>Nome da Tag.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                     <td><bold>Tabela endpoint_tags</bold></td>
                     <td>&nbsp;</td>
                     <td>&nbsp;</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>id</td>
                     <td>INT PRIMARY KEY NOT NULL</td>
                     <td>ID da tabela, número que identifica a tag de uma API.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>endpoint_id</td>
                     <td>INT NOT NULL</td>
                     <td>ID do Endpoint relacionado.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>tag_id</td>
                     <td>INT NOT NULL</td>
                     <td>ID da Tag que quero realizar a ligação com a API.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top" style="border-bottom-width:thin;border-bottom-style:solid;border-top-width:thin;border-top-style:solid">
                     <td colspan="3"><bold>Tabela api_responses.</bold></td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>id</td>
                     <td>INT PRIMARY KEY NOT NULL</td>
                     <td>ID do retorno, número que identifica o retorno, resposta da API.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>description</td>
                     <td>VARCHAR(300)</td>
                     <td>Descrição do que é retornado pelo endpoint.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>data dictionary</td>
                     <td>VARCHAR(400)</td>
                     <td>URL do dicionário de dados existente ou respectivo glossário.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left" valign="top">
                     <td>response_example</td>
                     <td>JSON</td>
                     <td>Exemplo do arquivo json ou link do endpoint.</td>
                  </tr>
               </tbody>
            </table>
            <table-wrap-foot>
               <fn>
                  <p>Fonte: Elaborada pelos autores (2024).</p>
               </fn>
            </table-wrap-foot>
         </table-wrap>
         <fig id="f03">
            <label>Figura 3</label>
            <caption>
               <title>Modelagem Entidade Relacionamento do banco de dados.</title>
            </caption>
            <graphic xlink:href="2318-0889-tinf-36-e2410694-gf03.tif"/>
            <attrib>Fonte: Elaborada pelos autores (2024).</attrib>
         </fig>
         <p>A nomenclatura do esquema seguiu o padrão <italic>snake</italic> case <italic>patterns</italic>. Neste padrão utiliza-se a separação das palavras com o caractere <italic>underscore</italic>, como por exemplo: ‘api_endpoints’. Adotar o idioma inglês para as nomenclaturas foi uma decisão de <italic>design</italic> e boas práticas, uma vez que ele é amplamente utilizado entre desenvolvedores de sistemas e comandos de banco de dados, proporcionando uma maior consistência. A chave primária das tabelas, ou seja, o elemento que identifica unicamente cada linha foi incrementado sequencialmente, de forma automática, a cada inserção na tabela. Além dos atributos criados para descrição e detalhamento das APIs, foram criados atributos de controle para identificar, por exemplo, a exigência de autenticação em uma API.</p>
         <p>Todas as tabelas criadas para o catálogo estão relacionadas e os relacionamentos foram pautados na composição padrão de uma API. Assim, uma API mantém uma conexão com N <italic>endpoints</italic>, os quais estão associados a N parâmetros. Cada <italic>endpoint</italic>, por sua vez, possui uma relação com um response (retorno) específico. As APIs foram classificadas conforme os assuntos do vocabulário VCGE e suas especificações. Destaca-se que devido às singularidades de cada API, os assuntos de VCGE ainda eram muito abrangentes, o que demandou a criação de <italic>tags</italic> mais específicas para categorizar os <italic>endpoints</italic>. Assim, cada <italic>endpoint</italic> pode estar associado a diferentes tags, que são responsáveis por classificar tematicamente os recursos disponibilizados. Essas <italic>tags</italic> foram criadas a partir de uma análise de assunto realizada pelos autores, com os resultados da Etapa 1 e consultas realizadas nas APIs.</p>
         <p>Ao longo desta pesquisa foi possível observar que o catálogo de dados, neste estudo, também pode ser considerado um repositório de metadados, visto que seu objetivo é a pesquisa por dados em um banco de dados de referência. A partir dessa solução, um cidadão poderá saber quais tipos de informação determinada API retorna, respondendo a problemática deste estudo que envolve a descoberta de dados nas APIs de DGA do Brasil.</p>
         <p>É importante destacar que muitas APIs ainda estão em desenvolvimento, apresentam instabilidades e sofrem modificações. Na documentação da API da Câmara,<xref ref-type="bibr" rid="B10"> Câmara dos Deputados (2024)</xref>, por exemplo, é informada a identificação da versão atual com a data da publicação e um alerta indicando que a versão “ainda é incompleta, sujeita a mudanças e que não substitui a versão original dos Dados Abertos”, fazendo referência à página de publicação dos conjuntos e dados abertos do órgão.</p>
         <p>Outro destaque é referente à documentação do VCGE, que estava disponibilizado no site do governo federal, mas em uma consulta, realizada em setembro de 2024, já não estava disponível, sendo acessado somente por um serviço de arquivo na <italic>internet</italic> (<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://web.archive.org/web/20220124204600">https://web.archive.org/web/20220124204600</ext-link>/<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.gov.br/governodigital/pt-br/governanca-de-dados/vcge_2_1_0.pdf">https://www.gov.br/governodigital/pt-br/governanca-de-dados/vcge_2_1_0.pdf</ext-link>). A indisponibilidade de documentos oficiais é um problema que também se repete no acesso às APIs, visto que há alterações de versões, <italic>links</italic> e documentações, às vezes, sem nenhum tipo de comunicação aos usuários.</p>
