Onofre de Arruda Penteado Júnior e a defesa da tradição:
autoridade, fragmentação curricular e resistência à modernização na formação docente (1939-1949)
DOI:
https://doi.org/10.24220/2318-0870v31a2026e18641Palavras-chave:
Conservadorismo, Formação de professores, Formação docente universitária, História da educação superior, TradiçãoResumo
Este artigo analisa a trajetória intelectual e institucional de Onofre de Arruda Penteado Júnior na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo entre 1939 e 1949, destacando sua atuação na consolidação de práticas administrativas, curriculares e avaliativas vinculadas à formação docente universitária. A pesquisa baseia-se na análise documental de anuários, guias acadêmicos, boletins institucionais e produções do próprio autor, articulada ao referencial teórico de Pierre Bourdieu e Michel de Certeau. O estudo examina como Penteado Júnior mobilizou posições institucionais de autoridade para organizar estágios, relatórios, critérios de seleção docente e formas de hierarquização do saber pedagógico. Os resultados indicam que sua atuação contribuiu para a institucionalização de estratégias de conservação, reforçando a autoridade catedrática, a fragmentação disciplinar e a normatização da prática de ensino. Conclui-se que tais mecanismos produziram efeitos duradouros na cultura acadêmica da universidade e na organização da formação docente.
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