Por uma educação antibrutalista:
contra a necrotecnologia
DOI:
https://doi.org/10.24220/2318-0919v22e2025a15129Palabras clave:
Arquitetura, Carnaval, Imaginário, Mbembe, TecnologiaResumen
Este artículo parte del análisis de la obra Brutalismo de Achille Mbembe y analiza con especial interés las nociones de brutalismo y fronterización que conducen a la comprensión de una necrotecnología inseparable de la implantación global del fascismo neoliberal. A partir de una interpretación de los aspectos simbólicos de la imaginería del fuego presente en la obra de Mbembe, en diálogo con la obra de Gaston Bachelard, proponemos una comprensión de la tecnología brutalista como termopolítica, que opera en torno a un brutalismo ardiente que conduce a un antierotismo. Como expresión de resistencia a esta configuración brutalista, el carnaval callejero en Brasil se reconoce como un fenómeno que se opone a la fronterización. Este reconocimiento apoya la comprensión y la propuesta de una reeducación antibrutalista que se presenta como horizonte en la conclusión del texto. El objetivo de este estudio es contribuir a la construcción crítica de las tecnologías contemporáneas a partir de las formulaciones de Mbembe y de otros autores dedicados al tema, utilizando un procedimiento metodológico que interpreta las diversas fuentes a la luz de las teorías bachelardianas y durandianas del imaginario, dando como resultado una perspectiva original sobre el tema que converge en una formulación propositiva al final.
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