Devir macumbeiro e a corporeidade de Oiá-Iansã
a alteridade religiosa em rituais de festa
DOI:
https://doi.org/10.24220/2447-6803v50a2025e14903Palabras clave:
Devir macumbeiro, Religião e carnaval, Rito da brasilidadeResumen
Não podemos ignorar que nossas produções acadêmicas refletem os tensionamentos provocados por nosso cotidiano. Nas disputas entre o Brasil-nação e a brasilidade, saberes múltiplos, diversos e plurais são (re)elaborados a partir de políticas e poéticas transgressoras. Por isso, propomos repensar os lugares de conceitos acadêmicos, entendendo que a rua é fundamental para que a nossa ciência não seja apenas uma alegoria da sociedade, mas oriunda dela. Neste artigo, trabalharemos o conceito de devir macumbeiro e a corporeidade da mitopoética de Oiá-Iansã praticados em três ambientes diferentes, o 4 de dezembro em Salvador, o samba-enredo da Mangueira, no Rio de Janeiro e o samba-enredo da Barroca da Zona Sul, em São Paulo, ambos para o carnaval de 2025. Em comum, esses três rituais da brasilidade enaltecem a orixá Oiá-Iansã e nos propõem uma alternativa à simplicidade do conceito de sincretismo religioso, ampliando nossas percepções para algo mais condizente com a brasilidade: a alteridade religiosa.
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