         <p>Considerando que o catálogo de dados terá uma interface (<italic>front-end</italic>) para os usuários realizarem pesquisas, serão criadas consultas para permitir executar buscas no catálogo de dados, por meio de filtros e pesquisa direta. Com isso, a entrada principal do catálogo de dados irá considerar a arquitetura de domínio criada e a representação das APIs será refletida na navegabilidade do catálogo de dados, permitindo aos usuários pesquisar por dados abertos de forma objetiva e padronizada. Os scripts para criação das tabelas e as consultas estão disponíveis no diretório do projeto (https://github.com/ObservatorioDadosAbertos/) e após conclusão da implementação do catálogo serão disponibilizados com acesso aberto.</p>
      </sec>
      <sec sec-type="conclusions">
         <title>Conclusão</title>
         <p>A modelagem de um catálogo de dados é um dos artefatos do projeto de pesquisa “Observatório de Dados Abertos” que investiga temáticas recentes e inéditas sobre dados abertos com processamento automatizado, no contexto da representação, organização e recuperação de dados e informação, em interface com a Ciência da Informação e a Ciência da Computação. A partir de questionamentos sobre os dados existentes nas APIs de DGA e da função do catálogo de dados, a pesquisa teve como objetivo apresentar uma proposta inicial de modelagem de um catálogo de dados para APIs de DGA no contexto brasileiro.</p>
         <p>Metodologicamente a construção do catálogo envolveu três etapas, a saber: Etapa 1 - Estudo das APIs de DGA existentes no Brasil; Etapa 2 − Definição de metadados para representação das informações das APIs e Etapa 3 − Modelagem do catálogo de dados. O mapeamento das APIs existentes foi realizado em uma pesquisa anterior e foi basilar para o estudo das APIs, permitindo a definição dos domínios, fontes de informação e ativos na Etapa 1. Na Etapa 2, a representação das APIs no catálogo de dados considerou os componentes padrões da arquitetura das APIs, utilizando, quando possível, elementos do padrão de metadados e-PMG em conjunto com o VCGE para classificação temática das APIs.</p>
         <p>Com base nos resultados das Etapas 1 e 2, a Etapa 3 consistiu na modelagem do catálogo de dados, por meio da criação de um banco de dados relacional com oito tabelas, refletindo a estrutura de uma API. A solução envolveu conceitos e técnicas para representação, organização e recuperação de dados nas APIs de DGA, bem como padrões de projeto de Sistemas de Informação e fundamentos de Engenharia de Software, considerando elementos da pesquisa por dados, ou seja, a descoberta dos metadados disponibilizados nestas APIs, que atualmente estão descentralizadas em portais e serviços de dados abertos nos órgãos do governo federal. Esta etapa permitiu a melhor compreensão do estudo, por todos os pesquisadores, sendo fundamental para manutenibilidade do catálogo de dados que estará em constante evolução para refletir as modificações das fontes de informação.</p>
         <p>Em se tratando de APIs governamentais, um desafio constante é lidar com a instabilidade dos ambientes (servidores de aplicação, repositórios e ferramentas de documentação) e as modificações realizadas sem controle de versão. Essas questões afetam diretamente o catálogo que será alimentado com os dados das APIs oficiais dos órgãos do governo federal, podendo gerar retrabalho e manutenções não planejadas. Instabilidades em instrumentos do governo, como o VCGE, e a inexistência de padrões de representação e organização para o desenvolvimento de APIs nos órgãos federais também ampliaram os desafios, especialmente no desenvolvimento da modelagem.</p>
         <p>Conclui-se que o catálogo de dados é um instrumento que permitiu organizar e armazenar os metadados das APIs de DGA e esta solução pode ser utilizada em outros domínios de dados. Destaca-se que apesar de a arquitetura do catálogo ter sido concluída, esse é um primeiro <italic>release</italic>. Assim, modificações não estão descartadas, visto que algumas APIs de DGA são bem específicas e podem sofrer alterações, assim como em qualquer projeto de <italic>software</italic>.</p>
         <p>Estima-se que o catálogo de dados abertos permita aos cidadãos identificarem as APIs de DGA existentes no Brasil e descobrir metadados para recuperar conjuntos de dados, incentivando o reúso dos dados abertos e a interoperabilidade com outras aplicações. Como trabalhos futuros, consultas serão implementadas em um <italic>front-end</italic> do catálogo de dados, para pesquisa e interação dos usuários, e o banco de dados, “populado” com as APIs de DGA, será utilizado na implementação do catálogo de dados abertos.</p>
      </sec>
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            <p><bold>Como citar este artigo/<italic>How to cite this article</italic>:</bold> Nascimento Silva, P.; Silva, G. V. P.; Fernandes Filho, D. R. Catálogo de dados para descoberta e recuperação de dados abertos: uma solução baseada em APIs governamentais do Brasil. <italic>Transinformação</italic>, v. 36, e2410694, 2024. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.1590/2318-0889202436e2410694">https://doi.org/10.1590/2318-0889202436e2410694</ext-link></p>
         </fn>
         <fn fn-type="financial-disclosure">
            <label>Apoio</label>
            <p>Universidade Federal de Minas Gerais (Projeto nº: 30201*42) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.</p>
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